Precisam-se de engenheiros

4 05 2011

Alta demanda e baixa oferta de mão de obra acirra disputa por profissionais de engenharia dentro e fora dos grandes centros urbanos do país

Luiz De França (undefined)//  12/10/2010

Crédito: Gustavo Lourenção / GL FOTOGRAFIA
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Aumento de 70% no salário
“Nunca imaginei que pudesse ter emprego como engenheiro ferroviário, nem como seria a estrutura do sistema ferroviário”, diz Aender Guerra, de 26 anos, que se formou em engenharia de produção e cursou pós-graduação em engenharia ferroviária pela América Latina Logística (ALL). Ele entrou como analista e em um ano foi promovido para coordenador de oficina de vagões, em Rio Claro, no interior paulista. Seu salário aumentou 70% em um ano e meio de empresa. “Sempre me interessei por logística e, quando descobri que a ALL estava dando oportunidade para engenheiros, agarrei a chance”, diz.

Eles estão sendo considerados a cereja do bolo. Possuem uma formação acadêmica que reúne raciocínio lógico e analítico com a capacidade para detectar problemas, avaliar cenários e desenhar soluções. Tudo isso fez os engenheiros profissionais terem lugar cativo no mercado financeiro por muito tempo, o que continua sendo verdade. Porém, o que mudou recentemente é que os engenheiros contam com mais oportunidades para atuar em sua área de formação, devido ao crescimento da indústria e dos setores ligados à infraestrutura.

Empresas de praticamente todos os segmentos da economia disputam acirradamente essa mão de obra, que está aquém das necessidades do país, que deverá fechar o ano com 7% de crescimento do PIB. Oportunidades não faltam, seja para quem ainda está na faculdade, seja para quem já está na estrada. A consultoria paulista em recursos humanos Ricardo Xavier detectou um aumento de 16% no número de vagas que exigiam graduação em engenharia entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período de 2009. Foram 6 985 vagas nas regiões de São Paulo, Campinas (no interior paulista), Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador. São exemplos como o da fabricante Michelin, que vai contratar 30 engenheiros para a expansão da fábrica de pneus em Itatiaia, no Rio de Janeiro, até o fim de 2011. A empresa enfrenta difi culdade em achar engenheiros de projetos e manutenção.

O motivo é a concorrência com as fábricas que estão se instalando na região de Resende, no estado do Rio de Janeiro, e em Santa Cruz e Campo Grande, na cidade do Rio. O setor de petróleo e gás também sofre do mesmo mal. Nesse caso, a explicação está na recente formação do mercado.

“Até pouco tempo atrás, só existia a Petrobras, que contratava sozinha praticamente os poucos que se especializavam nessa indústria. Hoje, a gente coloca um profissional numa companhia e corre o risco de ele sair poucas semanas depois para uma concorrente que paga mais”, diz a consultora de recursos humanos Jacqueline Resch, do Rio de Janeiro.

A situação é tão crítica que tem empresa abrindo mão da experiência em troca do desenvolvimento de potenciais, como é o caso da norueguesa Statoil, especializada em perfuração de poços de petróleo. “A demanda é sem dúvida maior do que a oferta, mas eu acho que é um desafio para as companhias e para o país trabalhar no desenvolvimento de pessoal. A gente não vê essa situação de forma pessimista. Prefi ro vê-la com viés otimista”, diz Fernando Carvalho, diretor de RH da Statoil.

A empresa anuncia para 2011 a abertura de pelo menos 15 vagas. Somente os planos de expansão da Petrobras preveem criar 12 720 postos de trabalho para engenheiros até 2014. Além dela, o mercado de exploração e produção de petróleo no Brasil tem outros atores de peso, como a própria Statoil, as americanas Chevron, Exxon, Devon e El Paso, a anglo-holandesa Shell e a espanhola Repsol. Desde que começou a formar seus próprios engenheiros ferroviários por meio de cursos de pós-graduação, a América Latina Logística (ALL) tem registrado um crescimento de 10% no número de inscritos a cada ano.

Pudera, a companhia cresce a uma média de 10% ao ano e tem contratado 30 engenheiros anualmente desde 2006. O mercado de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica também vive um bom momento na área de projetos e operações. “Basta lembrar que o crescimento do setor energético brasileiro é proporcional ao do PIB e, se as projeções estiverem certas, isso pode representar um crescimento de pelo menos 5% ao ano”, diz Caio Arnaes, especialista em recrutamento da divisão de engenharia da Robert Half. Desde 2002, as regiões Norte, Centro- Oeste e Nordeste vêm ganhando destaque na economia e na participação do PIB, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diante dessa realidade, que deverá se acentuar nos próximos anos com a necessidade de grandes obras de infraestrutura em todo o país, ter flexibilidade para migrar para outras cidades ou regiões é uma boa dica para quem quer investir nessa carreira.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/precisam-se-engenheiros-615495.shtml#

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One response

5 05 2011
Waldomiro M Figueiredo Junior

Infelizmente as coisas não são bem assim como descrito neste artigo. O que se observa é que, fora do setor de Petróleo as empresas estão achatando os salários dos engenheiros e excluindo os que possuem mais de 40 anos. Eu mesmo sou Engenheiro Mecânico e também de Produção (2 cursos) pela USP, tenho 2 MBAs, uma Pos e sou Black Belt, era Gerente de Engenharia em multinacional e mesmo assim busco recolocação desde FEV/2010.
Junto com outros colegas estamos criando a ABEPEX (Associação Brasileira de Profissionais Experientes) para poder atuar contra a discriminação e o alijamento que os mais experientes sofrem no Mercado (quando devriam é ser valorizados, pela experiencia e contribuição potencial para os negócios)

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