Veja dicas de segurança para antes e durante a viagem

20 04 2011
lentidão imigrantes (Foto: André Lessa/AE)
Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo
(Foto: André Lessa/AE)

O feriado prolongado vai começar sob a sombra dos números registrados nas estradas federais no último carnaval, quando 213 pessoas morreram, um aumento de 47,9% em relação ao mesmo feriado de 2010, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na época, a coordenação da PRF atribuiu o alto número à falta de educação dos motoristas.

Para especialistas, além da condução responsável, outros dois elementos podem evitar acidentes: “A manutenção do carro, a pessoa que vai conduzir o veículo e a direção preventiva são os três fatores essenciais para uma viagem segura”, afirma César Urnhani, que dá aulas de pilotagem pela BMW. O G1 ouviu este e outros cinco especialistas e reúne abaixo dicas para antes e durante o percurso.

ANTES DE PEGAR A ESTRADA

- Situação do local de destino

Urnhani ressalta a importância de verificar a previsão do tempo no local de destino e as condições da estrada. “Isso já faz o motorista se lembrar da manutenção do carro. Se ele for enfrentar chuva ou neblina, ele sabe que vai ter que checar o limpador de pára-brisa, as lâmpadas e os pneus”, afirma.

Manutenção preventiva deve ser feita antes das
viagens (Foto: Reprodução/TV Globo)

- O que checar no veículo
Marcelo Alves, professor de engenharia mecânica da Poli, aponta a calibragem dos pneus, o nível de óleo do motor e do fluído de freios, a água do radiador, o funcionamento das lâmpadas e o estado e calibragem dos pneus como os principais itens que o motorista deve checar, ainda que o faça no posto de gasolina pouco antes de pegar a estrada.

Edson Esteves, professor do curso de Engenharia Mecânica Automobilística da Fundação Educacional Inaciana (FEI), lembra que carros com direção hidráulica têm óleo de direção e os automóveis automáticos precisam de óleo de transmissão, que também devem ser verificados antes das viagens.

- Calibragem
Levar o manual do veículo é tão importante quanto a bagagem, dizem os especialistas: ele informa, por exemplo, a calibragem correta dos pneus, de acordo com o peso do carro e a quantidade de passageiros. O engenheiro Nilton Monteiro, diretor-executivo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), diz que, se o proprietário não tiver o manual, “a recomendação genérica é de 30 libras em cada um dos pneus”. Ainda em caso de ausência das orientações oficiais, ele recomenda acrescentar mais duas libras nos pneus traseiros, se o carro estiver muito cheio.

- O carro também ‘fala’
Segundo Esteves, da FEI, o veículo se ‘comunica’ com o motorista: “Se a pessoa está acostumada com o veículo e ele começar a fazer barulhos estranhos cuja origem ela não consegue identificar, o mecânico é a única solução”. Monteiro, da AEA, dá um exemplo: caso o motorista escute um assobio agudo ao frear, é sinal de que as pastilhas não estão boas.

- Carro alugado
Segundo Marcelo Alves, da Poli, é preciso cuidado também com carros alugados. “O motorista precisa checar os itens obrigatórios, verificar as luzes estão funcionando e dar uma olhada embaixo do carro para ver se há algum vazamento. Também nunca se deve alugar um carro com pneus carecas”, ensina.

Cadeirinha 2 (Foto: Letícia Macedo/ G1)
Cadeirinhas para transporte de crianças
(Foto: Letícia Macedo/ G1)

- Cadeirinha
Desde setembro passado, é obrigatório transportar crianças até 7 anos e meio em cadeirinha ou dispositivo equivalente à idade/altura (bebê-conforto, assento de elevação) em veículos de passeio.

Carros que tenham somente cinto de segurança abdominal (de dois pontos) no banco de trás poderão transportar crianças de até 10 anos na frente, com a cadeirinha ou equipamento mais adequado à idade/altura, ou no banco de trás, sem assento de elevação, no caso das que tenham a partir de 4 anos. Veja mais dicas sobre o dispositivo ideal. A lei não se aplica para transporte coletivo e táxis.


NA ESTRADA

- Cinto de segurança
“Não seja simpático com os passageiros: só dê a partida quando todos estiverem com os cintos de segurança”, afirma Felício Félix, do Cesvi Brasil. Segundo ele, a responsabilidade sobre a segurança das pessoas que estão dentro do carro é de quem o dirige.

- Ultrapassagem
É comum nas estradas de mão dupla o motorista ficar muito próximo de um caminhão que está na sua frente e jogar o carro para a outra pista na tentativa de fazer uma ultrapassagem. “Isso está totalmente errado e prova que as pessoas não sabem como fazer uma ultrapassagem desse tipo”, afirma Urnhani, da BMW. Segundo o piloto, o ideal é se distanciar do veículo que está à frente.

Desta forma, o motorista amplia seu campo de visão, principalmente da pista contrária. “Ele também poderá acelerar na sua faixa por mais tempo, para ficar o mínimo possível na contramão e conseguir fazer a ultrapassagem”, explica. Urnhani lembra ainda que “não precisa acelerar com tudo e dar farol alto quando alguém estiver na sua frente na faixa da esquerda”.

Quando o motorista for utilizar essa faixa para fazer uma ultrapassagem, basta estar com o farol baixo ligado e fazer leves movimentos com o carro. De acordo com o piloto, o motorista que está à frente vai perceber os sinais pelo retrovisor.

Segundo o Código Nacional de Trânsito, é infração impossibilitar a ultrapassagem de alguém. “Às vezes o motorista faz isso achando que está certo porque não está acima da velocidade permitida de uma estrada”, lembra Urnhani. Dar seta para a direita o quanto antes é uma maneira de “acalmar” o motorista que vem atrás, ensina. “Isso já vai deixá-lo ciente de que vai ter sua passagem liberada”.

chuva e neblina (Foto: G1/Globo News)Chuva e neblina exigem atenção
(Foto: G1/Globo News)

- Chuva e neblina
Segundo o tenente Moacir Mathias do Nascimento, porta-voz do policiamento rodoviário da Polícia Militar de São Paulo, “o motorista precisa diminuir a velocidade e manter o farol baixo ligado em situações de chuva, neblina e vento forte”.

Urnhani lembra que chuvas fortes podem formar grandes poças na estrada, gerando risco de aquaplanagem, quando o carro perde o contato com o solo. Segundo ele, nesse tipo de situação, o motorista precisa ficar atento ao carro da frente e verificar o rastro que o pneu deixa na água. “Caso essa marca feche muito rápido, é sinal de que a poça é profunda e ajuda o motorista a se preparar a avaliar se ele consegue ou não passar por ali.”

- Acostamento
O tenente Nascimento alerta que “o uso do acostamento é exclusivo para emergências, que podem ser do carro, do motorista ou de algum ocupante”. Também é permitido parar no acostamento para ajudar alguém. Mas parar nessa faixa sem necessidade, além de gerar multa, pode resultar em acidente.

Se houver necessidade de usar o acostamento, o policial aconselha o motorista a colocar o triângulo de sinalização a 20 metros do carro, no mínimo: “Isso faz com que o veículo que esteja na estrada consiga escapar com antecedência.” Urnhani ressalta que, uma vez no acostamento, o motorista e os ocupantes devem procurar algum lugar seguro para ficar. “Eles podem se proteger atrás de um guard-rail ou de alguma mureta de concreto”, indica.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/04/veja-dicas-de-seguranca-para-antes-e-durante-viagem.html





Proteja sua energia no trabalho

9 12 2010

Brigas com o chefe, medo de perder o emprego e excesso de tarefas minam sua energia. Saiba como agir para não se sentir um trapo no fim do expediente

 

Crédito: Raul Junior
 - Crédito: Raul Junior

No cotidiano do escritório, algumas situações podem acabar com a produtividade, a criatividade e a motivação. E pior: colocam em risco sua saúde. Enfrentar um ambiente inseguro, estar sobrecarregado de trabalho ou ter brigas constantes com o chefe minam sua energia. Se o clima ruim se prolonga e o mau humor é parte do dia a dia na empresa, você tem um problema. Saiba quais são os principais “sugadores” de energia e descubra como lidar com eles. Acredite, há como se proteger.

