O MAPA DA PRODUÇÃO – O ranking e o quem é quem no setor

4 09 2009

A produção cresce em São Paulo, mas agora o Estado tem apenas 44% de participação no ranking da produção. Em 1990 detinha 74,8%. Apesar do avanço de Minas Gerais, que já fabrica um quarto dos veículos brasileiros, da recuperação das paranaenses Renault e Nissan, do aumento da produção da GM em Gravataí e do boom nas montadoras do Rio de Janeiro (PSA e VW Caminhões), o ranking preserva as posições relativas dos últimos anos.

Enquanto Santa Catarina se empenha para conquistar uma posição respeitável no mapa da produção, Minas Gerais mostra o maior avanço entre todos os pólos automotivos do país. Com suas montadoras pertencentes ao grupo Fiat (a Mercedes-Benz produz para exportação), o estado já responde por um quarto da produção nacional de veículos e deve ganhar maior participação com os expressivos investimentos já anunciados no final de 2007.

São Paulo mantém uma dianteira expressiva em relação aos demais estados, mas perdeu participação em 2007, com 44%, depois da reação em 2006 (47,4%). O terceiro pólo automotivo é o do Paraná, com 11%, seguido pela Bahia (8%), Rio Grande do Sul (7%), Rio de Janeiro (6%) e Goiás (1%).

O pólo paulista ganha em 2008 um reforço considerável com o início da montagem do novo veículo compacto da Ford, em São Bernardo do Campo. Em território paulista as montadoras trabalham a todo vapor, muitas vezes com três turnos. E praticamente todas têm investimentos em andamento. A Toyota, no final de março, ainda decidia o local da nova fábrica, com boas chances para o estado.

Altos e baixos nos pólos

Em 1990 o estado de São Paulo respondia por nada menos que 74,8% da produção nacional. Nesse mesmo ano, a partir da abertura às importações, começou a se desenhar a chegada das montadoras newcomers. Desde então, mais de US$ 35 bilhões foram investidos por montadoras e fabricantes de componentes automotivos, aplicados em novas fábricas, tecnologias, produtos e instalações de fornecedores – a maioria fora das terras paulistas.

Minas Gerais, com 25% da produção, abriga a fábrica da Iveco (caminhões, comerciais leves e chassis de ônibus) e a planta de automóveis e comerciais leves da Fiat, em um complexo que vem sofrendo expansões contínuas e pode tornar-se o maior do mundo no gênero. No final de 2007 o Grupo Fiat anunciou investimentos de R$ 5 bilhões distribuídos entre as empresas em território mineiro.

Os investimentos do Grupo Fiat estendem-se à Iveco, que terá mais uma linha de montagem para caminhões pesados e semipesados em Sete Lagoas, como parte de uma série de programas de expansão da empresa, algumas já em execução, no valor de R$ 80 milhões. Ao final, a fábrica terá capacidade para montar 30 mil unidades/ano, 50% a mais do que hoje. Estão em expansão também a Teksid, FPT Powertrain Technologies e CNH, além da Marelli.

O Paraná reagiu em 2007, depois de perder a produção da Audi em 2006. A Renault inaugurou uma nova fase no país com o lançamento do ‘Renault Mercosul Contrato 2009 – Compromisso Brasil’, que colocou seis veículos na plataforma de lançamentos. Mégane Sedan, Mégane Grand Tour, Logan e Sandero já chegaram. A empresa quer ganhar escala e alavancar a produção para 170 mil unidades.

A Nissan, que compartilha com a Renault as fábricas no Paraná, tem em curso investimentos de US$ 150 milhões no Mercosul até o final do ano fiscal de 2009. A montadora trouxe o crossover Murano em 2006 e lançou em 2007 o sedã Sentra, o hatchback Tiida e a picape Nova Frontier.

A Ford vem procurando ganhar produtividade nas linhas de montagem da unidade de Camaçari, mas o volume de produção caiu desde 2005, quando fabricou 248 mil veículos. No ano seguinte foram 242,8 mil e, no ano passado, ainda menos: 237,6 mil. Com esse resultado a Bahia responde por 8% de participação no ranking (eram 9,8% em 2005).

O Rio Grande do Sul elevou sua participação de 5,6%, obtida em 2005 e 2006, para 7% em 2007, com um ritmo maior nas linhas da General Motors, em Gravataí. A International continua produzindo caminhões pesados para exportação, com cabina de alumínio estampada pela Usiparts. Já a Agrale integra o time dos fabricantes de veículos comerciais leves com o jipe Marruá. A montadora tem na linha também ônibus e caminhões.

