Ética entre a idade e a experiência profissional… Isso existe?

16 09 2009

Ola amigos,

Inciei esta discussão no Linkedin e tivemos 14 respostas. Desta maneira estou trazendo a mesma discussão para o blog e checar o que vocês pensam a respeito deste tema. Segue:

Neste ultimo mês em que as vagas do setor automotivo e auto peças voltaram a surgir e o mercado, consequentemente a aquecer, andei conversando com algumas pessoas que estão perplexas pelo cenário que vislumbram a sua frente.

Hoje conversei com um Gerente de Produção com 25 anos de experiência em toda a área. Seu CV e suas experiências são realmente interessantes, sua dinâmica e agilidade no modo de pensar e conduzir processos é bem atraente, mas há um pequeno detalhe, ou grande (caso de todos que estão passando por isto), que é o quesito IDADE. Este profissional tem 47 anos (ao meu ver a flor da pele para o exercício profissional), e o mercado atualmente tem selecionado seus candidatos com idade entre 30 e 40 anos, para o mesmo nível de Gerência que ele ocupava antes da crise.

Com este cenário surge minha duvida:

Porque as empresas, contratantes e RH, fazem a seleção por Idade, sendo que não podemos discriminar nossos candidatos de forma alguma (isso segundo a Constituição Brasileira)?
Será que uma pessoa de 30 a 40 anos com, 2 ou 3 MBA´s, pós e tudo mais, tem mais capacidade que uma pessoa com uma gama muito grande de experiência adquirida desde o chão da fabrica, com anos de crescimento?

Minha duvida é até aonde o quesito idade deve pesar em uma seleção.

Lógico que outros fatores são relevantes, mas conheço muitos candidatos nossos que foram reprovados em entrevista, com um excelente CV, mas com idade superior a 45 anos.

Gostaria de saber o que pensão sobre isso.

Equipe Rh Automotive


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35 responses

17 09 2009
José Augusto Delamuta

Lamentávelmente as empresas ainda estão com esta mentalidade atrasada, o meu caso é bem parecido.

Tenho 48 anos e mais de vinte anos de experiência no setor. Atualmente desempregado.
No passado as pessoas se aposentavam aos 45, 47 anos.
Hoje a realidade é diferente, a expectativa de vida aumentou muito não sendo aceitável esta cultura do passado, não sendo mais possível essa discriminação. Vemos diariamente notícias de pessoas na terceira idade e chegando ao seu centenário, o que fazer para manter-se ativo se as empresas não admitem? Pelo contrário, quando o profissional passa dos 45 anos é literalmente descartado…

17 09 2009
tais beltrame rodrigues

Sou uma profissional que tem 52 anos, com uma boa experiencia profissional . trabalhei em empresas que me oportunizaram crescimento profissional e eu soube aproveitar estes conheciemntos e não desperdicei nem uma chance aprender. Tenho uma liderança nata e exerci funções onde pude exercer esta competencia.
Quando ” bateu” os 48 e havia me desligado de uma empresa, a consultoria de recolocação me orientou a empreender. Alegando que meu perfil era para ter meu próprio negócio :Fiz a leitura ” está fora do mercado” . Hoje ( 3 anos) tenho meu negócio ( Assessoria de RH) e percebo CLARAMENTE que as empresas não contratam com idade superior a 40 anos. Nem para cargos de chefia. Alegando desatualização, “vicios” e ´baixo rendimento ( físico) .
Enfim, a realidade é esta. NÃO tem vaga para os acima de 40 . Pode ter a melhor formação do mundo! A experiencia é substituída pela novidade.
Tais

17 09 2009
João Campos

Estou na mesma situação, tenho 56 anos de idade, com muita experiência, no entanto tem empresas e rhs que ao perguntar minha idade ficam em duvida: envio ou não o cv deste candidato para frente?
Acho que ainda existe certo preconseito na questão idade.

17 09 2009
Pedro Rangel

Não é possível se falar de ética com pessoas [ou empresas] de moral caduca.
Isso não é um caso de “ética” e sim da Polícia Federal e da Justiça Federal do Trabalho.
A sociedade brasileira de hoje “clama” desesperadamente por ética, justiça e igualdade de oportunidades para todos sem exceção.
E o que se vê por aí?
Empresas dirigidas por maus brasileiros renegando o direito de trabalhar a seus conterrâneos.
E não é só isso não!
Existe preconceito por você ser alto/baixo, gordo/magro, feio, negro, idoso/jovem etc, etc, etc!!!
O que é possível fazer?
Sempre que recebo uma justificativa descabida ou uma negativa disfarçada em respostas lacônicas por esse pessoal de seleção, tenho procurado o Ministério do Trabalho e denunciado essas empresas.
E não se preocupe, basta solicitar sigilo por razão de possíveis perseguições que os Procuradores entendem.
Não há outra forma de literalmente “limpar” a Nação Brasileira desses maus cidadãos e más empresas que não seja pela denúncia coletiva e sistemática através dos profissionais que passam pelo sofrimento de ver seu futuro e sua família destruídos por essa corja que assumiu o controle.

P.S.
A grafia do verbo “pensar” na última frase não é “pensão” e sim “pensam”, no presente do indicativo.

Espero que publiquem este comentário, que outros também se manifestem e tenham atitude para denunciar essa prática sórdida e repugnante.

Pedro

17 09 2009
Carlos

O grande problema não e basicamente a idade, mas a formação. Quando vc chega a um nível bem alto as empresas por preconceito ou por alguma classe profissional estipula o seu salário base, ou seja, o mínimo que um profissional tem que ganhar. Diante deste problema as pessoas bem formadas são impedidas de trabalhar. Aqueles que dúvidas disso tentem um emprego que não exija tal formação e veras a verdade. Sua ficha será recusada antes de ser enviadas ao dep. de Rh para a entrevista.

17 09 2009
Célio

Senhores tenho 48 anos e estou sentindo na pele isso, durante minha vida toda fui excelente profissional, estudei tenho 2 faculdades, aprendi e me dediquei porem hj sinto que qdo estou fazendo entrevista e qdo me perguntam a idade e menciono, parece que tudo para por ai, mas acho que isso é cultura e precisa ser mudado e acredito que essa mudança deva começar pelas empresas que prestam acessorias em RH, pois elas são as que lidam diretamente com o Cliente final, tambem acho que temos muito a oferecer, até os times de futebol hj em dia estão mesclando jogadores novos com jogadores mais velhos e isso tem dado resultado, mas acredito que se as agencias e os Head Hunter fizessem um trabalho de concientização ja seria um começo. Conheço uma empresa de Pavimentação que só contrata senhores acima de 50 anos, com isso eles reduziram as faltas e tem maior rendimentos inclusive no quesito Horas Extras, pois pessoas dessa idade estão mais empenhados no trabalho que os jovens.

17 09 2009
Maurício

Pois é amigos,

Noto claramente que a experiência e vicência, estão ficando para traz.

