A EMPRESA VITORIOSA

5 04 2010

Autoria: Prof.: Sérgio Luis Bergamini, MSc, PhDEngenheiro Industrial, Administrador e Consultor de Empresas
Tel.: (11) 3885-6807Cel.: (11) 9190-6328
e-mail: slbergamini@yahoo.com.br

O objetivo deste artigo está focado na revelação de uma abordagem atualizada sobre novo estilo de gestão que está sendo aplicado em inúmeras empresas, principalmente nas relações capital-trabalho. Essa visão dinâmica está associada ao sucesso pela utilização do necessário empowerment dos colaboradores (conceituando-se como o fortalecimento das funções exercidas, através de quatro vetores: conhecimento, competência, compromisso e compostura), na configuração de equipes autodirigidas, na fundamental reestruturação do processo de trabalho, no estímulo à experimentação na empresa como um todo, e principalmente, no desenvolvimento de novo relacionamento com os parceiros de negócios, e outras tantas manifestações que podem suplementar e complementar a real necessidade da empresa que se sente motivada a ser vitoriosa no cenário de negócios em que atua.

Essa nova postura implica que a antiga estrutura gerencial hierárquica vem sendo substituída com larga margem de vantagens por novas estruturas gerenciais, mais dinâmicas, mais desafiadoras, mais estimulantes e, sobretudo, demonstrando a conquista de resultados mais positivos pelos colaboradores em proveito próprio e, em decorrência, em significativos benefícios para a empresa.

Fundamentando-se no fato de que as informações úteis devem fluir para onde elas são necessárias, verifica-se que a excessiva confiança nos canais de comando está sendo superada pela demonstração de que a velocidade e a capacidade de tomada de decisão adquire importância vital, gerando significativa diferenciação nos métodos de gestão. Sabe-se que as fronteiras de atuação e os métodos burocráticos retardam  desnecessariamente a evolução dos negócios e os seus imprescindíveis processos decisórios, tornando demasiadamente crítica a obtenção do sucesso. É visível o isolamento em ilhas dos colaboradores, que fugindo da realidade do mundo dos negócios, fogem e rejeitam a necessidade de atuarem com a máxima eficiência. Fica muito clara a identificação do truncamento do fluxo de informações, que deveria ser dinâmico entre um grupo de colaboradores e outro e que não deveria existir, prejudicando o desenvolvimento dos negócios e criando obstáculos que impeçam empresa de atingir com sucesso os objetivos propostos.

As organizações mais bem sucedidas são cada vez mais enxutas e ágeis, com uma estrutura fluida capaz de reagir e de responder rapidamente às reações do mercado. As empresas precisam de mentes e de sistemas abertos que envolvam funções e cargos em toda a extensão, propondo desafios a todos os colaboradores para que pensem mais e ajam ainda mais conscientemente.  Diante da situação econômica que estamos testemunhando, não nos cabe apenas o papel passivo de assistirmos o desenrolar dos fatos e que provocam inconseqüentes atitudes de expectativa, mas de sintonizar a velocidade dos acontecimentos apresentada pelo universo dos negócios, transformando as fronteiras impostas pela realidade e  promovendo e privilegiando ações mais consistentes com uma ampla visão de longo prazo.

Muitas empresas ainda apresentam antigos feudos internos e a excessiva compartimentalização, identificando-se gestores em cargo e função desempenhada em grandes e médias empresas, encastelando-se em posições estratificadas, desfrutando de seu poder e lutando de todas as formas possíveis para preserva-lo. Isso demonstra, da maneira mais clara e evidente, que esses gestores desligados da realidade tornam-se os piores inimigos de si mesmos e, além disso, sérios inimigos de assumirem a responsabilidade de visualização de melhores condições de trabalho para seus superiores, para seus pares e para seus subordinados. Isso trará reflexos altamente negativos no compromisso e na postura da empresa diante dos seus parceiros de negócios, deixando espaços importantes para seus concorrentes com uma visão mais atualizada das relações internas de capital-trabalho.

Citemos o fato, apesar de não representar uma justificativa a esse tipo de comportamento expressado por esses gestores, que as pessoas, de modo geral, fazem escolhas que são dimensionadas em função de seus interesses e determinam os caminhos que querem seguir. Deve-se, então, identificar nesses gestores os valores, ou princípios, que norteiam suas decisões para que possam ser transformadas em novas posturas e que venham a servir de novo paradigma que nortearão seu destino e auxiliem a empresa a enfrentar os desafios que se apresentarem. Esse empenho está centrado em considerar a real e justa oportunidade de tornamos as empresas vitoriosas. Está, ainda, escorado no mais amplo e profundo sentimento que envolve nosso direito de pleitearmos melhores condições de existência para as empresas que lutam diante dos mais diversos obstáculos e que nos obriga a determinar melhores caminhos para a superação dos mesmos.

