MERCADO DE TRABALHO AQUECIDO NO BRASIL

5 05 2010

O mercado de trabalho nunca esteve tão aquecido no Brasil. Sobram vagas em diversos setores da economia e os profissionais são cada vez mais disputados. Vinte anos atrás, o economista americano Jeremy Rifkin, em seu livro O fim dos empregos, previu que em duas décadas – exatamente nos dias de hoje – o mercado de trabalho seria um retrato perfeito do caos e que grandes empregadores seriam apenas gestores de tecnologia, não mais de pessoas. A julgar pelo Brasil, ele se equivocou nas duas previsões.

“É a melhor fase do emprego de todos os tempos”, vibrou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. De fato é. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), dois milhões de vagas serão criadas até dezembro. A performance do emprego, turbinada pela reação da atividade econômica, surpreende até os mais otimistas.

São oportunidades que contemplam desde o operário até o mais alto executivo.

E nesse cenário de pujança econômica, em que o pleno emprego parece mais real que o fim da mão de obra humana, aqueles empresários que, para o economista Rifkin, administrariam apenas robôs hoje são personagens reais que fazem do ato de contratar e reter talentos gestos determinantes para o sucesso de suas empresas. Encontrar mão de obra qualificada, porém, não tem sido tarefa fácil para a empresa e suas parceiras.

Em um cenário em que sobram vagas e faltam profissionais qualificados, os processos de seleção de funcionários são cada vez mais desafiadores. Não por acaso, as empresas voltaram a dar mais atenção a um antigo método de contratação. Trata-se do chamado QI, uma abreviação adaptada para a expressão “quem indica”, em um trocadilho da sigla para “quociente de inteligência”.

O rápido crescimento do mercado de trabalho tem forçado mudanças nas relações trabalhistas, em que uma boa indicação chega a valer mais do que um bom currículo. “Acabou aquela história de que o patrão manda de forma autoritária e o funcionário obedece por medo de ser demitido. Hoje, com o mercado aquecido, as empresas não querem perder bons funcionários e, em razão disso, os talentos são cada vez mais valorizados”, diz o consultor em emprego Scher Soares.

Nesse ambiente de forte expansão do mercado de trabalho e de grandes mudanças nas relações entre empresas e trabalhadores, a habilidade de empresários e executivos se mostra um instrumento de gestão cada vez mais imprescindível.

Autor: Por Hugo Cilo

Isto é Dinheiro 04/2010

Equipe Rh Automotive


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