Programas de trainee são um atalho para o sucesso

21 09 2010

Verdadeiros aceleradores de carreira, os programas de treinamento estão à caça de jovens talentos com perfil de liderança

Alessandra Ogeda | alessandra.ogeda@diario.com.br

Com um índice de concorrência maior que muitos vestibulares disputados e concursos públicos, os programas de trainee oferecem bons salários, benefícios e acesso a lideranças que seriam impossíveis para pessoas contratadas por outras vias. O DC mapeou as ofertas e os pré-requisitos de programas disponíveis e consultou algumas das maiores empresas de SC para saber o perfil procurado.

Inspirados no conceito da palavra inglesa training, que significa treinamento, os programas de trainee ganham cada vez mais visibilidade e importância. As seleções mais disputadas registram uma proporção de até 1,7 mil candidatos por vaga, como demonstra o índice da 20ª seleção para trainees da Ambev este ano. Empresas menos visadas registram índices entre 500 e 700 candidatos por vaga. Os salários oferecidos variam entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil.

Jovens e competitivos, em sua maioria, os participantes buscam o caminho mais rápido entre a entrada e a ascensão de cargos em uma grande companhia. As empresas apostam as suas fichas em uma fórmula que chegou no país há pouco mais de 20 anos, importada de modelos de seleção de multinacionais, para formar um grupo bem preparado, competitivo e focado em resultados.

Domínio do inglês é pré-requisito

A prática se espalha pelas empresas de capital exclusivamente nacional e entre as catarinenses, mais especificamente, na mesma proporção em que os empreendimentos investem em crescimentos estratégicos a médio e longo prazos. O direcionamento dos investimentos para a entrada ou expansão no competitivo mercado internacional também incentiva a escolha de programas de trainee para acelerar o preparo dos futuros líderes ou mesmo da equipe técnica.

A seleção é dura. Não apenas pela grande proporção de candidatos por vaga, mas especialmente pelos conhecimentos e pelo desempenho que os finalistas devem apresentar. Os que não falam inglês fluentemente, para começar, não devem nem se arriscar.

Segundo Marilda Leite, consultora da paulista Cia. de Talentos, responsável por alguns dos maiores processos seletivos de trainees do Brasil, como Johnson & Johnson, Unilever e Itaú, a fluência em inglês é um dos pré-requisitos mais exigidos e mais difíceis de serem encontrados.

Os primeiros filtros, que incluem a avaliação de currículo e alguns testes (normalmente de lógica, raciocínio e inglês) são feitos online. Quem passa para a fase seguinte, inicia uma série de entrevistas com profissionais de recursos humanos e lideranças da empresa, participando ainda de dinâmicas de grupo. Nelas, o candidato deve destacar-se, mas também mostrar que sabe trabalhar em equipe. O pior defeito que um profissional pode apresentar, durante a seleção, segundo Marilda, é a falta de comprometimento e de envolvimento.

– Para os candidatos, a fase mais difícil é a que tem a participação dos gestores. Eles geralmente ficam tensos e preocupados – revela.

Ultrapassada a maratona de provas da fase de seleção, os profissionais com melhor desempenho entram para o treinamento. Com duração entre um e dois anos, os programas promovem uma formação acelerada do jovem talento. Há 20 anos auxiliando grandes empresas a contratar trainees e estagiários, a Cia. de Talentos percebe uma evolução do setor.

– As empresas compreenderam que o trainee é um jovem recém-formado, normalmente sem ou com pouca experiência profissional. Por isso ele, tem que ter um tempo maior para conseguir se desenvolver e atingir o nível que a empresa espera, seja como líder ou não. Hoje a maioria das empresas deixa claro que não necessariamente todos os trainees serão líderes no futuro – comenta Marilda.

MARILDA LEITE, Consutora da Cia. de Talentos

As empresas compreenderam que o trainee é um jovem recém-formado, normalmente sem ou com pouca experiência profissional. Por isso, ele tem que ter um tempo maior para se desenvolver e atingir o nível que a empresa espera.

MÔNICA GONZAGA, Líder de Recrutamento da Embraco

Hoje temos um programa sistemático de trainee porque, com o crescimento do grupo, cada vez mais globalizado, precisamos de lideranças para os novos negócios e projetos de expansão.

Fonte:  Diário Catarinense

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