É preciso saber a hora de pedir demissão

15 04 2011

por Marina Gaspar

Um dos maiores desafios para qualquer profissional é compreender qual é o melhor momento para se deixar uma empresa. Pedir demissão não é uma tarefa fácil, mas pode ser a melhor alternativa para a carreira. Os motivos que levam a pedidos de demissão são os mais variados, como ambiente inadequado, incompatibilidade com a cultura da empresa e desencontro com as perspectivas profissionais. Especialistas garantem: muitas vezes, a solução mais adequada é rever a trajetória e procurar algo novo.

“Há situações nas quais não vale a pena insistir em um emprego que não dá certo. Não raro, o profissional não se adapta à cultura e ao modus operandi da empresa, ou há uma incompatibilidade com pessoas da equipe ou da chefia. Esses são fatores que normalmente aceleram o processo de saída”, explica Matilde Berna, diretora de Transição de Carreira e Atrair & Avaliar da Right Management. O problema de permanecer em um ambiente de trabalho com uma realidade adversa é que o desgaste do dia a dia tende a influir na maneira de agir e de se relacionar do profissional.

Matilde indica que, quando uma pessoa desconfia que algo no trabalho a empurra para fora da empresa, uma saída é conversar com uma pessoa de confiança, de preferência que entenda a realidade do dia a dia, que possa ajudar a analisar a situação. “Tentar achar alguém que consiga validar o sentimento de que é hora de sair ou alguém que olhe o outro lado da história são boas alternativas”, diz. Ela recomenda, no entanto, que o profissional conheça muito bem a pessoa com quem vai conversar, caso ela seja colega de trabalho.

Avaliação periódica

Um dos sinais mais evidentes de que é hora de partir é quando o profissional percebe que a companhia não tem como oferecer as condições ideais para seu plano de crescimento. “Às vezes, a pessoa passa dez anos na mesma posição, não se desenvolve e não percebe. É preciso ter certeza de que a empresa pode dar o que ela quer e em um prazo determinado”, explica Matilde. A receita para evitar o comodismo, segundo ela, é sempre avaliar as próprias expectativas e o cenário à sua volta. “Pode ser uma avaliação anual. Um ano é um período bom para verificarmos o quanto conseguimos avançar”, sugere.

Ao perceber que se está estagnado e não há espaço para crescimento, a saída é buscar novas possibilidades. Ter essa consciência e agir para resolver a questão é, segundo a especialista, uma garantia de que o profissional não será surpreendido pela empresa. “A companhia percebe que o funcionário ficou estagnado, não se desenvolveu, não cresceu. E pode acabar mandando-o embora”, diz. Ela indica que é importante ter o controle da situação para decidir sobre a própria saída. “É preciso ficar de olho no desenvolvimento da empresa, nas tendências do negócio e ter certeza das próprias expectativas para não ser pego de surpresa”, explica Matilde. 

Quando o profissional percebe que é hora de sair, a dica da consultora é não agir de maneira precipitada. “O melhor é buscar outro emprego e não se deixar desgastar. Partir para o confronto é um erro. Não vale a pena entrar em um jogo de poder”, ensina. Ela explica que é sempre mais recomendado procurar um novo emprego antes de chegar a uma situação limite. “É mais fácil conseguir um emprego quando se está trabalhando”, diz Matilde.

O recrutamento é a alma do negócio

Um bom processo seletivo pode ser a solução não só para as empresas, que evitam gastos e desgaste com novas contratações por conta da saída de colaboradores insatisfeitos, como para os colaboradores, já que pular de empresa em empresa não é bom para o currículo de ninguém.

“Processos de recrutamento e seleção assertivos favorecem a escolha e retenção de profissionais mais adequados a cada posição”, diz Paulo Henrique Rocha, consultor de Negócios da Corrhect Gestão em Recursos Humanos. Ele explica que um minucioso alinhamento de perfil e a aplicação de testes de avaliação técnica e comportamental são algumas das etapas que permitem identificar os melhores profissionais para cada vaga. “Assim, é maior a probabilidade de desenvolvimento profissional e plano de carreira”, conta o especialista.

Para Paulo Henrique, o envolvimento dos profissionais de Recursos Humanos na estratégia do negócio ajuda a identificar processos e conceitos que devem ser aprimorados na hora do recrutamento. “Além de poupar desligamentos, esta atitude influenciará no comportamento do ser humano nas organizações e no dinamismo corporativo”, explica.

Fonte: http://www.canalrh.com.br/Mundos/gestaocarreira_artigo.asp?ace_news={623958F5-BD99-489A-9C3F-CFD98C590555}&o={FEFDA51E-8E67-4378-B535-942606CABE05}&sp=-?.N0xW1B?JKD5.RQpOVF1BT:09VWy7NC.1


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