Experiência adquirida

15 07 2010

Como usar agências de recolocação de executivos que passaram por grandes companhias – e que agora procuram oportunidades em pequenas e médias empresas em crescimento


Fabrício Marques, de EXAME PME

28/05/2010 | 17:34

ALEXANDRE BATTIBUGLI



As possibilidades de a negociação dar certo podem ser maiores quando o empreendedor está disposto a garantir a autonomia do executivo que pretende contratar. Foi o que pesou na decisão do engenheiro mecânico Jucilmar Neumann, de 40 anos, ao aceitar a proposta da Rigitec, fabricante de tubos metálicos para o setor automotivo e de máquinas agrícolas de Capivari, no interior de São Paulo. Neumann foi contratado no início de 2010 para administrar a fábrica da empresa em Porto Alegre.

Para os donos da Rigitec, a contratação de executivos com experiência, a quem pudessem delegar a gestão, tornou-se fundamental para o crescimento. Nos últimos anos, as receitas vinham aumentando entre 25% e 40% ao ano – a previsão é faturar 70 milhões de reais em 2010. No ano passado, a velocidade da expansão começou a trazer preocupações para Murilo Bertoldo, de 29 anos, superintendente e filho do fundador da Rigitec. “Achei que a qualidade da gestão não estava melhorando no mesmo ritmo do crescimento da produção”, diz ele. “Eu já não tenho mais tempo para ficar cobrando resultados no dia a dia.”

No início deste ano, a Rigitec contratou uma consultoria de seleção de executivos, a Roemer, para encontrar profissionais capazes de gerenciar três das unidades de negócios da empresa. Uma das vagas a ser preenchidas era a de gerente da filial de Porto Alegre, para a qual Neumann foi contratado após ter sido localizado no banco de talentos da Produtive, uma consultoria de recolocação do Rio Grande do Sul. O executivo trabalhou durante sete anos na unidade que a americana Weatherford, fabricante de máquinas agrícolas, mantém na cidade de São Leopoldo, no interior gaúcho, de onde se desligou no início do ano passado. “Quando fui chamado para uma entrevista na Rigitec, fiquei preocupado por se tratar de uma empresa familiar”, diz ele. “Queria ter garantias de que ninguém ficaria controlando meu trabalho.” Neumann gostou do que ouviu na conversa com o empreendedor. “Disse a Neumann que ele tem autonomia para agir”, afirma Bertoldo. “Ele só não tem o direito de deixar os resultados cair.”

http://portalexame.abril.com.br/pme/edicoes/2010/abril/experiencia-adquirida-564614.html?page=3


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