Profissional do ‘vizinho’ é opção rápida e cara

6 05 2010

Em tempos de mercado aquecido, ter a equipe certa para atender novas demandas pode fazer a diferença entre o crescimento e a perda de mercado. Para exercer seu “poder de atração” em tempos de escassez de pessoal para determinadas funções, a opção mais rápida é buscar o talento na concorrência. Segundo Sofia Esteves, presidente do grupo de carreiras DMRH, a estratégia também é a mais cara: “Esse profissional vai trazer a experiência, a habilidade, está pronto. Então, vai ter um custo maior.”

O diretor-geral da construtora Cyrela, Ubirajara Spessotto, diz que o “mundo dos negócios é cinza”. Por isso, apesar dos programas de trainee e estágio que visam a formar mão de obra dentro da empresa, o executivo admite que buscar talentos no mercado não é opção a ser descartada.

“Tentamos prever as nossas demandas para não termos problemas de atrair profissionais, mas não dá para ter estoque de gente. Às vezes, é preciso repor alguém que saiu, às vezes o crescimento é mais acelerado (que as projeções)”, diz. “Mas evitamos buscar a pessoa da empresa A, B ou C. Não fazemos no mercado o que não gostaríamos que fizessem com a gente.”

Antes de buscar talentos de outras empresas, Spessotto afirma que a prioridade é reter quem já trabalha na Cyrela. Segundo ele, o assédio aos profissionais da construtora aumentou nos últimos cinco anos, à medida que o mercado de construção se aqueceu. Para evitar o êxodo, o executivo diz que a empresa aposta em quatro fatores: remuneração justa, ambiente de trabalho, adequação das habilidades do funcionário à função exercida e perspectivas de crescimento.

Atrair profissionais da concorrência pode não ser a melhor opção para a empresa, segundo Sofia Esteves. “O funcionário pode vir a não se adaptar à nova cultura corporativa, sair rapidamente e levar junto o que aprendeu”, afirma. A especialista diz que a busca de talentos no mercado não pode ser a única estratégia de RH: “É preciso ter equilíbrio entre profissionais de mercado, promoções internas e a formação por meio de trainees e estagiários.”

Disputa

Formado em engenharia de produção na Universidade Federal de Viçosa (MG), Bernardo Araújo, 28 anos, logo “migrou” para o setor de logística – hoje, coordena a distribuição dos produtos da Danone para as regiões Norte e Centro-Oeste. Recentemente, percebeu o aquecimento do mercado de trabalho ao ser convidado para comandar a área de logística de outra empresa. Araújo diz ter usado a nova oportunidade para saber exatamente quais eram as intenções de seu atual empregador. “O processo aconteceu de forma bem transparente. Acho importante que (a proposta) não seja uma surpresa”, diz.

Mesmo sem receber aumento de salário, o engenheiro optou por ficar na Danone. Na conversa com o chefe, descobriu mais sobre os planos da companhia para ele, que incluíam um novo desafio profissional. “O escopo do novo trabalho era muito semelhante (ao atual). Aqui, a partir do meio do ano, vou continuar a atuar no setor de logística, mas em uma outra função.”

As informações são de Fernando Scheller, de O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado e Automotive Business

Equipe Rh Automotive


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