Novo Fiat Uno

31 05 2010

Ola pessoal, abaixo segue uma reportagem retirado do G1, do diretório do auto esporte.

Sem duvida este lançamento atraiu os olhares de todos. Mesmo aqueles que não desejam ter um UNO, como aqueles que o possuem a anos.

Foi criado uma grande campanha para o seu lançamento, gerando muita curiosidade em torno deste veículo, afim de saber o que realmente estaria por vir.

Após o lançamento, gostaria de saber, a opnião dos amigos sobre este veículo e seu lançamento:

Será que este novo UNO, fará tanto sucesso como o que ja existe?
Os valores investidos no desenvolvimento, produção e lançamento serão conquistados de volta?
Qual o impacto para as outras montadoras?

Conto com a opnião de vocês!

Segue a matéria:

Compacto acerta mecânica e moderniza o visual de mais de duas décadas.
Nova geração se alia ao Mille para equilibrar disputa contra o VW Gol.

Desde o lançamento no Brasil, em 1984, o Uno é praticamente o mesmo. Nessas mais de duas décadas, o compacto de entrada da Fiat recebeu apenas pequenas alterações, mas manteve sempre a essência de carro racional, que fez dele por muito tempo o zero quilômetro mais barato do país e até hoje um dos modelos mais vendidos no mercado nacional.

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No entanto, a própria fabricante se questionou: Por que tudo que é honesto tem que ser caro? A resposta a indagação é a nova geração do Uno, compacto que exigiu três anos de desenvolvimento para chegar à fórmula de um modelo barato, com certo apelo emocional e o estilo “quadradão” da versão anterior.

Veja os concorrentes do Novo Uno
Veja os concorrentes do Novo Uno (Foto: Arte/G1)
'Quadradinhos' na dianteira simbolizam a identidade visual do  Uno.
‘Quadradinhos’ na dianteira. (Foto: Milene Rios/G1)

A evolução foi tão expressiva que obrigou a fabricante a colocar a nova geração em uma categoria superior e manter na linha de produção o Mille, que já havia perdido o nome Uno, em 2008, para se diferenciar do irmão maior que estava por vir. Por enquanto, o novo compacto será vendido apenas na configuração quatro portas. O modelo mais barato chega em junho a partir de R$ 25.550.

Confira os detalhes de todas as versões e a tabela de preços

No desenho do novo Uno, a régua foi substituida pelo compasso, o que deixou todos os cantos da carroceria mais arredondados. Apesar das linhas mais curvas, a identidade visual do modelo foi mantida nos detalhes. O formato quadrado está presente na caixa dos faróis de neblina, nas rodas de liga-leve, no contorno do nome do carro, dentro dos faróis e lanternas e na dianteira do carro com os três ‘quadradinhos’ que, de acordo com os designers responsáveis pelo projeto, simbolizam toda a proposta do novo modelo.

Para os que não se contentam apenas com uma carroceria diferente, há seis kits de personalização com temas que incluem adesivos, revestimento na área do quadro de instrumentos e novos desenhos no tecido dos assentos. Todas as opções são de bom gosto e dão um ar de requinte na cabine. O revestimento do interior é quase 100% em plástico, mas o destaque está na forma, na mescla de tons e na textura das peças.

O painel é oval, com grafismo moderno, indicador de temperatura e combustível digital e contorno cromado no velocímetro, características que lembram o compacto premium Fiat 500. Os comandos de acionamento do vidro também são semelhantes ao do carrinho, as saídas de ar arredondadas parecem como as do Dobló e o console de teto (disponível de série apenas na versão topo de linha) é emprestado do Idea. A saída escolhida pela Fiat para dar mais sofisticação ao Uno é inteligente, pois apesar de unir as formas de outros modelos da marca, o conjunto ficou harmonioso e não pesou no preço do carro de entrada.

Quadrados estão presentes até no contorno do nome Uno.
Nome também tem quadrado. (Foto: Milene Rios/G1)

O espaço interno e a posição de dirigir, que sempre foram elogiados, estão melhores. O entreeixos de 2,37 metros é o menor entre os concorrentes, no entanto os bancos foram reposicionados para oferecer mais conforto para as pernas. Se a área não for suficiente, o assesnto do motorista pode correr mais 2 cm para trás. Basta retirar uma peça plástica do trilho que limita a distância do banco.

Os motores também mudam. As versões 1.0 e 1.4 Fire receberam alterações mecânicas e agora são diferenciadas do restante da linha pela sigla EVO. Eles estarão disponíveis apenas para o novo Uno, mas devem passar a equipar os próximos lançamentos da marca.

O motor menor teve as bielas alongadas, adotou pistões mais leves, que reduziram o atrito, e ficou 11 cavalos mais potente. Os 75 cv (álcool) fazem diferença nas acelerações e retomadas de velocidade. O carro é ‘espertinho’ e responde bem as pisadas no acelerador. Já o 1.4 é mais amarrado, apesar de seus 88 cv e 12,5 kgfm de torque, ambos com álcool.

Volante e painel de instrumentos são arredondados e lembram o  Fiat 500.Volante e painel de instrumentos são arredondados e lembram o Fiat 500. (Foto: Milene Rios/G1)

Em baixa velocidade, o desempenho é muito próximo ao do 1.0. Mesmo assim é a melhor opção para quem não dispensa o uso do ar-condicionado. A Fiat Powertrain (FPT), que assina os motores, afirma que o consumo de combustível no propulsor maior foi reduzido em até 5%. Os dados de medição da fabricante apontam a média de 10,3 km/l com álcool no uso urbano.

VEJA MAIS DETALHES DO NOVO UNO NA GALERIA DE FOTOS

O câmbio é macio como o do Palio, mas a suspensão é mais rígida e a estrutura do carro foi reforçada, o que deixou o compacto mais firme ao volante. Pela altura, que é de 1,48 metros (o mais alto entre os rivais), a carroceria inclina um pouco nas curvas, mas não chega a comprometer a estabilidade. Para atender as novas normas de segurança veicular que entram em vigor em 2014, a Fiat oferece como opcional os freios ABS e o duplo airbag por cerca de R$ 2.500.

Rodas também têm elementos quadrados em alusão à geração  anterior.
Formato quadrado nas rodas.(Foto: Milene Rios/G1)

É exatamente nos itens opcionais que o modelo se aproxima ainda mais do segmento B, liderado pelo Volkswagen Gol e que já tem o Palio como representante da marca. A versão de entrada Vivace 1.0, que parte de R$ 27.390 (com quatro portas), tem como diferencial de série apenas o econômetro no lugar do conta-giros.

Na versão topo de linha, que beira os R$ 32 mil, os itens são, além dos apetrechos aventureiros, para-choques pintados na cor da carroceria, pneus 14”, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa de combustível, lavador e desembaçador do vidro traseiro, comando manual interno de regulagem do retrovisor, regulagem de altura do volante e console de teto. Trio elétrico, direção hidráulica, ar-condicionado e regulagem de altura dos bancos são oferecidos como opcionais em todas as versões.

Traseira traz agora lanternas na posição vertical.Traseira traz agora lanternas na posição vertical. (Foto: Milene Rios/G1)

Temendo a concorrência interna, a Fiat reduziu em cerca de R$ 600 os preços do Mille e Palio. A diferença para o Mille é lógica, mas o desconto no Palio, que passa a custar apenas R$ 750 a mais que o Uno, sugere que a marca pretende, pelo menos por enquanto, tirar o hatch de campo na disputa contra o Gol. Juntas, as vendas do Mille – terceiro colocado no ranking de vendas – e do novo Uno podem acabar com o reinado do carro de entrada da Volkswagen, cujas vendas englobam o G4 e o Novo Gol. Agora, são dois contra dois.

http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/05/g1-andou-no-novo-fiat-uno.html

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3 responses

2 06 2010
Rh Automotive

Caro Jefferson,

O novo Uno foi planejado pela FIAT para ser o carro de “combate” na faixa do Gol, Celta e Ka, penso que da forma que o carro foi projetado ele terá sucesso em vendas e em “imagem”. As opções de personalização externa e interna vão de encontro a uma tendência de mercado, o design é agradável e não choca (como por exemplo o 1º Ka), a opção da FIAT de manter os preços competitivos mesmo no lançamento (geralmente as montadoras deixam o preço mais alto no lançamento para aproveitar os perseguidores de novidades) é acertada e vai rapidamente posicionar o veículo no mercado alvo.

A rapidez da FIAT em responder as tendências de mercado (exemplo: linha Adventure, Strada cabine dupla, etc.) devia ser observada pelas outras montadoras, veja você com que rapidez a FIAT está respondento ao furo que ela deu com o último face-lift do Palio, final deste ano ou inicio do ano que vem já temos o novo Palio com o chassi do novo Uno.

Abraços

Romboli
Linkedin – Grupo Rh Automotive

2 06 2010
Rh Automotive

A Fiat foi inteligente e hábil ao lançar o Novo Uno, comprovando que, mesmo veículos básicos podem (e devem) ser modernizados.

Acredito que os frotistas que compravam o antigo Mille, vão continuar fazendo naquele produto. Esses frotistas tem o preço como variável principal de escolha. Por esse motivo, eles não iam em direção ao Ka, Gol, Celta e Palio e não escolherão o Novo Uno.

Os valores investidos certamente deverão dar resultados. O tempo de retorno para esse investimento deve ser uma incógnita guardada a sete chaves nos porões de Betim e Turim – não me atrevo a dar palpite nisso.

Quanto à concorrência, ela deve sim sentir o impacto, afinal é quase se houvesse o lançamento de um carro totalmente novo, no segmento de maior volume, pela empresa que é líder de mercado no Brasil e nesse segmento. Por outro lado, esse lançamento forçará os concorrentes a aumentar investimentos em modernização ou reduzir os preços via bônus, o que é, em ambos os casos, benéfico para o consumidor.

Ari Kempenich
Linkedin – Grupo Rh Automotive

2 06 2010
Rh Automotive

Para o lançamento do novo Uno é necessario ter em mente alguns movimentos estratégicos
Além de tentar entrar em combate com as outras marcas o novo Uno vem ao Brasil alinhando a tendência de design implantada pela FIAT com a entrada do novo 500, que traz tecnologia e conforto embarcado pra ser opção de compra contra o carros de pequeno porte com conforto embarcado tal como o honda Fit. É importante notar que a FIAT chegou um pouco atrasada, mesmo com o face-lift do Palio, pela entrada do novo Ka, novo Fit, novo Gol e creio que a penetração menor do que esperada do Punto, que por qualidade e tecnologia deveria ser o carro de combate do novo Gol, lembrando que o entre-eixo dos veículos também é comparação e opção de compra pelo cliente (e o Punto é o carro que mais se aproxima do entre-eixo do Gol)
Também é importante lembrar que a FIAT lançou o novo Uno praticamente junto com o novo Fiesta que pode ser um concorrente a canibalizar parte do mercado.
Agora quanto a permanencia do novo uno e o antigo a FIAT deve ter feito BP levando em consideração o fase-out do modelo, demanda do mesmo para o mercado operacional e a capacidade da planta de Betim mater os produtos nela fabricados, logicamente não deve ter feito mudanças grandes em sua linha de montagem pois se não não seria possível a conviência destes modelos e como o design dos dois modelos são totalmente diferentes o antigo nao deve canibalizar o novo e se a demanta para o setor operacional for boa, porque não?
Outro ponto, normalmente para as automotivas o pay-back de um produto é em torno de 2 anos e creio que o mercado nacional deve absorver a demanda necessária para esse retorno (somente em São Paulo são emplacados 800 carros/dia).
Cuidado também para aqueles que gostaram das cores exóticas do novo Uno, pois essa é uma estratégia de Mkt justamente para chamar a atenção do veículo nos comerciais e na rua e muitas vezes esse pacote de cores não se repete no segundo ano.
Agora deixando um pouco o produto de lado e falando no sentido de engenharia.
Para ser economicamente viável todo processo de desenvolvimento tem o time-line muito apertado, geralmente alguns pequenos problemas são resolvidos pós lançamento com os poucos conhecidos “white recalls”, são falhas que não comprometem a segurança dos ocupantes e podem ser feitas nas concessionárias sem divulgação para a imprensa nem tão pouco para os clientes Existem também alguns problemas que apesar da utilização de ferramentas como dfemea, pfemea, 6sigma acontecem em campo depois da utilização pelo cliente, afinal são muitos mais veículos rodando do que os utilizados em testes, por este motivo na maioria das vezes o ideal é a compra do veículo no segundo ano de produção, onde os defeitos do primeiro ano já estão em sua maioria resolvidos e o projeto ainda não entrou no processo de cost reduction.

Abraços
Richard
Linkedin – Grupo Rh Automotive

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