Cabe às lideranças indicar o caminho para o futuro

16 10 2009

IT Careers – Convergência Digital
:: Por Francisco Ramirez* :: 14/10/2009

Tempos de tempestade e incerteza exigem das lideranças o que estas têm de melhor de sua vivência e de sua habilidade para abstrair-se do caos presente e vislumbrar o futuro. A atual crise global da economia trouxe para dentro de casa a ansiedade presente em todos os mercados e a necessidade de ajustes estruturais em distintos setores econômicos e empresas. E, principalmente, em sua estrutura de comando. Não se busca apenas o que é necessário para atender às urgências da crise atual, mas, sim, aquele elenco de qualificações que serão decisivas para manter a organização viva e saudável, à medida que se caminha em direção ao futuro.

Cabe às diretorias executivas e aos conselhos de administração/ consultivos das empresas, neste momento, uma árdua tarefa. Uma reflexão inicial desta liderança sobre os interesses dos vários grupos envolvidos, entre eles clientes, empregados, fornecedores, investidores e reguladores, poderia ser o ponto de partida para a concepção de uma nova visão da empresa e de seu futuro. Este trabalho, que se inicia com a revisão da história e dos fatores responsáveis pela sustentabilidade da empresa até então, requer em seus desdobramentos posteriores inventividade para criar as novas bases e diferenciações que a levarão, ou não, ao êxito e à sobrevivência: a sua nova estratégia.

No entanto, mesmo essenciais, o desenho da estrutura e das competências necessárias para construir o futuro não são suficientes para assegurar a perenidade e a saúde da organização. É preciso que a liderança – diretoria executiva e conselho – seja capaz de comunicar bem a nova estratégia empresarial e inspirar seus liderados para que estes a abracem e dela se apropriem com todo seu talento e motivação.

Em nosso País, ainda em busca de um amadurecimento sobre as práticas de governança, há muito sendo feito para que se possa obter uma sintonia fina entre conselho e diretoria executiva. Como otimista, acredito que a pressão gerada pela crise – “A necessidade é a mãe da invenção”, Platão – é um poderoso argumento para que a liderança se alinhe e atue de maneira coesa, ágil e objetiva.

Temos trabalhado no Brasil e em outros países (Europa e Américas) cujas práticas de governança e direcionamento estratégico estão nos mais variados estágios de desenvolvimento. Contudo, nossa vivência mostra que qualquer que seja a geografia, o estágio, a natureza ou complexidade das questões, cabe à liderança o papel essencial de articular o desenvolvimento da empresa de maneira sustentável.

Para que esta tarefa seja realizada com a amplitude e profundidade necessárias, são críticas a qualificação e a composição da direção executiva e do conselho de administração/ consultivo. São estes talentos e lideranças que, bem orquestrados, fazem a diferença, articulam a visão e estratégias da empresa e inspiram e energizam o seu time em direção ao futuro.

* Francisco Ramirez é sócio da ARC Executive Talent Recruiting, consultoria de gestão e recrutamento de executivos, e professor do IBMEC – SP para programas Executivos e MBA.

Equipe Rh Automotive


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