Volvo teve de adequar sua política de benefícios à realidade brasileira

28 01 2011

por Daniela Lessa, com colaboração de Cecília Nascimento

 

Políticas de benefícios devem ser coerentes com a empresa e com o mercado e, eventualmente, é preciso adequá-las à realidade praticada nos países e pelos concorrentes. No entanto, para fazer alterações que implicam redução de concessões feitas aos colaboradores as empresas precisam de habilidade e uma estratégia que contemple transparência e a participação. Esse é o caso da Volvo do Brasil, empresa sueca estabelecida em Curitiba em 1979, com benefícios de alto nível e que precisaram ser adequados ao longo do tempo, embora a empresa continue cotada entre as melhores para se trabalhar no Brasil.

 

O diretor de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos da companhia, Carlos Morassutti, contou sua experiência em um evento realizado pelo Comitê de Gestão de Pessoas da Câmara Americana de Comércio (Amcham), de Curitiba, comentando que a empresa passou por uma grande mudança em sua cultura organizacional, incluindo a adequação dos benefícios importados da matriz sueca aos padrões brasileiros, resultando em uma redução de custos bastante significativa para a companhia. “A maior diferença daquela época para esta é que continuamos sendo uma boa empresa em termos de prática, mas não estamos fora do mercado; quando esta última situação ocorre, é ruim tanto para a companhia quanto para os funcionários”, ressaltou Morassutti.

 

Em entrevista ao Canal Rh, o executivo explica, ainda, que as principais alterações ocorreram em 1989, dez anos após a instalação da companhia no Brasil. “Houve uma política inicial de benefícios para atração de colaboradores, que resultou em uma relação empresarial extremamente paternalista e custosa para empresa”, pontua e completa: “Nós criamos a ilha da fantasia”.

 

Entre os benefícios excessivos, Morassutti cita o bandejão de altíssima qualidade, muitas vezes com pratos sofisticados, auxílio escola para toda a família do funcionário,mesmo quando a criança já estava matriculada em escola pública, e a facilidade de conseguir empréstimos na empresa. “Havia funcionários que se sentiam culpados porque tinham acesso a um tipo de alimentação que não podiam compartilhar com seus familiares”, lembra Morassutti.

 

Atualmente, a companhia continua a oferecer uma alimentação balanceada e de boa qualidade, mas sem sofisticação; excluiu o auxílio-escola, mas por outro lado evoluiu em outras políticas que eram menos organizadas em 1979. Exemplos citados por Morassutti são: assistência médica e odontológica, que existia, mas não com a sistematização atual, e um programa agressivo de Participação em Lucros e Resultados (PLR). “No ano passado distribuímos R$ 26 milhões em PLR em toda a empresa e os níveis mais operacionais chegaram a ganhar de três a quatro salários a mais por ano”, conta. Em sua avaliação, muito melhor do que a empresa dar benefícios é o colaborador ter o dinheiro na mão para gastar com que quiser.

 

Transparência e participação

 

O executivo admite que o processo de transformação da companhia foi delicado e acredita que a superação e a manutenção de uma relação harmônica com os colaboradores foi mantida devido a duas características do processo: transparência e participação. “Nós queremos ser uma boa empresa, queremos estar acima do mercado em termos de benefícios, mas há limites”, ressalta Morassutti, que conta que o processo de transformação envolveu a participação dos colaboradores por meio da Comissão de Fábrica, encarregada de informar à direção quais benefícios eram de fato essenciais.

A diretoria, por sua vez, apresentou dados comparativos entre a política de benefícios praticada pela Volvo e as disponíveis no mercado e informou que a realidade vivida até então na companhia comprometia sua competitividade.

 

Afinal, afirma Morassutti, houve acomodação de ambas as partes e o resultado é que a empresa continua oferecendo benefícios acima do mercado e há quatro anos conquista posições de destaque no ranking das melhores empresas para se trabalhar realizado pela revista Exame.

 

Diferenças entre Suécia e Brasil

 

Em relação aos benefícios concedidos na Suécia, matriz da Volvo, e no Brasil, Morassutti informa que as diferenças socioculturais dos países é que determinam a diversidade de concessões. Ele lembra que oferecer plano de saúde para um sueco, por exemplo, é inútil porque ele já tem esse serviço do governo gratuitamente; por outro lado eles precisam de tempo. “A flexibilidade de horário é algo muito importante para eles”, ressalta o executivo.

Morassutti acredita que essa exigência faz muito sentido porque, diferente do Brasil, lá há muito poucos empregados domésticos e os serviços gerais são caros. Assim não tem ninguém para deixar os filhos ou levá-los ao médico e à escola, por exemplo; bem como é caro pagar uma pintura da casa ou um conserto no telhado. “Quem acaba fazendo esse tipo de trabalho é o próprio morador e, por isso, os colaboradores precisam de tempo”, destaca.

 

A licença-maternidade também é diferente na Suécia e no Brasil. Lá o colaborador pode pedir até dois anos de afastamento e esse direito serve para a mulher ou para o homem, caso a família haja decido que ele é quem cuidará da criança. No Brasil, a Volvo oferece seis meses de licença maternidade, mais um de férias e sempre procura encontrar alternativas para que as mães fiquem mais tempo com as crianças, trabalhando de forma remota, via internet, por exemplo. “Já tivemos casos de funcionárias que ficaram mais de um ano fora da empresa”, completa Morassutti.

 

Fonte: http://www.canalrh.com.br/Mundos/beneficios_artigo.asp?o={41505A28-9B12-46BF-96B9-95C2459AB9FA}





Volvo expõe carro elétrico batido em Detroit

14 01 2011
por Carlos Merigo { 16 horas atrás } 0

Volvo C30

A Volvo, desde muito tempo, é considerada a “mamãe” das fabricantes de automóveis. Referência de segurança quando se fala de carro, afinal, eles é que inventaram o cinto de três pontos.

Essa semana, no Detroit Auto Show 2011, a marca resolveu mostrar como o seu modelo elétrico, E30, mantém as baterias de alta voltagem e cabos intactatos depois de uma colisão.

Ou seja, nada de choques, pelo menos se for em uma batida a 60 km/h, que o caso exposto no salão.

A era de automóveis elétricos vai acabar com os carros explodindo no cinema, e desse jeito nem bandidos eletrocutados depois de uma perseguição vamos poder ver.

Volvo C30

Via: Engadget

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br/advertising/volvo-expoe-carro-eletrico-batido-em-detroit/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+brainstorm9+%28Brainstorm+%239%29

 





Montadoras apostam na China e exibem 990 veículos em salão

23 04 2010

País com crescimento mais expressivo nos últimos anos e destaque entre os emergentes, a China atrai os olhos dos apaixonados por carros durante as próximas semanas. O salão do automóvel chinês, aberto nesta sexta-feira, em Pequim, vai até 2 de maio, com marcas do mundo todo, como General Motors, Volkswagen, Hyundai, Mercedes, Audi e Daimler.

Ao todo, são 990 unidades exibidas no salão, entre motos, carros, minivans, caminhões. Só a Toyota exibirá 50 veículos, como o híbrido Prius. “Com essa intensidade na participação, a Toyota mostra a consideração que tem pelo mercado chinês”, disse um executivo da empresa.

A Geely, que ganhou notoriedade mundial ao fechar um acordo com a Ford para a compra da marca Volvo, vai para o salão com um portfólio de 55 modelos, sendo 11 novidades. A empresa tem expectativa de vender 400 mil unidades durante os dias de evento.

Satisfeita com o crescimento de 1.000% desde sua chegada na China, a Bentley vai lançar dois modelos de carros luxuosos exclusivos para país asiático. O Continental GT Design Series China e o Continental Flying Spur Speed China serão exibidos ao público no evento.

A China, que cerca de 15 anos atrás não tinha um número expressivo de veículos particulares, hoje é um dos mercados mais aquecidos para o setor. Além das empresas internacionais, marcas nacionais, como a Geely, ganham espaço, tanto no país asiático como no mundo.

O mercado automotivo na China cresceu 45% em 2009, ano que a crise financeira segurou as rédeas do consumo no mundo. Foram comercializados ali 13,6 milhões de unidades, frente a 10,5 milhões vendidos nos Estados Unidos.