A grande maioria das empresas, mesmo sem conhecer o possível candidato e sua possível contribuição, simplesmnete descartam currículos, seja por idade, seja por que não interessante, mesmo se o profissional tem vasta experiência. Se não tiver 4 Mba´s, 30 certificações, e os qi´s da vida, o cv é descartado, que dirá uma possível entrevista.
Solicitam mil e uma Certificações, Conhecimento desde a montagem de Cpu´s até a Montagem da Estação Espacial, tem que ser fluente em chines mandarim, alemão, ingles, espanhol, francês e esperanto, além de ter menos que 40 anos.
É certo e correto, que os hunter´s da vida, só pegam os profissionais top, que estão em alta no mercado, etc…, mas para os profissionais vividos, não há chance. Quando há, você vai a uma entrevista nos hunters da vida e tem 20 minutos para falar de 35 anos de carreira.
Certamente todos os jovens iniciantes com diversos curos de línguas, certificações e qi´s devem sim inicar-se no mercado de trabalho, mas quem irá direcioná-los, ensiná-los, etc….
Desculpem-me pelo desabafo, mas é a pura verdade.

Maurício

17 09 2009
jeronimo gama

Ola
sem duvida existe tral preconceito e ha muito tempo.
sempre trabalhei na area dministrativa ha 26 anos, quando planejava o perfil do candidato nunca coloquei idade e nas entrevista sempre procurei o mais experiente, porque sabia que um dia teria mais de 45 anos.
Hoje vivo isso, em abri/09 perdi o emprego, hoje setembro consegui um ,como cosultor full time, ganhando menos da metade do que ganhava e estou feliz da visa.
isto e o Brasil, pedem que estudamos e nos aperfecoamos e depois nos descartam

17 09 2009
Elman

Sr. João Alvarenga,

Lamentável sua afirmação:

“Não há crise para um bom profissional, e ser bom profissional é conhecer muito bem o que faz”

Francamente, é mesmo uma afirmação “comum” e frase pronta sem conteúdo.
Jamais deveria vir de uma pessoa como o Sr. que parece viver no seu dia a dia a triste realidade desse país cheio de empresário que se julgam senhores feudais.

Assim como outros profissionais que já se manifestaram no Blog, eu também tenho longa experiência de mais de 28 anos, pois comecei como aprendiz pelo glorioso Senai Roberto Simonsen, exerci várias atividades na área industrial vindo a ser gerente por mérito.

Além disso, continuei a estudar, fiz duas faculdades e duas pós-graduações para aperfeiçoar-me cada vez mais na minha profissão e até mesmo iniciei um MSC em materiais, mas a grana acabou por que perdi o emprego em dezembro de 2008 e até agora nada. Só preconceito de sobra.

De que adianta experiência e formação se somos rejeitados pela idade?

Como já escreveram anteriormente, temos que fazer valer nosso direito!

Da próxima vez que o Sr. receber uma vaga com limite de idade ou que um seu candidato for rejeitado, procure questionar o por que dessa atitude.

Seja pró-ativo e um bom cidadão.

17 09 2009
J. Castro

Olá pessoal!
Estou vivendo esse problema em família e sei o quanto é difícil conviver com esse preconceito. As leis do nosso país não nos permitem aposentar cedo, temos que trabalhar até ficarmos velhos para termos direito à aposentadoria, porém, o mercado de trabalho não nos abre as portas depois dos 40 anos. Que país é esse????? O que fazermos para sobreviver depois dos 40???? Pra que serve o maravilhoso art. 5º da nossa Constituição???? O que precisa ser mudado com urgência, é a mentalidade desses hunter´s e dos profissionais de RH que lidam com recrutamento, que antes de avaliar a capacidade do profissional, descartam o cv pelo simples fato de o profissional ter mais de 40 anos. É a verdadeira falta de respeito ao profissional, ao ser humano, que dedicou anos e anos da sua vida se empenhando, esstudando, crescendo profissionalmente e agora ser descartado, como se o seu conhecimento, a sua experiência e a sua dedicação não valessem de nada. É o Brasil, mas precisa ser mudado….. Do contrário, o que fazer com nossos “velhos”? Terão que morrer??????

18 09 2009
Nuno

Achei este artigo interessante, mais até pelos comentários publicados.
Tenho 31 anos e naturalmente não sinto na pele o que foi comentado, mas acredito que é muito infeliz a realidade de excluir alguém com tamanha experiência profissional e de vida.
Posso com toda a certeza afirmar que sempre aprendi mais com os profissionais mais velhos que eu. Tal como comentou o Maurício a exigência dos dias de hoje são parágrafos de especializações, cursos, etc. Possuo além de um curso superior duas pós graduações e no entanto sempre aprendi mais trabalhando do que num curso ou uma pós. Este tipo de formação serve para trazer alguma luz ao espectro de conhecimento, mas na minha opinião é a vivência prática que consolida o conhecimento.
Este é um tema que mostra o estado das coisas e que a meu ver só reflete a imagem do país.
Gostaria que as coisas mudassem, até porque um dia serei eu nessa situação.
Desejo a todos os comentaristas sorte e sucesso nas suas profissões.

18 09 2009
Marcos

Pois é pessoal, isso se chama EXCLUSÃO.
Com 48 anos de idade, diplomado e com experiência em empresas multinacionais, me sinto hoje excluído do mercado de trabalho.

18 09 2009
Lia Helena Giannechini

Adorei o site, e gostei muito da interatividade que vocês propõe. Isto nos dá uma visão de como estamos funcionando, nós de RH, e nós como agente social, e toda a sociedade em si. Parabés aos organizadores do blog.
Bom respondendo a questão e o que percebo.
Tenho 54 anos e percebo que somos da época do operário padrão.
Temos uma formação consistente acadêmica, mas não temos uma formação em novas tecnologias. Acostumamos a pensar que se fossemos bom em uma qualificação, tudo estaria resolvido.
Hoje o mundo mudou muito. E os conceitos de trabalho são outros. Bem diferentes do que a maioria dos profissionais de nossa época creem.
Por isto se criou um estigma.
Na pratica, se uma pessoa com mais de 45 anos, está procurando emprego, é porque ela não foi boa suficiente para manter estas atualizações, onde foram passando de conhecimentos acadêmicos, para conhecimentos de gestão. `
Se ela fala línguas fluentes o que é imprescindivel hoje, ela não tem MBA. Se ela tem MBA, ela não tem vivencia no exterior.
Faço parte desta geração e entendo muito o que o profissional de RH passa para contratar um profissional experiente, com todos os requisitos que a empresa hoje requer.
Mas tem uma coisa que ninguem faz até hoje.
Criar uma rede de indicações.
Por isto todo meu trabalho,através do coaching, e de cursos voltados ao marketing pessoal, dá um incentivo para estes profissionais buscarem redes de relações, como Linked in, ou como Orkut, ou como Sonico, ou como uma lista de Rhs, como a lista do Lucchesi, que possa fazer esta troca de experiências.
Através das redes podemos sedimentar nosso trabalho de inserção no mercado. Muitas vezes procuramos as grandes empresas para trabalhar. E nosso conhecimento seria muito bem vindo numa empresa menor. Mas não sabemos como acessar esta demanda. Percebemos que somos excluídos de um mundo, mas não reagimos, aprendendo excel, power point, flash, ou web.
Não aprendemos novas ferramentas de gestão. Como o MS Project, O SAP, ou ERP…
Bom aí vai o desafio. Quem está desempregado, tem MBA, tem ingles ou espanhol fluente, sabe SAP ou MS´Project?
E se ainda assim, tiver desempregado, faz parte de algumas redes que possam indicar seu currículum?

18 09 2009
Cristina

Infelizmente, estou passando pela mesma situação. Hoje com 49 anos, tenho mais de 25 anos de experiência em Recursos Humanos, adquirida em grandes empresas, e não estou nem mesmo sendo chamada para entrevistas.
Sempre atuei em Seleção e nunca adotei a idade como critério para indicação. Pelo contrário, primeiro observava a experiência, a escolaridade e a disposição para o trabalho. Sinto-me injustiçada por não poder demonstrar o quanto estou pronta para a realização de um ótimo trabalho.

18 09 2009
Antonio Pereira Pol Rosselló

Prezado(a)s:

Acho um absurdo a eliminação de uma pessoa que tenha 45, 46, 47 anos simplesmente por causa da idade. Profissionais como estes adquiriram experiência prática e não simplesmente a teórica.

Existem momentos na hora em que se precisa tomar uma decisão nas empresas que só a experiência é capaz de mostrar qual o direcionamento a ser seguido.

Acho que o momento que se entitulou de “Crise”, e que na minha forma de enxergar vejo como oportunidade, tem servido mais para achatar salários e criar restrições do que para se ter “saídas criativas” e as mesmas estão na cabeça das pessoas mais experientes que já passaram por outros momentos idênticos.

18 09 2009
Pedro Rangel

Apesar de já ter colocado minha opinião sobre esses atos discriminatórios e preconceituosos, volto para postar matéria muito elucidativa sobre o assunto, apesar de longa, pois tenho certeza que será util para todos.
Como já disse, temos direitos e devemos exercê-lo ainda que outras pessoas queiram passar a falsa idéia que isso é decorrência de mudanças culturais do mercado de trabalho.
Não é.
Ser humano é ser humano e não objeto funcional.
Somos brasileiros e como tal se temos deveres temos também direitos que devem ser respeitados ainda que seja sob a mão pesada da lei.

Para consultas o site é: http://www.conjur.com.br/2003-abr-15/mp_combate_todas_formas_discriminacao

O MP e o combate a todas as formas de discriminação no Brasil

POR LUIZA CRISTINA FONSECA FRISCHEISEN

I – O Estado Democrático de Direito, fundamentos e objetivos.
II – A igualdade perante à lei.
III – A proibição de quaisquer formas de preconceito e discriminação.
IV- Responsabilidade não criminal daqueles que praticam atos discriminatórios.
V- O Ministério Público e a atuação no combate à todas as formas de discriminação.
VI – Como chegar até o Ministério Público.
VII – Conclusões.

I – O Estado Democrático de Direito, fundamentos e objetivos:
A Constituição Federal estabelece que a República Federativa do Brasil tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político.
Estes fundamentos estão diretamente ligados aos objetivos da nossa República, também estabelecidos na nossa Constituição Federal, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, o desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização, redução das desigualdades sociais e regionais e promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
E todos estes objetivos só podem ser atingidos em um Estado Democrático de Direito, que garanta a todos a igualdade perante a lei e efetivo acesso aos direitos e bens necessários a uma vida digna.
O Estado Democrático de Direito traz em seu bojo a idéia fundante que a vontade deste Estado, que se realiza nas diversas esferas da administração, federal, estadual e municipal, forma-se através de representantes eleitos pelo povo (com sufrágio universal ), por isso, a Constituição também estabelece que todo o poder emana do povo, que o exerce diretamente ou por meio de representantes eleitos .
É preciso ressalvar que a Constituição Federal não é uma carta de intenções, mas vincula a todos no Brasil, governantes e governados.

II – A igualdade perante à lei :
Outro princípio básico do Estado Democrático de Direito é a igualdade perante à lei, ou seja, todos devem ser tratados igualmente pela lei, quando encontram-se na mesma situação-base, assim, estabelecer licença-maternidade para as mulheres não fere o princípio da isonomia ( igualdade perante à lei ), pois só as mulheres engravidam, atendimento prioritário aos idosos não fere a isonomia, pois os idosos precisam de tratamento diferenciado daquele dos demais grupos da sociedade, pois têm necessidades próprias. Estes são alguns dos exemplos que podemos dar para explicitar o princípio da igualdade perante a lei e admitir que existem grupos mais vulneráveis, que precisam de atendimento especial, como as gestantes, crianças e idosos.

III – A proibição de quaisquer formas de preconceito e discriminação:
A nossa República encontra-se comprometida por força da nossa Constituição e também dos Tratados Internacionais assinados por nosso país com o combate a todas as formas de discriminação, pois em um país onde todos são iguais perante a lei, reconhece-se a todos, independentemente de suas características e escolhas pessoais, o exercício por todos de todos os direitos e o reconhecimento de todas as suas escolhas.
É interessante explicitar que preconceito segundo o Dicionário Houaiss é uma ” atitude, sentimento ou parecer insensato, de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio, intolerância (por exemplo, contra um grupo nacional, religioso o racial )”.
Já discriminação é o ” ato que quebra o princípio da igualdade, como distinção, exclusão, restrição ou preferências, motivado por raça, cor, sexo, idade, trabalho, credo religioso ou convicções políticas”.
Fica claro portanto que o preconceito é uma atitude e/ou uma forma de pensar preconcebida, que pode levar ao ato de discriminar.
No Brasil, face aos objetivos da nossa República, o preconceito e a discriminação não são aceitos pela nossa ordem constitucional e jurídica.
Isso quer dizer que práticas preconceituosos que resultarem em atos discriminatórios poderão ser punidas.
Assim, a Constituição prevê que qualquer discriminação que atente contra os direitos e liberdades fundamentais poderá ser passível de punição, se prevista em lei, e ainda que a prática do racismo é crime.
Racismo pode ser entendido como todo ato discriminatório ou preconceituoso baseado em características étnicas e/ou culturais como procedência nacional ou regional (1).
A Constituição também proíbe diferença de salários, exercícios de funções e de critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil ou ainda em razão da pessoa ser portadora de deficiência.

III- Condutas discriminatórias punidas como crime na legislação brasileira :
Como mencionado acima, a nossa Constituição já prevê que a prática do racismo será considerada crime.
É necessário ressaltar que a punição de um crime visa resguardar um determinado valor, que é chamado bem jurídico. Os bens jurídicos vêm explicitados nas Constituição, como a vida, a liberdade, a propriedade e a igualdade.
Assim, a previsão constitucional da punição de condutas discriminatórias e de atos de racismo visa a proteger o bem jurídico igualdade.
Uma das formas de punir determinadas condutas que atentam contra bens jurídicos assegurados na Constituição é estabelecer que estas condutas constituem crime.
É o que acontece com os atos definidos na Lei nº 7.716 de 05/01/1989 (com as modificações introduzidas pelas Lei nºs 8.081 de 21/09/1990, 8.882 de 03/06/1994 e 9.459 de 13/05/1997).(2)
Note-se que a Lei acima citada prevê a punição dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor , etnia, religião ou procedência regional.
Assim, negar emprego para alguém em razão de qualquer uma das características acima mencionadas será considerado crime.
A prática, indução ou incitação á discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional também será crime.
O Código Penal, por sua vez, no artigo 140, § 3º, prevê como crime de injúria ( que é aquele que uma expressão dirigida por alguém a terceiro ofende a dignidade ou decoro deste último), a ofensa que consista na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
A ordem jurídica brasileira também estabelece que práticas discriminatórias contra pessoas portadoras de deficiência podem constituir crimes previstos na Lei nº 7.853 de 24/10/1989, como, por exemplo, negar a matrícula em escola pública ou privada de criança portadora de deficiência, de qualquer natureza.