As montadoras do Rio de Janeiro aceleraram em 2007, batendo novos recordes. Juntas, VW Caminhões e PSA Peugeot Citroën responderam por 6% da produção nacional (foram 5,4% em 2006 e 5% em 2007) e montaram nada menos do que 178,2 mil veículos, com um salto de 36,5% sobre a produção de 130,5 mil unidades em 2006. As duas marcas francesas têm planos agressivos para o país, dobrando a capacidade da fábrica brasileira para 300 mil veículos/ano até 2010.

Goiás alcançou um dígito de participação, avançando de 0,8% em 2006 para 1% em 2007, com a expansão da MMC Automotores (Mitsubishi) e a montagem de 29,7 mil unidades no ano passado. A CAOA Hyundai associou-se à Anfavea em outubro mas não aparecia nas estatísticas da entidade até março – o número de caminhões montados ainda é pequeno.

Quem é quem no setor

Reunimos em tabela a relação das marcas dos produtores locais (a maioria associada à Anfavea) e dos importadores, que incluem associados da Anfavea (veja em Automóveis e Comerciais Leves as marcas distribuídas pelas montadoras locais em suas redes de concessionárias) e da Abeiva. Alguns importadores não fazem parte de associações ou apenas importam peças de reposição.

Daewoo, Daihatsu, Mazda e Seat deixaram de comercializar veículos no País, mas oferecem peças e assistência técnica. A Suzuki está de volta, agora com o comando de empresários ligados ao grupo Souza Ramos, depois de ficar alguns anos fora do mercado brasileiro. A Lada encerrou totalmente suas atividades no Brasil, mas é possível encontrar peças e serviços pela Internet. A Audi, do Grupo Volkswagen, figura como importadora. A chinesa Chana entra na lista de importadores em parceria com a Districar, que já representa a Ssangyong. Jaguar e Land Rover, negociadas pela Ford com a Tata Motors, aparecem em nossas listas de importadores, bem como a recém-chegada Effa Motors. A Hyundai está na lista dos fabricantes nacionais de comerciais leves e figura entre os importadores, junto com a Subaru. As duas marcas estão sob o comando do Grupo Caoa.

O mapa da produção traz também a localização dos fabricantes de tratores e máquinas agrícolas e do pólo de duas rodas, em Manaus. No segmento de motos, a novidade foi uma verdadeira invasão de importadoras, oriundas da Ásia na maioria das vezes. Algumas delas manifestaram interesse na montagem local.

No mapa da produção não houve alterações significativas entre os players. No final do ano a indiana Mahindra iniciou a produção, enquanto a Ford tratava de rever a operação da cearense Troller, que faz parte de seu portifólio. A Hyundai/Caoa parece não ter obtido avanços para a licença de produção de SUVs como o Tucson.

A Toyota manteve suspense sobre o local escolhido para a fábrica de carros compactos e a General Motors iniciou a prospecção do local para uma nova unidade no Nordeste, que pode ser em Pernambuco. A Suzuki volta inicialmente como importadora, mas pode ter planos para uma montagem em CKD e nacionalização progressiva dos veículos.

O papel das pequenas montadoras

A Óbvio! não deslanchou em Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, apesar de ter anunciado um contrato firme de exportação (50 mil unidades/ano) para os Estados Unidos, que seria garantido pela ZAP – Zero Air Polution, sua distribuidora norte-americana. A operação da fábrica foi anunciada para o final de 2008 exclusivamente para exportação, produzindo o modelo 828 (cerca de US$ 14 mil) e o modelo 012 (US$ 28 mil). Os planos começaram a se complicar com a relação cambial desfavorável e o fechamento da Tritec, vendida à FPT Powertrain Technologies, do Grupo Fiat, em março deste ano. A FPT demonstrou interesse em rever as negociações iniciadas pela Tritec.

Entre as montadoras de pequeno porte, destaque para Chamonix, fabricante artesanal de réplicas clássicas em Jarinu, SP; Braxx, que produz o esportivo Lobini H1 em Cotia, SP; Troller, do Ceará, pertencente à Ford. A TAC – Tecnologia Automotiva Catarinense, de Joinville, ensaia também para entrar no time em 2008, com um jipe.

Em Manaus a Bramont abandonou o projeto da Cross Lander (que nem chegou a decolar) e passou a produzir os comerciais leves da Mahindra. A operação tem planos para chegar a 300 unidades mensais do Scorpio (versões SUV, picape com cabina simples e dupla) no final de 2008.

http://www.automotivebusiness.com.br/texto.asp?secao=P%F3los%20Automotivos
04/09/09 – 13h40

Equipe Rh Automotive


Ações

Information

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




%d blogueiros gostam disto: