Liderança: como desafiar sua equipe a encontrar soluções?

25 02 2011

por Valérya Carvalho*

Se você ainda acredita que é preciso ter chefes para dar instruções aos funcionários, departamentos para poder gerenciar a organização, metas para poder controlar o desempenho, estímulos para motivar e hierarquia para definir responsabilidades chegou a hora de repensar seus conceitos. Vivemos no século XXI, muito além das teorias de cem anos atrás.

Liderança é um tema que desafia constantemente os pensadores de gestão a elaborar extensas listas de qualidades do “executivo ideal” ou do “líder ideal”. Na maioria dos casos, essas listas não passam de coletâneas de ideias utópicas e tediosas. As organizações não precisam de seres humanos mais perfeitos, e sim de uma direção que esteja à altura de nosso tempo. Uma direção que permita pessoas comuns tomarem decisões, assumindo responsabilidade própria e desenvolvendo suas qualidades de liderança. Como, porém, se constrói tal modelo de direção?

Em primeiro lugar, é necessário entender que não avançaremos com padrões de comportamento clássicos, com otimização de processos e novas ferramentas. O essencial – ao menos na maioria das organizações – é de uma mudança de paradigma, uma visão clara de um “outro” princípio de funcionamento.

Uma boa liderança cria um ambiente em que todos são energizados. Contudo, isso não acontece a partir de uma ameaça, do medo da punição ou da promessa de prêmios, e sim do desejo de dar uma contribuição positiva. Liderança, ao contrário do que comumente se imagina, não significa alguns tomarem mais decisões do que outros. Ser líder é disciplinar a si mesmo e deixar que outras pessoas também tomem decisões. Além disso, exige modéstia e uma compreensão de que se está a serviço dos outros.

William Edward Deming, reconhecido pela melhoria dos processos produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou certa vez que a tarefa do líder é afastar o medo da organização, de modo que os funcionários sejam encorajados a tomar decisões de maneira autônoma. É provável que poucos integrantes de alta direção, gestores de empresas e proprietários sigam esse pensamento e coloquem a luta contra o medo em suas prioridades diárias. Mais do que isso, para alguns líderes é difícil imaginar a possibilidade de abrir mão do poder e descentralizar maciçamente as decisões.

Herb Kelleher, ex CEO da Southwest Airlines e responsável direto por instituir um estilo de liderança para a geração de equipes autônomas e de alto desempenho, disse em uma entrevista neste ano que “apesar de todas as dificuldades que as companhias aéreas atravessaram nos últimos 30 anos, a Southwest Airlines não demitiu funcionários, alcançou os maiores índices de satisfação de clientes e bateu recordes na bolsa de valores”. Como fazer isso? Kelleher explicou que existe um enfoque humanista no tratamento dos funcionários. Em empresas assim, a pessoa não apenas um trabalhador. Mais do que isso, ela é valorizada como um indivíduo.

*Valérya Carvalho é consultora associada da Muttare, consultoria de gestão

Fonte: http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/especiais/conteudo_601790.shtml

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