IV- Responsabilidade não criminal daqueles que praticam atos discriminatórios :
A prática de atos discriminatórios também pode ser punida em outra esfera que não a criminal, por exemplo, pode originar para aquele que pratica ato discriminatório uma condenação a pagamento de indenização por danos, de natureza moral ou não àquele que foi discriminado, estas ações pretendem a responsabilização no âmbito cível daqueles que discriminam.
No âmbito das relações de trabalho, também podem existir punições para aqueles que discriminam, por exemplo, com aplicação de multas pelo órgão administrativo àqueles que demitem mulheres grávidas, que têm direito à estabilidade no emprego, no período da gestação e durante a licença maternidade.

V- O Ministério Público e a atuação no combate à todas as formas de discriminação :
O Ministério Público é órgão constitucional autônomo, ao qual a Constituição Federal conferiu a incumbência de defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis.
Isso significa que o Ministério Público não faz parte de qualquer um dos Poderes da República, Legislativo, Executivo ou Judiciário e para tanto possui autonomia funcional e administrativa e orçamento próprio e seus quadros são formados através de concurso público.
O Ministério Público pode agir por iniciativa própria de seus integrantes ou provocação de terceiros.
Como já vimos, a ordem constitucional do nosso país está fundada nos princípios da dignidade da pessoa humana e da igualdade de todos perante a lei, que não admitem a discriminação de qualquer natureza e tampouco a prática de atos que visem propagar a discriminação e os teorias de superioridade de uma pessoa sobre a outra em razão de qualquer de suas características.
E ainda constitui objetivo da nossa República a promoção do bem de todos, que não pode acontecer com a exclusão de parcelas da população ou de indivíduos em razão de quaisquer de suas características físicas ou culturais.
Já ao Ministério Público cabe a defesa da ordem jurídica cujo fundamento é sempre a Constituição, do Estado Democrático de Direito e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
Portanto, o compromisso com a defesa da igualdade é princípio orientador da ação do Ministério Público, pois a Constituição não admite a discriminação, não pode haver Estado Democrático de Direito, salvo se este estiver comprometido com o respeito à igualdade e ninguém pode abrir mão da igualdade inerente a todos os seres humanos.
O Ministério Público atua no combate à discriminação, quer promovendo as ações penais relativas aos crimes que prevêem a punição de práticas discriminatórias, quer atuando judicialmente ou extrajudicialmente, através de formas processuais chamadas de ação civil pública, ação de improbidade e inquérito civil público.
Ressalve-se que através de uma ação civil pública poderá ser requerida a cessação de uma prática discriminatória e/ou a implantação de outras que visem combater o preconceito ou a discriminação, que atinjam coletivamente o grupo em questão.
Já através de uma ação de improbidade poderá ser punido o administrador que empreendeu ato discriminatório.,
Caso trate-se de uma violação individual, no âmbito civil, como em uma ação na qual esteja sendo discutido o pagamento de uma indenização decorrente de dano moral em razão de prática discriminatória, a representação do ofendido deverá se dar por advogado privado ou defensor público.

VI – Como chegar até o Ministério Público:
O Ministério Público está presente em quase todas as cidades do Brasil, seja em sede própria, seja dividindo o espaço com o Poder Judiciário, no Fórum local. Se algum município não contar com a presença do membro do Ministério Público, em alguma cidade próxima ele estará presente.
Os membros do Ministério Público devem atender o público e receber suas reclamações, seja através da tomada de depoimentos, seja através do recebimento, com protocolo, de documentos ( representação ). No caso das reclamações não versarem sobre temas atinentes às atribuições do Ministério Público, aquele que procurou a instituição deverá ser encaminhado para órgão ou instituição com atribuição para atuar na questão apresentada.

VII – Conclusões:
O reconhecimento da igualdade não é uma concessão devida às pessoas, mas sim um direito de todos. Qualquer forma de discriminação, que nega direitos e causa exclusão, é uma violação à igualdade assegurada na Constituição brasileira e nos Tratados Internacionais assinados pelo Brasil e inerente a todas as pessoas.
O Ministério Público pode ser o grande aliado daqueles que combatem todas as formas de discriminação.

Nota de rodapé:

1- Na definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, racismo significa conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças e/ou entre as etnias e também como preconceito extremado contra indivíduos pertencentes a uma raça ou etnia diferente geralmente considerada inferior e ainda com atitude de hostilidade em relação a determinada categoria de pessoas.

2- O inteiro teor das leis pode ser encontrado no sítio http://www.planalto.gov.br

publicado no site: http://www.conjur.com.br/2003-abr-15/mp_combate_todas_formas_discriminacao

Pedro

21 09 2009
Rh Automotive

Excelente levantamento Pedro. Sem duvida, estas são informações muito pertinentes!

18 09 2009
Thiago Nassar

Tenho certeza que essa realizade esta mudando, já trabalhei com pessoas na faixa de 60 a 70 que tinham pique e capacidade para enfrentar todos os problemas e apredi muito com elas. tenho 28, sou eng. e atualmente fasso mestrado além de trabalhar na área de manutenção. Acredito que temos que separar o joio do trigo, pessoas apegadas a tecnicas antigas que atualmente não são mais competitivas devem mudar ou sair do caminho, mas as pessoas ativas e dispostas a buscar melhorias constantemente devem ficar, pois o pais precisa de bons profissionais independente da idade.
Abraços.

28 09 2009
Elman

Caro Thiago,
Na prática não é isso que acontece, limitando nossa conversa à área de engenharia, todos que nela trabalham estão com certeza atualizados com as mais recentes técnicas de gestão da produção, processos, manutenção, qualidade e desenvolvimento de produto. É lógico que cada um na sua função, pois qual seria a serventia de um elemento de produtos fazer um curso de manutenção total, a não ser pelo prazer de conhecer a técnica, nada acrescenta.
Isso vejo no meu dia a dia, cada um na sua área sempre busca atualização, ainda que modesta, mas sempre faz algo para atualizar-se.

20 09 2009
Daniele Moraes

Existe o preconceito da idade. Eu que tenho 34 anos, há mais de 8 anos atuo na área administrativa/comercial estou desempregada e, em algumas entrevistas, já ouvi que procuravam pessoas até 30 anos.
Outro preconceito que já enfrentei foi o fato de ser mãe solteira. Nesse ponto fui questionada se tinha problemas para me relacionar com as pessoas, quando expus minha condição de mãe solteira.
Fiquei sem fala, pois o que ser mãe solteira tem a ver com relacionamento interpessoal? Ou seja, mulher acima de 30, mãe e solteira sofre preconceitos inimagináveis. É um atraso de mentalidade!!!

