Executivos brasileiros estão entre os mais ousados do mundo

13 04 2010

Decidir trocar de emprego passa pela cabeça de muita gente e esbarra sempre na mesma dúvida: vale a pena?

Renato Biazzi São Paulo, SP

A economia em expansão cria oportunidades principalmente para os trabalhadores qualificados, que estão em falta.

O consultor de negócios, Leonardo Bombachini, se despediu dos colegas em um salão de sinuca. A mudança de emprego após cinco anos na mesma companhia foi uma tacada certeira.

Ele trabalhava em uma fabricante de impressoras e acaba de ir para uma empresa concorrente, ganhando 30% a mais. “Eu não esperava. Como o mercado aqueceu, eu fiquei mais antenado, e aí veio essa oportunidade e eu agarrei, achei que valia a pena, resolvi arriscar”.

Um risco calculado que atrai muitos outros profissionais. “Mesmo que você esteja bem no seu emprego, se pintar uma oportunidade acho que tem que aproveitar. O momento é bom, então, se tem a oportunidade, tem que querer crescer, sim”, afirma o promotor de vendas, Carlos Alberto Júnior.

O desejo dos brasileiros de buscar melhores oportunidades foi confirmado pela pesquisa de uma empresa internacional de recrutamento, com trabalhadores de médio e alto escalões em 13 países.

11% dos executivos brasileiros entrevistados mudaram de emprego no último ano, o número mais alto entre todos os países pesquisados. Junto com a França, o Brasil também tem o maior percentual de executivos que mudariam de emprego se recebessem uma boa proposta: 36%.

Segundo o porta-voz da pesquisa, os brasileiros em geral se sentem mais satisfeitos com o atual trabalho do que os franceses, por exemplo, e mesmo assim topariam um emprego novo.

“Diferente de um cenário recessivo, de demissão, de crise. Quanto tudo vai bem, quando a economia cresce, quando as empresas estão crescendo, você vê a mudança de emprego como uma oportunidade de alavancar sua carreira”, explica o diretor da consultoria, Fernando Mantovani.

“Coisas melhores, um salário mais bacana, novos desafios, acho que isso faz diferença hoje em dia”, diz um trabalhador.

A pesquisa também aponta uma tendência para os próximos anos. Com a expansão da economia, o número de vagas em muitas áreas deve crescer e podem faltar profissionais qualificados para ocupá-las.

Com isso, quem se destacar nas empresas vai ser mais disputado pelas concorrentes, o que pode elevar a média salarial em algumas categorias.

As áreas relacionadas à infraestrutura, como a construção civil e o setor de gás, podem sofrer mais com a falta de profissionais. Mas, independentemente do ramo, quem se qualificou vai ter mais chance de dar um passo adiante, de bem com a vida e com o mercado.

“Eu saí de portas abertas na outra empresa, saí bem e entrar de portas abertas, com um desafio novo”, conclui Leonardo.

Fonte: http://bit.ly/crxmGQ

Equipe Rh Automotive

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