Rapidinhas do setor automotivo

8 10 2009

2010 será bom para indústria de pneus











Eugênio Deliberato, presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, acredita que 2010 será promissor para a indústria brasileira de pneus. A expectativa se baseia na evolução da conjuntura macroeconômica e nas recentes medidas antidumping contra pneus comerciais e de passeio importados da China. “Nos últimos anos perdemos mais de 20% do mercado doméstico devido a preços abaixo do custo dos pneus chineses”, explica Deliberato. Os problemas da indústria se estenderam também à queda de quase 30% das vendas externas, provocada pela retração internacional. Para a Anip, os pneus da China estavam sendo vendidos por preços até 30% inferiores aos dos pneus fabricados no país. A Secretaria de Comércio Exterior teria feito uma pesquisa de mercado, com dados retroativos de cinco anos, concluindo que as importações de pneus chineses realmente causaram dano à indústria local. “Assistimos a uma recuperação da indústria automotiva nos últimos meses e ao retorno da liquidez ao mercado de crédito”, constata Deliberato. O parque fabril de pneus é composto por 14 plantas: sete no Estado de São Paulo; duas no Rio Grande do Sul; duas no Rio de Janeiro, três na Bahia. A indústria é responsável por 21 mil empregos diretos e 100 mil indiretos. O setor é apoiado por uma rede de revendedores, responsável por 4 mil pontos-de-venda autorizados e 40 mil empregos — ainda segundo a Anip.

Sindipeças: pesquisa mostra recuperação do faturamento

Pesquisa conjuntural do Sindipeças junto a 93 associadas (que representam 42% do faturamento total do setor) indica que a receita de autopeças de janeiro a agosto, em reais deflacionados, foi 23,6% inferior ao de igual período de 2008. Segundo a entidade, lentamente os percentuais de queda diminuem, indicando recuperação. As vendas para montadoras representaram 72% do total; para exportação, 10%; para reposição, 13%. Os restantes 5% correspondem a trocas intersetoriais. O número de empregados em agosto foi 196,9 mil, superior aos 196,5 mil do mês anterior. Fonte: Sindipeças.

Empresas oferecem formação na área de logística

O Formare, projeto de educação profissional para jovens de baixa renda, idealizado e coordenado pela Fundação Iochpe, está contribuindo para formação de mão-de-obra qualificada em logística. Por meio de uma grade disciplinar elaborada por especialistas dessa área, empresas do segmento logístico, como DHL Supply Chain e Santos Brasil, decidiram investir na educação e formação de jovens, oferecendo cursos específicos do setor. Empresas de outros segmentos, como Delphi, Knorr-Bremse, Mahle, Plascar e Suzano Papel e Celulose, também oferecem cursos para o setor de logística. Juntas essas companhias devem formar aproximadamente 1100 jovens, de 16 a 18 anos, nos próximos cinco anos. “Nosso material pedagógico traz conceitos e procedimentos afinados com as exigências e expectativas do setor”, explica Zita Pimentel, coordenadora pedagógica do Projeto Formare. Os cursos oferecidos pelo Formare têm duração de um ano, com carga horária mínima de 800 horas/aula. A grade curricular tem, em média, 11 disciplinas que privilegiam a formação humana e técnica do aluno. As aulas são ministradas por educadores voluntários das empresas, que reservam uma área em suas unidades para a realização das aulas. Os alunos recebem um certificado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, instituição federal de ensino vinculada ao MEC, que mantém convênio com a Fundação Iochpe desde 1995.

Abemi: engenharia industrial não para de crescer

Um ano após o início da crise econômica o Brasil dá sinais de retomada do crescimento. Pelo menos é o que pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Engenharia Industrial entre as suas associadas, que ouviu empresas atuantes em projetos, construção, montagem e fabricantes. Segundo a enquete, o segmento está otimista em relação a 2010. Das empresas ouvidas 54,84% estão contratando pessoal e registram aumento no número de profissionais de nível superior em seus quadros de funcionários. Em relação à situação dos negócios, metade das empresas pesquisadas informaram crescimento, 23,34% estão estáveis e 26,66% já sofrem alguma retração. O indicador mais otimista foi a resposta sobre a possibilidade de crescimento no biênio 2009/2010: 77,42% das empresas consultadas responderam positivamente e acreditam que o período será de melhora nos negócios. Carlos Maurício de Paula Barros, presidente da Abemi, explica que o objetivo da pesquisa foi verificar como andam os negócios da engenharia industrial no Brasil. “O resultado mostrou coerência com certa paralisia nos segmentos industriais de mineração, siderurgia e papel e celulose e reflete a continuidade de investimentos brasileiros nas áreas de óleo e gás” – analisa. A Abemi reúne 120 associadas, que incluem algumas das maiores empresas de engenharia de projeto, construtoras, de montagem industrial e fabricantes de equipamentos do país.

GM trabalha em duas novas plataformas globais

Em entrevista ao Jornal do Comércio, o vice-presidente de manufatura da GM para a América do Sul, José Eugênio Pinheiro, disse que as características de uma plataforma global se ajustam ao DNA da unidade da montadora em Gravataí. A fábrica gaúcha da GM, inaugurada em 2000, é apontada como um modelo para a corporação. A unidade receberá R$ 2 bilhões até 2012, dos quais R$ 1,4 bilhão será destinado ao desenvolvimento do projeto Onix. Os demais R$ 600 milhões serão aplicados no Centro de Engenharia de Produto e Design, de São Caetano do Sul, para desenvolvimento de produtos e manufatura. Segundo Pinheiro, estudos para os novos modelos da planta gaúcha, que devem chegar ao mercado em 2012, também estão sendo feitos em outros centros da GM pelo mundo. O executivo disse também ao Jornal do Comércio que a montadora trabalha em mais duas plataformas globais, destinadas às unidades de São Caetano e São José dos Campos.

Fonte: Automotive Business – Acesso 08/10/09 as 17h10

Equipe Rh Automotive


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