28 09 2009
Elman

Olá Daniele,
Andei pesquisando e descobri a lei 9.029 de 13 Abr 1995, que regulamenta o artigo 7º , inciso 31 da Constituição de 1988 que dispões sobre essas práticas discriminatórias, punindo a empresa com multa e seus prepostos com pena de até 2 anos e meio de cadeia.
Sugiro a vc que vá ao Procurador Regional do Trabalho, apresente a situação, comente sobre a lei e peça providências.
Se esses maus brasileiros insistem nessas práticas imorais, então que levem no lombo o peso da lei e de seus atos.

20 09 2009
Luciano

Nao sei bem como descrever tudoo que penso de maneira resumida, pois sao muitos detalhes a serem vistos e analisados, mas vou ao foco do assunto.
Em 1995 entre para a facudade, comecei minha Graduacao nocurso de Ciencias Economicas na Puccamp, e em 2004 comecei meu segundo curso de graducao, desta vez em Administracao com enfase em Comercio Exterior, estou estudando atualmente na Unicamp, no curso de pos graduacao em Logistica, e o MBA em Gestao Empresarial na Unip Campinas, tenho 35 anos, estou desempregado, palavra substituida por “disponivel para o mercado”.
Trabalhei durante 12 anos em bancos, sendo Noroeste, Santander, ABN AMRO, Citibank….voces podem imaginar o que e chegar em uma empresa e escutar que….quem trabalha em banco nao tem profissao….pois e, realmente trabalhar em banco e bom, porem sao tarefas especificas, que geram varios problemas para uma pessoa se recolocar no mercado de trabalho. Recebi a sorte grande de uma pessoa confiar no meu profissionalismo e me contratar a dois anos atras, com 32 anos, para exercer o cargo de assistente de importacao. Para surpresa de todos, seria meu primeiro contato com a profissao, e me sai muito bem, eu trabalhei com terceiro na Motor service Brazil, divisao de aftermarket da KS Pistoes, recebi elogios de gerentes das areas de PCP, Logistica e Compras Internacionais.
Veio a crise financeira e em Abril deste ano a coisa complicou, sai da empresa nao por rendimento baixo, nem por erro, apenas renovacao de contratos entre a MSB e uma nova empresa que cuidaria das importacoes no sistema “door to door”ou seja cuidaria dos processos de importacao desde a origem ate o patio da MSB. Fui convidado a permanecer nesta funcao, porem pela empresa que acabara de assinar o contrato…infelizmente a proposta financeira foi bem abaixo do esperado. Obs. meu salario era de R$ 1500.00.
Hoje envio meu curriculum as vagas de importacao….desde o dia 13/08/2009 data da minha saida, nao recebi um telefonema, nem para entrevista…comentando com uma amiga que trabalhou por 12 anos em RH, vem a surpresa…. Lu…sua idade e avancada….!!!!!
Sinceramente, nao sei o que dizer, pessoas com experiencia, muita experiencia, pessoas que sao rotuladas de baixo rendimento por ter idade avancada??? o que e isso…achei que so as emissoras de televisao tivessem esta necessidade….mas mesmo que fossem…quem sao os icones de dramaturgia Brasileira…quem sao os maiores atores da Globo, ou mesmo de outrso canais???…nenhum com idade inferior a 40 anos…!!!!
A excelencia vem do comprometimento, da experiencia e do talento de varios profissionais que estao encostado por “idade avancada”….espero que estas pessoas que ditam este mercado, nao fiquem velhos nunca…!!!!

20 09 2009
Luciano

Resposta a Lia

Lia, nao acredito que seja assim, acho que sua avaliacao foi muito superficial no que tange a educacao das pessoas. Tenho um vizinho que domina informatica, tem MBA, ingles fluente, esta sempre por dentro de tudo, politica, economia, informatica, mercado internacional, e o bloqueio dele e a idade, apesar de sua aparencia ser bem mais jovem, ele tem 52 anos.
Esse rotulo de operario padaro existem nas cabecas de quem tem mais idade mesmo, eu nem lembrava desta expressao, nao acho certo falar de viencia exterior, pois nao sao todas as areas que necessitem desta vivencia.
Isso nao e uma critica ok, apenas defendo que o RH trate cada profissional como impar….pois ninguem e igual a ninguem, cada um tem suas qualidades, por isso que algumas empresas acabam perdendo qualidade, acabam tendo atrasos nas entregas, olha vivenciei isso nos ultimos dois anos, onde os mais novos assumiram posicoes estrategicas e as vendas cairam 35%, conclusao, readmitir os antigos, hoje, as vendas voltaram em plena crise, e desde entao ,nao perderam mais clientes.
Nao troco experiencia de anos de trabalho por 5 anos de teoria, e tenho como base meu pai, 63 anos de idade e a Bosch so entrega servico onde ele trabalha, ele mudou duas vezes de emprego, as duas vezes ele foi localizado e trabalha com excelencia, amor a profissao e mais, onde ele trabalha ganha uma legiao de admiradores, nao e formado, nao tem curso de informatica e opera maquinas computadorizadas, retifica de coordenadas, centros de usinagem….ele nao foi operario padrao, e nunca sera, pois nao para no tempo.
Olhem para estes profissionais, analisem a experiencia, e pensem no cliente final, so assim as empresas se manterao no mercado….e os chineses vem vindo ai…portanto qualidade e tudo, a experiencia tera o retorno merecido!!

20 09 2009
ANTONIO CARLOS SANCTIS

Olá Pessoal ,
Sou engenheiro , 28 anos de experiencia 48 anos de idade , e após 14 anos de muita dedicação em Hospital de grande porte fui dispensado por um garoto de seus 34 anos por questões pessoais e não profissionais ,devido insegurança e medo que esses gerentes formados por grandes `QI`tem daqueles que possuem o conhecimento e a razão . O medo de nos sobressairmos e a incapacidade de saber comandar e conduzir uma equipe leva esses novatos a dispensar profissionais como eu e voces , e o mais incrivel é que em grandes empresas não existe ninguem para ver isso ,seja para não contrariar o “INDICADOR” ou porque tambem está ali só pra receber o dele no fim do mes .
Tenham fé que uma ora aparecerá uma oportunidade e para esses oportunistas fica a seguinte frase
” QUEM FAZ AQUI VAI PAGAR AQUI MESMO ” é só esperar .
abraços e boa sorte a todos

Antonio Carlos

22 09 2009
Carlos

ANTONIO CARLOS SANCTIS , é exatamente o que eu queria dizer no meu comentario. Agora somando a idade mais o salario minimo estipulado pelo orgao fiscalizador, isso ira causar danos irreparavel em sua carreira daqui para frente.
boa sorte, e le o meu comentario para entender o sgnificado desta resposta.

