Como escolher uma oficina mecânica?

28 04 2010

Quantas vezes você consumidor hesitou em levar seu carro para uma manutenção, porque você seguramente não seria atendido do modo como você quer? Talvez você fique preocupado, pois o recepcionista se mostra geralmente muito argumentativo, evasivo, ou simplesmente muito ocupado para lhe dar a devida atenção.

Muitos consumidores têm receio de levar o seu veículo para realizar sua manutenção, pois ficam preocupados porque imaginam que não vão conseguir se comunicar com profissionais automotivos, mas sim com aventureiros, e tem receio que seu veículo não receba a merecida atenção.

Felizmente comunicamos a vocês consumidores, que as pessoas ligadas à manutenção de veículos e a indústria de reparação, também estão preocupadas com tudo isto! Muitas empresas aprendem a duras penas por sofrerem durante anos, que os consumidores não confiam neles e têm dificuldades para se comunicarem com os profissionais automotivos.

Como os veículos estão se tornando cada vez mais complexos, a necessidade para essa comunicação de forma clara, se tornou ainda mais importante.

Para isto, o atendimento e trabalho de acordo com os padrões são fundamentais para todas as empresas de reparação de veículos, para que seja comum a todos os clientes. As normas técnicas *ABNT servem também para atender este quesito, ou seja, um padrão para todos.

Apenas para seu conhecimento o CDI – Centro de Documentação e Informações do SINDIREPA-SP atende cerca de 4 mil ligações mensais das oficinas que solicitam especificações e informações técnicas dos diversos veículos que circulam em nossas nas vias públicas.

*ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
A ABNT é o órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

O que você consumidor deve fazer antes de levar o seu veículo para uma manutenção?

1. Antes de ir até uma oficina mecânica, gaste cinco minutos para fazer uma relação escrita com suas próprias palavras do que seu veículo está fazendo ou deixando de fazer, anotando todos os detalhes, assim como em uma consulta médica onde você relata o que está sentindo ao seu médico. Seu veículo está fazendo um barulho? Descreva o tipo de barulho. De onde o barulho parece ser proveniente? Você está sentindo o carro lento? Descreva quando acontece com que freqüência acontece e sob que condições acontecem? Anote tudo.
Evidentemente, não faça isso enquanto você está dirigindo o veículo!
2. Tendo suas anotações em mãos, visite sua oficina de confiança. Se ela estiver aplicando os procedimentos técnicos que a ABNT atribuiu para os serviços automotivos, o profissional terá a mão, uma norma do sistema se ela existir, e não existindo a especificação do fabricante que o ajudará a realizar o diagnóstico.
3. Consulte sempre se a sua oficina de confiança oferece algum programa de manutenção preventiva e o que isto pode representar de economia e segurança para você e sua família.
Não deixe seu carro nas mãos de uma oficina mecânica até que:

1. Você esteja satisfeito com o que ouviu,
2. Você e o profissional que lhe atendeu concordem com uma seqüência de ações,
3. Você tenha recebido um check-list dos itens acordados para verificação.
Observação: Não se esqueça do orçamento aprovado que também deve estar aprovado por você e que está previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Uma vez que você fez a sua parte, descrevendo o problema de seu veículo o mais claro possível, faça perguntas. Nenhum bom profissional escutará sua descrição do problema e simplesmente lhe dirá “OK”, eu conserto isto. Peça ao profissional quais as suas recomendações sobre o que é exigido ou sugerido efetuar, conserto ou substituição. A oficina pode cobrar por um diagnóstico, pois assim o profissional poderá definir o (s) problema (s). Esse é um dinheiro bem investido.

Faça perguntas como:
– Quais são as causas do defeito que se apresenta?
– Quais as recomendações de serviço indicada pelo fabricante para aquele veículo?
– O problema pode ser consertado ou vai exigir a substituição de peças?
– Quais as condições gerais para a execução do conserto?
– O conserto poderá acontecer, sem afetar outros sistemas do veículo (como por exemplo, correias ou mangueiras que precisarão ser somente desconectadas ou substituídas como parte do conserto?
– Quanto tempo levará o conserto?

Nunca tenha receio de fazer perguntas. Lembre-se que a única pergunta boba é aquela que não foi feita!

Aqui estão mais algumas sugestões para você lembrar:

– Não deixe ninguém lhe apressar para tomar decisões. Lembre-se de que se trata do seu veículo,

– Informe-se sobre a qualidade das oficinas acessando o site do Sindirepa-SP que é o Sindicato das oficinas e mantém um espaço exclusivo de esclarecimento de dúvidas aos consumidores, www.sindirepa-sp.org.br,

– Pergunte a oficina se ela cobra pelo trabalho de diagnóstico para o seu conserto ou se a mesma oferece um serviço de aplicação de check-list gratuito para verificação dos itens de segurança e emissões de poluentes,

– Para ter certeza, confira se a oficina possui uma boa apresentação, equipamentos, profissionais uniformizados e demais situações que visualmente lhe agradem.

Fonte: http://www.oficinadeveiculos.com.br/noticias_270110.asp

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