AP
Salão do carro chinês tem 990 unidades exibidas e marcas de todo o mundo


Fonte: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201004231320_ASP_78915205






Ford aumenta vendas e ganha participação no mercado

18 11 2009

Da France Presse

WASHINGTON, EUA, 3 Nov 2009 (AFP)

A montadora americana Ford anunciou nesta terça-feira uma alta de 3,1% em um ano em suas vendas de unidades novas nos Estados Unidos em outubro, uma recuperação depois da queda de setembro.

A Ford estimou, em um comunicado, que sua participação no mercado superou os 15% em outubro, um avanço em um ano e o mais elevado nos nove primeiros meses de 2009.

“A demanda dos consumidores pelos novos modelos sustentou os ganhos de cota do mercado da Ford”, comentou seu vice-presidente, Ken Czubay.

“Oitenta por cento de nossas vendas em outubro provém de nossos novos modelos 2010″, acrescentou.

Na véspera, a agência de classificação financeira Moody’s elevou em um grau a nota da montadora Ford, que passou a B3, assinalando os avanços de rentabilidade conquistados depois da publicação de resultados considerados muito melhores que o esperado.

“Este aumento reflete os importantes progressos que a Ford continua fazendo para reforçar sua oferta de produtos, mantendo liquidez substancial em seus balanços”, diz a Moody’s em comunicado.

A Ford também anunciou na segunda-feira um lucro líquido de 997 milhões de dólares e um resultado operacional de 1,1 bilhão no terceiro trimestre, seu primeiro superávit desde o começo de 2008.

No terceiro trimestre do ano passado, o grupo havia registrado perda de 161 milhões de dólares, segundo comunicado da empresa.

Os resultados anunciados hoje são muito superiores às expectativas do mercado, que antecipava uma perda líquida de 12 centavos por ação. A Ford registrou, na realidade, um lucro de 26 centavos por ação.

A Ford informou que seus carros das marcas Ford, Lincoln, Mercury e Volvo venderam 136.920 unidades no mês passado.

É “um pequeno milagre” para a única montadora americana que se salvou da quebra este ano, considerou o analista Douglas McIntyre no site 247WallSt.com. “Ninguém acreditava que a Ford pudesse ganhar dinheiro na América do Norte, exceto a própria Ford”, afirmou.

Foi justamente na América do Norte, que a Ford registrou um resultado operacional sem os impostos de 357 milhões de dólares – o primeiro resultado positivo desde o primeiro trimestre de 2005.

Os bons resultados devem-se a uma melhora das vendas, em particular nos Estados Unidos, assim como a uma importante redução dos custos. Esta redução foi de um bilhão de dólares para totalizar 4,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano. A cifra é superior aos objetivos do grupo (4 bilhões de dólares).

O volume de negócios foi, no terceiro trimestre, de 30,9 bilhões de dólares.

As cifras foram impulsionadas, em parte, devido às reduções de postos de trabalho mas, também, graças a uma popular medida do governo de estímulo às vendas, o programa chamado de “dinheiro por sucata”.

Já a General Motors anunciou que sua cota no mercado “aumentou pelo terceiro mês consecutivo, chegando a 21% do total de veículos leves”.

A GM vendeu 177.603 veículos no mês passado, um avanço de 4,1% em 12 meses, mas que ficou abaixo da previsão divulgada no site especilizado Edmunds.com (+5,7%).

Chrysler vendeu 65.803 unidades em outubro, o que significa um avanço de 6% em relação a setembro, mas é também uma queda de 30% em 12 meses.

“O Grupo Chrysler aposta na retomada das vendas em novembro e dezembro, meses tradicionalmente bons para a venta de ‘SUV’, e nossa marca Jeep oferece os melhores”.

A nova Chrysler emergiu da concordata este ano com a participação da italiana Fiat e o apoio dos governos de Estados Unidos e Canadá.

O grupo anunciou que oferecerá financiamentos com 0% de juros em novembro, além de outros incentivos.

Em setembro, as vendas da GM caíram 20% e as da Chrysler, 42%.

Equipe Rh Automotive








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