17 03 2010
Selmo tanada

Boa Antonio Carlos
Nào precisa nem esperar,ja estamos pagando,nós consumidores,pela qualidade de nossos produtos “automobilisticos,eletrônicos e por ai
vai,tudo uma porc…,é muito simples avaliar,a Bridgestone teve o maior
recall de seus pneus,a Mitsubshi Fuso maior recall em seus caminhões
a marca despencou no EUA, ASIA,culpa de quem, GERENTES COM ALTO
“QI”.Vai la hoge,voltaram para a liderança os Velhos acima dos 40 anos.
Mas o Brasil ainda vai acordar,quando nós consumidores aprendermos
a exigir produtos e serviços com qualidade pelo preço absurdo que pagamos.

20 09 2009
Ricardo Yoshikawa

Contradições no recrutamento, seleção e escolha de profissionais para as empresas

No atual contexto da sociedade globalizada devemos considerar os dois aspectos referentes às especificações exigidas quando se concorre no mercado de trabalho.
O primeiro aspecto diz respeito ao discurso, onde são destacadas as exigências dos candidatos, listando uma série de requisitos entre os quais se destacam a formação escolar, de preferência em escolas de primeira linha e as experiências profissionais que dariam um perfil apropriado para atender às necessidades para o preenchimento de vagas oferecidas pela empresas.
O segundo aspecto corresponde à prática, onde estão outras variáveis que, muitas vezes, não se coadunam com aquelas qualificações formais de instrução e realizações profissionais. A apresentação adquire importância maior. Em termos de escolaridade, vale mais os cursos de educação continuada, como especialização, pós-graduação, MBA (Master of Business Administration) e Doutorado e em termos de experiência, assim como vale mais o indivíduo que tem passagem por várias empresas, contrapondo-se à estabilidade que outrora era o valor que mais dignificava o profissional por sua dedicação e lealdade.

A qualidade que nascia do profissionalismo decorrente de anos de dedicação e lealdade com os princípios defendidos pela organização, mas foram sendo substituídos por aqueles que apresentam parcerias em troca de recompensas, premiações, carreira e promoções cujas visualizações são negociadas com base na performance potencial a partir dos cursos que estão na moda, em especial os MBA´s, realizados pelos candidatos.
Não existe mais aquele conceito de cooperação natural e espontânea que existia no passado quando um profissional de uma especialidade auxiliava seus colegas de outras especialidade com o princípio de espírito de equipe. Hoje, cada profissional (que se julga como tal) auxilia os colegas como se fossem troca de favores ou negócios, camuflados em bonito conceito conhecido como parceria (amanhã pode ser seu inimigo), mas cujas especialidades assim articuladas são por eles mesmos atribuídos como cadeia de valores. São relacionamentos de conveniência, aliando-se a a outro para derrotar o inimigo comum, mas tornando-se rivais assim que o inimigo for derrotado. O que vale mesmo é a aparência, mais adequada para conseguir alianças do que o conteúdo, por este carregar o ônus do comprometimento. E o valor das aparências está presentes em todos os lugares a toda hora. Como conseqüência, o indivíduo que tem cursos MBA e especialização, vários idiomas, experiência de diferentes empresas, boa aparência, com aparatos tecnológicos como celular, relógio digital, iPod, MP3, GPS, notebook, roupas de grife e bem falante é o mais valorizado. A aparência (embalagem) sobressai sobre a essência, ou seja, selecionam-se candidatos pela embalagem, tal como ocorre com a apresentação dos produtos nas prateleiras. È a teoria (diplomas e certificados dos cursos) valendo mais que a prática (vivência profissional). Empresas preferem selecionar pessoas jovens com vários cursos a pessoas maduras com várias experiências.

Da parte dos candidatos ou empregados, existem também dicotomias. Há quem construa competências com esforço, como também há quem construa aparências.
O primeiro está propenso ao sucesso, tem atitude ética e profissional, capaz de conviver com outros por saber compartilhar o mesmo espaço, trocar informações, tem espírito de cooperação mútua e com isso, desenvolvem tanto a atividade quanto o ambiente, tornando a equipe mais criativa. Com isso, está mais propenso a obter melhor desempenho e mais oportunidades para atingir metas e objetivos. São pessoas que transformam os cursos realizados em competências buscando oportunidades de exercícios e aplicação prática através de cooperação voluntária em diferentes situações e realizam cursos de atualização de forma a aperfeiçoar conhecimentos e técnicas de acordo com seu planejamento de carreira. A busca pelo aperfeiçoamento tem linha definida e não de acordo com o modismo do mercado.
O segundo é alguém fadado ao fracasso, uns fazendo cursos com base no modismo do mercado e se tornam arrogantes, outros sendo inseguros e com medo, não se valorizando devidamente. Quando isso acontece, aceita as imposições como disponibilidade de horário e local de trabalho, sobrecarga de trabalho, sobreposição de funções, horas extras e sujeição ao abuso das chefias. São trabalhadores que não se valorizam e acabam sendo esquecidos no mercado. São pessoas que se preocupam em destacar os cursos realizados e referências. Acreditam que os cursos a qualificam profissionalmente e que as referências seja o “QI” (quem indica) e contam com o poder dos certificados e networking.

Quanto à obtenção do sucesso, existem duas formas. Uma forma é o por meio de genialidade. A outra é por esforço. Existem indivíduos que têm genialidade e existem indivíduos que são esforçados. Um indivíduo é esforçado porque não é gênio. O que consegue sucesso sem maiores esforços porque é gênio. Assim, uma pessoa ou tem genialidade ou é esforçado.
O esforçado tem sua trajetória a partir dos primeiros ensinamentos, desenvolvendo o caráter, adquire conhecimentos nas escolas e aplica esses conhecimentos à prática, adquirindo experiência e se amadurecendo para atingir o estado de sabedoria para solução dos problemas. O gênio, por alguma razão, dom ou talento, também soluciona problemas, não se sabe por talento natural, dom ou mágica, mas por isso é que chamamos de gênio.

Do ponto de vista de comportamento, a capacidade de realizar trabalhos de qualidade, trabalhos de contribuem para o atingimento de metas e objetivos dentro da organização dependem muito de fatores como qualificação (ter o conhecimento ou o saber), de habilidade (ter treinamento e aptidão ou o saber fazer), de sua disponibilidade (poder fazer levando em conta ao contexto da conjuntura organizacional) e da sua motivação (querer fazer). Esse comportamento depende muito do clima organizacional onde deve imperar um ambiente ético, justo e harmonioso.

Assim temos duas forças de trabalho: os preparados e os não preparados.
Os preparados são aqueles empregados selecionados e contratados de acordo com as necessidades organizacionais, encaixam-se adequadamente aos requisitos técnicos e operacionais, treinados e integrados, isto é, conhecem as missões, os valores, os objetivos e os procedimentos para a realização do trabalho.
Os não preparados são aqueles que, mesmo admitidos sob adequado perfil das necessidades, não foram devidamente integrados a cultura e valores da organização por falha na integração, no treinamento e na chefia.

