Mercado interno puxa alta de 12 mil empregos na indústria de SP

17 02 2010

Nível de Emprego da Fiesp/Ciesp aponta aumento de 0,42% em relação a dezembro, com ajuste sazonal. Sem o ajuste, a elevação em janeiro foi de 0,54%

O Estado de São Paulo começa 2010 com abertura de 12 mil novas vagas de trabalho na indústria, o que representa um aumento de 0,42% em relação a dezembro do ano passado, considerando o ajuste sazonal. Até o final do ano, a perspectiva é que 120 mil vagas sejam preenchidas.

O aumento percentual, sem ajuste sazonal, foi de 0,54% neste primeiro mês, apesar da queda de 60 mil postos, ou de 2,68%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

“Passamos por um susto, mas agora estamos reagindo bem”, afirmou Walter Sacca, diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, que divulgou os dados na manhã desta quinta-feira (11).

Esta alta se deve ao aquecimento do mercado interno, iniciado no fim de 2009, principalmente no segmento da Construção Civil, que vem exigindo maior demanda de profissionais, explicou o diretor.

“O Senai formou, em 2009, 38 mil profissionais para a construção, mas o setor ainda reclama da falta de mão de obra”, disse o diretor. “A agenda brasileira para este ano indica que continuaremos abrindo ainda mais postos”, completou.

Variação setorial

Entre as 22 áreas industriais analisadas, 17 tiveram desempenho positivo, três se mantiveram estáveis e apenas duas apresentaram baixa no número de empregos.

Produtos de madeira (insumos da Construção Civil e produtos intermediários) foi o setor com maior número de postos inaugurados, com 1,7%. Em seguida vêm Farmoquímicos e farmacêuticos (1,5%) e Máquinas e equipamentos (1,3%).

Conforme apontou Sacca, todas estas altas no emprego da indústria são resultado das demandas internas.

“Máquinas e equipamentos chegou a cair mais de 50% durante a crise, e agora já se encontra na ponta de cima da geração de vagas”, destacou. Para ele, a tendência é que o aumento nas contratações se instaure em todas as frentes industriais.

Já os setores que tiveram queda no número de contratações refletem um fator de sazonalidade: a intersafra da cana de açúcar.

Assim, Coque, petróleo e biocombustíveis e Produtos alimentícios, ambos dependentes do comportamento das usinas, foram os que mais sofreram com o fechamento de postos. Em janeiro apresentaram queda de 3,3% e 0,7%, respectivamente.

“Mas nos próximos meses começa a safra da cana, que vai contribuir bastante para elevar os níveis de emprego que caíram neste mês”, ressaltou o diretor.

Indicadores regionais

A Fiesp apurou os níveis de ocupação em 36 Diretorias Regionais, sendo que 24 delas apresentaram porcentagem positiva na criação de vagas. De acordo com Sacca, “este é um número muito bom para essa época”.

São Carlos liderou as contratações, com saldo positivo de 4,74% de crescimento, seguido por Sertãozinho (2,4%) e Taubaté, com 2,39%.

Entre as regiões com desempenho negativo, São João da Boa Vista apresentou o fechamento de 2,4% das vagas de trabalho, o pior resultado do estado. Próximo a isso está Araçatuba, que teve queda de 2,1% dos empregos. Presidente Prudente ficou com -0,8%.

“O ano de 2009 foi a nossa ovelha negra, mas 2010 ficará entre os bons anos para o emprego industrial”, concluiu o diretor.

Thiago Eid, Agência Indusnet Fiesp
http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2010/02/11/emprego_industria_abre_ano_com_12mil_vagas.ntc

Equipe Rh Automotive



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