Tudo aquilo que pudermos propor e oferecer tem como razão básica  a melhoria dos padrões de trabalho das empresas que formam o universo econômico. Pode parecer audacioso e pretensioso, mas se não formos corajosos e autênticos, de que forma expressaríamos nossa modesta contribuição? Se, eventualmente, a missão é muito grande, partimos do pressuposto que qualquer contribuição, por menor que seja, deve servir de inspiração e de estímulo para aqueles que vierem a demonstrar interesse pelo assunto. Nada mais, nada menos do que um simples início.

No calendário de nossas vidas, surgem muitas oportunidades para que revelemos nossos sentimentos, nossas inclinações, nossas virtudes, nossos talentos e abrem espaço para mostrarmos como enfrentamos os obstáculos que se interpõem à realização de nossos sonhos e como demonstramos dedicação e empenho em nossas atividades, ressaltando nossa colaboração, contribuição e cooperação nos grupamentos sociais e profissionais a que pertencemos, correspondendo às expectativas que são feitas daquilo que se espera de nosso comportamento e de nossas atitudes.

Em primeiro lugar, diante da veloz dinâmica da sociedade, procuramos exibir a herança que recebemos do grupo familiar a que pertencemos . Em segundo lugar, demonstramos as informações obtidas através do processo educacional a que fomos submetidos. E, em terceiro lugar, somos também estimulados a revelar os conhecimentos obtidos pela experiência através dos relacionamentos e da obtenção de uma cultura autodidata, fundamentada na mais pura curiosidade. Essas características são complementares e suplementares, jamais excludentes, e tem a característica de forjar o caráter dos profissionais envolvidos no resgate do mais justo direito de oferecerem as empresas às quais prestam seus serviços refletindo a herança que receberam pela demonstração do caráter e da manifestação de seus valores mais íntimos. De certa maneira, as empresas devem refletir como seu corpo de colaboradores gera uma cultura organizacional centrada na personalidade de cada pessoa em particular. Diversos autores  empenham-se em como transformar ambições pessoais em desprendimento pelo sucesso da empresa que as abriga. É claro que tudo tem um começo, e esse início passa pela necessidade de se identificar o perfil de profissionais mais sintonizados com a cultura da empresa, desde que seu capital intelectual venha a trazer significativa contribuição para a melhor expressão dessa busca de aperfeiçoamento do trabalho na empresa. Aqui, não cabe e não poderia haver espaço para limitações quanto ao sexo, raça, idade, características físicas, mas sim das necessárias competências e habilidades demonstradas pelo profissional de poder expressar da melhor maneira possível seu capital intelectual, que muitas vezes somente é possível ter sido constituído pela coleção de experiências adquiridas em uma carreira sólida e próspera. Lembremos que capital intelectual é sinônimo de patrimônio, portanto quanto maior o patrimônio carregado pelo profissional, maior sua riqueza e capacidade de colaboração, de cooperação e de contribuição de auxílio na evolução da empresa pelo seu justo direito de se projetar no cenário de negócios em que atua. Assim, qualquer manifestação preconcebida quanto à inclusão de profissionais comprovadamente portadores de significativo capital intelectual e, muitas vezes, consagrados pela idade cronológica que o habilita pelo conjunto de experiências vivenciadas e incorporadas, merece a mais veemente crítica, pois é com eles que a empresa adquire a visão de maturidade, de serenidade, de sensatez, de seriedade, enfim, de significativo equilíbrio na condução de seus negócios, destacando-se pela postura e por atitudes que inspiram respeito de seus parceiros e, principalmente, de seus concorrentes. Aqui, fica muito claro que a capacidade de ambientação desses profissionais diante dos mais diversos e variados desafios, adquire uma vantagem competitiva da empresa, pois o tempo de assimilação de um profissional com alentada e diversificada carreira trará uma economia inicial no ajustamento do mesmo na interação e integração com o corpo operacional existente. É claro que outras economias poderão ser identificadas, principalmente quanto às possíveis tentativas propostas por colaboradores mais jovens que não têm a sensibilidade necessária para enfrentamento dos desafios que se apresentam. Não se trata da adoção de atitudes radicalmente conservadoras, mas sim de se evitar decisões de risco que possam afetar a saúde econômica e financeira da empresa a qual prestam serviço.

Pela necessidade ou pela oportunidade, escolhemos em certos momentos de nossas vidas, caminhos que visualizamos como os melhores possíveis diante da conjuntura que se apresenta. Seguimos com interesse, determinação e desprendimento rumos que, no futuro, deveriam nos gratificar. Mas, nem sempre isso ocorre. As contingências que a vida nos apresenta, somos obrigados, baseados em nossas convicções, e também em escolhas, a eleger prioridades nos passos que devemos seguir. No processo de análise e decisão que vamos adotar, encaramos os acontecimentos como mais um obstáculo e tentamos supera-lo com nossas forças e com nossos recursos disponíveis.

Portanto, devemos estar conscientes de nossa responsabilidade e devemos dar a devida importância para a herança que recebemos, para podermos demonstrar quais os valores que podemos disponibilizar para a empresa que nos acolhe e para a sociedade que nos orgulhamos de pertencer.


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