Finalmente, em muitas organizações existem exigências não traduzem em competências, mas que são exigidas na triagem dos candidatos como: ter habilitação para dirigir veículos, ter participado de trabalhos voluntários, disponibilidade de horário, disponibilidade para viagens, trabalho sob pressão, aceitação de banco de horas, ser o “faz tudo”, ser jovem, residir próximo ao local de trabalho, boa aparência, não estar endividado e outras que tem pouca correlação com os requisitos das profissões.

Neste quadro complexo e contraditório, com substituição de pessoas por tecnologias de gestão e maior admissão de jovens com pouca experiência profissional, marginalização dos profissionais com mais de 45 anos, cursos e diplomas valendo mais que a prática, educação formal distante dos conhecimentos exigidos pelas organizações, a organização exigindo qualificação acima das suas necessidades, os cursos de graduação e especializados com natureza mais comercial que educacional, empresas criando novas competências, mão de obra cada vez mais jovem e preocupação maior com as aparências, uniformes e aparatos de atendimentos com linguagens industrializadas, temos a nova imagem do processo seletivo.

Novas tecnologias na organização significando automação, informatização, sistemas de gestão, padronização dos procedimentos, robotização e terceirização, simplificando a estrutura operacional e redução de postos de trabalho e novos conhecimentos decorrentes de novos processos, capacidade de operações em informática, sistemas de qualidade e etiqueta empresarial, complicando cada vez mais as exigências dos candidatos ao emprego. Como resultado, temos pouco emprego, muitas exigências e o mercado de trabalho exigindo qualificações que jamais serão aplicadas na prática. O comércio de conhecimentos com cursos de educação continuada (pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado) assim como os de especialização tornaram-se grande negócio.

Em resumo, a tendência é contratar pessoas jovens, que já vem com variedade de teorias e gostam de aventurar e ousar sem medo das conseqüências, coisa que os profissionais mais experimentados não fazem. Parece que na economia globalizada vale-tudo e o mais importante é desenvolver as imagens e não propriamente o conteúdo, uma vez que tanto os bens como os serviços na era de mudanças constantes têm valores efêmeros. O que é bom agora, em brevíssimo espaço de tempo já não é mais, tal é a mudança dos hábitos. É um mundo volátil e nada parece satisfazer as nossas necessidades. Na mesma velocidade, empresas surgem e desaparecem, e é nisso que devemos nos preocupar para das sustentabilidade, ou seja, resgatar os valores, assim como resgatar os valores dos profissionais que têm experiência, profissionais que sabem medir conseqüências e não profissionais só de diplomas e cursos.

28 09 2009
Vera Helena

Olá, Boa tarde,

Infelizmente no Brasil, você atinge uma determinada idade
já é considerado velho para muitas empresas. Não se leva em conta
a base sólida de conhecimentos, a experiência vivida. Enfim…é uma pena, muitos talentos desperdiçados.

29 09 2009
Jullius

Senti este problema tendo 32 anos de idade.
No começo do ano decidi não ser mais escravo do “Deus Mercado”. Estava cansado de ver métodos subjetivos para seleção, muitas vezes aplicados por jovens sem nenhuma capacidade para saber o que seria bom ou ruim para uma empresa.
O caminho pra quem se julga bem qualificado e não merecedor das sacanagens que rolam durante uma seleção de cartas marcadas, é o concurso público. Todas as regras do jogo estão no papel, distrinchadas uma a uma. Para entrar você tem que cumprir o que está no edital e nada mais. Preconceito de idade não existe, salvo em alguns pequenos casos, como por exemplo os militares.
Fui aprovado na Sabesp, e continuo estudando para outros concursos e cada vez que presto um concurso novo, chego mais perto das vagas. Só não pode ter preguiça de estudar! É um esquema totalmente diferente, só depende de você.
Pense nisso!!!

3 10 2009
racionalidade

Parabéns.
Como profissional do setor privado, sempre estamos sujeitos às fogueiras de vaidades de psicólogos metidos a sabichões ou de incompetentes que não sabem diferenciar um plug de uma tomada de força.

30 09 2009
Pedro Ademir Coelho

Falar de idade já é por si preconceituoso, tenho 50 anos de idade e 35 anos de experiencia na area de suprimentos (follow-up – aux. de compras – comprador em todos os niveis mas especializado em m.prima ( aço plano ) – supervisor de suprimentos ). Fiquei desempregado agora em junho passado e desde então já coloquei mais de 150 curricolos sem nenhuma entrevista, isto é desanimador e lendo todos os comentários acima, fico mais triste ainda, entendo que não é pessoal e sim natural a todos os profissionais acima dos 40.

Pedro Coelho

3 10 2009
racionalidade

É assim mesmo sr. Pedro. De Janeiro de ano até agora enviei mais de 990 CVs, dos quais 450 das respectivas vagas foram canceladas e do restante menos da metade realmente foi “visto” pelo anunciante e o resto sequer foi “visto”.
Sai imediatamente desse tal grande site de anúncios de emprego e sabe o que aconteceu?
Estou empregado.
Agora sr. Pedro recomendo que “bote a boca no trombone” e procure seus direitos civis garantidos na constituição e regulamentos por lei. Procure e saberá quais são.

17 03 2010
Selmo tanada

Estou,estou não sei nem discrever quanto ao nosso BRASIL.
Fiquei fora do BR durante 10 anos,voltei a um ano,ja enviei mais 50 curriculos,
via email ,nada,resolvi sair a campo ENTREGAR PESSOALMENTE .Meu curriculo,10 anos no exterior,grandes empresas,muitas experiências,varios setores,varios cursos etc.
Fui a varias RHs e empresas conforme anuncios em jornais,sites etc.(com hora marcada),não sei o que mais me atrapalha a idade 46 anos?por ter ficado fora do BR?Quanto a idade não vejo problemas,nos paises(primeiro mundo) por onde trabalhei são mais valorizados os + velhos com + experiências + tempo na empresa.Por ter ficado fora? NÃO vejo problemas,
o conhecimento que adquiri em tecnologia,sistemas produção(robôtica),logistica,transportes entre outros só chegarão no BR daqui a 10
anos,isto se o BNDS não continuar jogando dinheiro fora.
Vejo um pais,que tem muito a aprender e crescer,mas caminha na contra mão,eliminando bons profissionais e formando novos desesperados e despreparados profissionais em todos os setores.(existe algumas exeções).
Se a idade é o problema,deveria se fazer ANUNCIOS com limite maximo de
idade,assim nós que ja passamos dos 40 não perderia tempo,e não comprariamos mais os produtos e serviços da tal empresa(isso acontece nos paises ++++desenvolvidos.)

