A relação do RH com as redes sociais

11 01 2011

Ainda não existem certezas quando o assunto é o uso de mídias sociais nas empresas, mas os participantes do debate desta terça-feira sabem que tais recursos são uma realidade da qual o RH não pode fugir

 

por Anna Carolina Oliveira


Uma das sensações do momento, as redes sociais não poderiam ficar de fora do CONARH 2010. Para discutir o assunto nesta quarta-feira, dia 18, o debate “Mídias Sociais – A Revolução da Comunicação nas Organizações” contou com a presença de três profissionais renomados: Ethevaldo Siqueira, da CBN; Fábio Tadashi, da Vivo; e Hamilton dos Santos, da Editora Abril.

Siqueira introduziu o tema explicando que os três pilares do futuro são colaboração, inovação e serviço, os quais estão reunidos nas redes sociais. Diante disso, Hamilton compartilhou seu entendimento sobre a relação do RH com esses meios. “O ponto de vista do RH sobre as mídias sociais apresentam três questões essenciais e problemáticas: produtividade, conduta e novas ferramentas que passam a turbinar as antigas usadas pelo RH.”
Para Hamilton, nós ainda estamos amadurecendo e descobrindo como usar as redes sociais, sem termos certezas sobre como as empresas podem se beneficiar das mesmas. Tadashi concorda e ainda afirma que, quando se trata de definir o melhor caminho para o uso das redes e a integração com treinamentos feitos pela empresa, as respostas não existem. “Não existe ‘o’ melhor caminho e essa não é uma visão apocalíptica. A melhor forma de se usar as mídias sociais ainda será descoberto por tentativa e erro”, afirma o profissional da Vivo.

Interferência no desempenho
Mesmo entendendo que não há certezas absolutas em relação ao uso e efeito das redes, quando o assunto é se elas interferem na produtividade dos funcionários Tadashi já tem uma posição mais definida. Para ele, a internet pode, sim, ser um elemento de dispersão no ambiente de trabalho. Contudo, Tadashi diz saber que qualquer tentativa de barrar o acesso é bem complicada. “Barrar o uso gera antipatia e é uma tentativa em vão, já que hoje as pessoas podem recorrer aos smartphones.”
Já Hamilton confessa que no passado tinha dificuldade em aceitar uma pessoa que ao mesmo tempo em que trabalhava conversava no Messenger, por exemplo. Porém, após certo tempo de convivência com essa nova geração, ele passou a ver o mesmo quadro com outros olhos. “Hoje, a realidade mostra que uma das características principais do jovem é a multitarefa.” A dica de Hamilton é, para evitar confusões com o uso e divulgação de informações nas redes sociais, recorrer aos valores e código de conduta da organização. A ideia é que as pessoas atuem nas redes com a mesma responsabilidade e bom senso que usam no desempenho do seu trabalho.

 

Fonte: http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/conteudo_589228.shtml

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