18 04 2010
Marcos Luiz da Silva

Quando você tem larga experiência em gestão, e mais de 50 anos de idade,além de você sofrer a discriminação da idade pelo Hunter’s da vida e dos Expert’s em RH somado a política retrograda das grandes Multinacionais principalmente e das montadoras e grandes Auto Peças, você também está sujeito a passar por isto:

Entrevista de emprego no final do mês de Janeiro em uma empresa na Grande São Paulo…

Depois de quase 75 dias desempregado, e a patroa em casa dizendo tipo assim: …vá procurar alguma coisa pra fazer pô…, vem aquele esperado telefonema marcando uma entrevista de emprego.
Putz! Você fica eufórico!
É este. Finalmente vou trabalhar de novo…Não agüento mais ler jornal e “fuçar” na Internet!…
Chega no dia e horário marcado, isto é, você “dorme na porta da empresa” seguindo aquela premissa do: …chegue na entrevista pelo o menos 15 minutos antes,…sapato novo apertando aquele velho calo de estimação no dedinho do pé esquerdo que dói “pacas”, gravata apertando o pescoço deixando você quase “estrangulado”, calorzão de 32 graus em plena 10 e meia da manhã de um dia quente e abafado em pleno verão…
Você chega na porta da Fábrica e vê todo mundo de camiseta ou camisa com 2 ou 3 botões desabotoados. Botão do colarinho?…Nem existe! …o botão caiu. E você ali parecendo um Pinguin de geladeira em posição de sentido em pé pra não amassar o terno preto “básico” na Portaria da Fábrica que mais parece um prédio todo sujo e sem pintura do centro velho de São Paulo,
aguentando uma temperatura de mais de 42 graus dentro do paletó, esperando a boa vontade do dono da firma ou sei lá quem atende-lo.
Suor escorrendo. Parece uma cachoeira. O suor escorre até pelo rêgo da bunda.
E “neguinho” passando pela portaria olhando pra tua cara como se você fosse um artigo supérfluo em uma vitrine de loja de luxo onde ninguém se atreve a entrar para comprar nada dando aquela risadinha e comentando com o colega que o acompanha: …coitado esse é candidato pra “New Boss”…tá fú…
O local? …uma maravilha! Paredes sem pintura, tudo sujo, começando pela cara do Porteiro com o canto da boca cheio de migalhas de pão grudado no ”pelote” de margarina já derretendo, com pose de “senhor cheio de sí” falando no “Nextel” a todo o volume…–…POSITIVO E OPERANTE CHEFE!…VÔ PROVIDENCIÁ!…
Depois de uma hora e meia esperando, finalmente o dono da empresa me chama através da Secretária que vem até a portaria para acompanhar-me até a sala dele…
Uma figura!…Sáia vermelha, blusa roxa, …e o batom?!!!…mais vermelho que pimenta, os olhos verdes, quero dizer, a pintura dos olhos é verde vivo…parecendo a cor da camisa do Palmeiras. Quase morri sufocado com o perfume da mulher…
Bom dia!…Como vai o Senhor?!!!
Eu a cumprimentei apertando-lhe a mão que chegou até escorregar de tanto creme…
O Senhor Comendador “fulano de tal o espera”.
Chegando na sala do Diretor que não se encontrava lá dentro, sentei-me na super cadeira acolchoada toda em couro verde, em frente a uma mesa enorme cheia de documentos, porta canetas em aço escovado com apliques dourados, e esculturas também toda em aço escovado. E o tapete?…parecia mais com a Marginal do Tietê quando estava com o mato alto…só faltava as Capivaras. Verde folha. Olhei para os meus sapatos…cadê? …desapareceram no tapete de tão grosso e alto que era.
Olho para a parede do lado esquerdo daquela sala enorme e vejo uma cabeça de Urso embalsamada fixada na parede olhando pra mim mostrando aqueles dentões enormes e ao lado um distintivo do Palmeiras em placa de aço escovado com apliques em verde e dourado.
Já do outro lado, ví um armário todo envidraçado cheio de Rifles, Espingardas de caça de todo o tipo e tamanho…
Xiii!…onde eu vim parar…pensei!
Nisso chega o Diretor.
Buono dia Sinhore! …(tinha que ser Italiano,…emblema do Palmeiras…!)
Um homão de 2 metros de altura com 1,80m de largura com 1,50m de profundidade…careca e com cara de Mike Tyson mais parecendo com o Urso que estava na parede…
Ele diz:…
-Io preciso de uno “Dgerente” com muita experiência assim como o Sinhore, afinale o Sinhore tem mais de 30 anos de carreira e mais de 15 em gestão de fabrica.Por isso quero contratare um Huomo assim experiente, que tome conta de toda empresa desde a entrada da matéria prima, até a saída do produto finale com nota fiscale.
Questa (Esta) é uma empresa muito enxuta e io não quero contratar ninguém mais além do Sinhore. Já estou contratando um Gerente pra “resolvere” “tuto” os mios problemas.
Precisa ser Ingenhero com MBA em administracione, que tenha experiência em Gerencia pelo menos por 15 anos, que saiba lidar com “pión” de fábrica, precisa falar “Inglese” porque io quero vender mios produto para os Americanos , que conheça ISO 9000, ISO TS 16949, “Toyota”,PDCA,FMEA,CEP,POKA YOKE,VDA, 6 SIGMA, que saiba projetar dispositivo, que conheça RH, leis trabalhistas…em seguida o homem acendeu um “p… charuto” daqueles que você acende na Segunda Feira e fuma a semana inteira dia noite, e continuou:…Precisa conhecer PDCA, Poka Yoke, Administracione de Projetos, Planejamento di Producione i de materiale, Manutenção de Maquinas e Instalaciones. Tem que ser um “Huomo” (Homem) brigador pra conseguir fazer as coisas acontecerem aqui. O horário fica por tua conta: O Sinhore entra as 07 horas as vezes até mais cedo, e sai quando Deus quiser. Se “quiser trabalhar no fim de semana, pode, mas “non” ganha hora extra.
Precisa conhecer ferramentaria, projeto de dispositivo,( o Sinhore tem que desenhar porque não tem desenhista), o “Sinhore” tem que programar a “producione” porque não tem programador. O Sinhore tem que vender para o cliente porque não tem Vendedor, o Sinhore tem que fabricar algumas “cosas” porque não tem operador pra “tutti”,o “Sinhore” tem que “consertare” as maquinas, o “Sinhore” tem que visitar o cliente para resolver problemas de qualidade. O “Sinhore” tem que medir peças porque não tem Inspetor de Qualidade.
Se preciso for, até limpeza de fabrica o “Sinhore” tem que ajudar a fazer. Tenho só um faxineiro prá limpar “tutti”…”Um grande vagabundo”!…
Nesta altura no monólogo, eu de boca aberta perguntei:
–Quantas pessoas trabalham na produção da empresa?
Duas dúzias de Estagiários e uns 10 funcionários experientes de confiança. “Tutti vagabundo”!
O salário que vou pagar ao Sinhore é R$ 1.800,00 por mês.
–O “Sinhore” aceita “questo” desafio?
Respondi:
–R$ 1800?????!!!!! …Não vai te fazer falta?…

Isto aconteceu comigo!

Marcos Luiz da Silva
Guarulhos – SP.

19 04 2010
Rh Automotive

Realmente impressionante Marcos.
Fiz questão de ler tudo.
Ja havia visto extremos, para a contratação de um profissional, mas não o que você acabou de comentar, ainda mais com o salário que lhe ofereceu…
É assim que está caminhando nosso Brasil. Quanto mais tempo e mais cabelos brancos tem, menos valorizado é, e menos ganha…
Essa é uma realidade que alguem terá que se impor para mudar, mas enquanto isso não ocorrer… é aquele velho ditado:
Paga quem pode, aceita quem quer.

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