INSEGURANÇA
SINTOMAS: Queda de produtividade e motivação. “Quem está inseguro não se concentra e desenvolve apatia e depressão”, diz Guilherme Falchi, sóciodiretor da consultoria Hera Brasil. Esses fatores levam ao presenteísmo — quando o profissional está no escritório, porém seu rendimento é baixo —, pois a pessoa está mais preocupada com a manutenção do emprego do que com a qualidade do que faz.
COMO SAIR DESSA: Converse com os colegas e avalie o ambiente para entender se a insegurança é real ou uma paranoia. Se a instabilidade existir, a melhor saída é não se deixar afetar pelo clima ruim. Concentrando-se em seu trabalho, você fica bem com o chefe e rende mais.

SOBRECARGA DE TRABALHO
SINTOMAS: Nervosismo, irritabilidade e insônia. Uma bomba-relógio de estresse que desencadeia doenças cardíacas e gastrointestinais. Os danos para a saúde se refletem em baixa produtividade e falta de criatividade.
COMO SAIR DESSA: Roberto Heloani, professor de gestão, da FGV-SP, dá a dica: “Mostre para seu chefe que você também tem limites”. Não deixe de conversar com seu superior para negociar a diminuição da sobrecarga, estabelecer prazos realistas e priorizar as atividades a serem concluídas. Fora do escritório, praticar um esporte três vezes por semana vai fazer uma grande diferença para sua qualidade de vida.

SENTIR-SE DESVALORIZADO
SINTOMAS: Baixa na autoestima e insatisfação com a empresa. Isso acontece quando você faz um ótimo trabalho e não recebe o devido reconhecimento.
COMO SAIR DESSA: Nas reuniões de feedback, mostre para seu chefe os projetos dos quais você se orgulha de ter realizado e pergunte se você mereceria ser premiado por isso. Descubra com seu gestor o que é necessário fazer para ter uma bonificação. Aos líderes, um conselho: pequenas atitudes ajudam a equipe a se sentir recompensada. Elogios sinceros e um café da manhã para comemorar o cumprimento de metas estimulam o time. Parece besteira, mas faz uma grande diferença.

CONFLITOS COM CHEFE OU COLEGAS
SINTOMAS: Isolamento, irritabilidade, estresse alto e depressão.
COMO SAIR DESSA: Ana Maria Rossi, presidente da Isma-Brasil, aconselha: “Nunca leve para o lado pessoal”. O ideal é avaliar friamente a situação para entender qual é a gravidade do conflito. Você se sentiu exageradamente traído ou sua insatisfação tem fundamento? Se achar que tem razão, converse sobre a situação com o colega de trabalho que o magoou. Ficar remoendo o problema vai minar ainda mais sua energia. Os conflitos continuam? Procure ajuda para resolvê-los. Fale com seu chefe ou com uma pessoa de confiança dentro da empresa.

ESTAR NO CARGO OU EMPRESA ERRADA
SINTOMAS: Falta de significado no trabalho. Se os valores da empresa não batem com os seus, surge um conflito interno entre o que você gostaria de fazer e o que precisa fazer para garantir sua sobrevivência. “Isso prejudica a saúde mental e física de uma pessoa”, diz Tânia Casado, professora de gestão de pessoas, da FIA.
COMO SAIR DESSA: Converse com a liderança ou com o RH para uma eventual realocação. Buscar uma atividade que o interesse em outra área pode ser a solução. Se o problema for com a cultura da empresa, não tem jeito. O ideal é mudar de emprego e encontrar um lugar que tenha valores semelhantes aos seus.

 

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/proteja-sua-energia-trabalho-584530.shtml





Gerações apresentam diferentes perspectivas e metas profissionais

16 11 2010

Nos últimos 50 anos, o intervalo entre uma geração e outra ficou mais curto. Isso significa que pessoas de diferentes idades estão convivendo cada vez mais seja em casa ou no trabalho. Entenda como pensa cada grupo de idade.

Fábio Turci São Paulo, SP

“Durante muitas décadas, definiu-se geração como sendo aquela que sucedeu a seus pais. Portanto, se calculava como sendo uma geração o tempo de 25 anos”, diz o educador Mário Sérgio Cortella.

“A questão é que, nos últimos 50 anos, nós tivemos uma aceleração do tempo, do modo de fazer as coisas, do jeito de produzir. A tecnologia é decisiva para criar marcas de tempo”, completa Cortella.

O intervalo entre uma geração e outra ficou mais curto. Hoje, já se pode falar em uma nova geração a cada dez anos. Isso significa que mais pessoas diferentes estão convivendo em casa, na escola, no mercado de trabalho.

Para conhecer as gerações que, hoje, são colegas de trabalho, nós agora vamos voltar na linha do tempo. Nos acontecimentos de cada época, está a chave pra entender a cabeça de cada geração.

Chegamos à metade dos anos 40. Terminou a Segunda Guerra Mundial, e nasceu uma geração. Nos Estados Unidos, com a volta dos soldados para casa, muitas mulheres engravidaram. Houve um “boom” de bebês. Por isso, a geração que aí começou é chamada de “baby boomers”. “Uma geração que disse ‘eu não quero mais a guerra, eu quero a paz, eu quero o amor’”, afirma Eline Kullock, presidente do Grupo Foco.

No Brasil, o termo também é usado para quem nasceu naquela época. Os “baby boomers” eram jovens quando começou a ditadura. Essa é a geração que lutou contra os militares, a geração da Jovem Guarda, da Bossa Nova, do Tropicalismo, do rock ´n´ roll e dos festivais aqui e lá fora.

“A ideia da geração ‘baby boomer’ foi construir uma carreira que fosse sólida, na qual a gente tivesse uma fidelização ao trabalho. Uma carreira que nos realizasse, e não necessariamente nos oferecesse apenas um aporte material”, afirma Cortella.

“Eu sou um clássico ‘baby boomer’, com 64 anos. A geração minha era preocupada com o dever, a segurança, em permanecer muito tempo numa empresa”, diz Milton Pereira, diretor de desenvolvimento humano da Serasa Experian. “Essas pessoas são provavelmente as que estão em posições de presidência, de chefia, de diretoria. Os seus pais os ensinaram a chamar de senhor e senhora, ou a pedir a bênção, a ter com os mais velhos uma figura de autoridade”, afirma Eline.

Regime militar no Brasil. Segunda metade dos anos 60. Década de 70. O Brasil vivia censurado pela Ditadura, mas um pouco depois, na década de 80, eram jovens e assistiam às Diretas Já. É a geração X.

Quem é da geração X conheceu a Aids e ficou com medo dela, que levou Cazuza. Pintou a cara para derrubar o presidente. Viu a tecnologia entrar de vez em casa. Pagou com cruzeiro, cruzado, cruzado novo.

“Teve um componente de ‘deixa eu trabalhar mais, para ganhar mais dinheiro’. Ele é apegado a títulos, apegado a cargos, gosta de deixar claro a posição em que está, porque, para ele, é mérito de muito esforço que ele teve”, diz Renato Trindade, presidente da Bridge Research.

“Aqui na empresa mesmo, eu sou da geração X. É uma geração que tem um pouco mais de resistência à tecnologia, não tem esse afã, por exemplo, de buscar inovação e estar sempre conectada à inovação, e tem algumas resistências até na própria forma de trabalhar”, explica Alessandro Lima, CEO da E.Life.

A geração seguinte cresceu num país que já era uma democracia e uma economia aberta. Nos anos 90, o Brasil foi melhorando e sendo respeitado depois do plano Real, e a internet abriu as portas do mundo para a geração Y.

“Esse é um profissional mais voltado para ele, para o prazer. Ele não quer um trabalho sisudo, um trabalho fechado. Ele não quer um chefe que diga para ele somente o que ele deve fazer, ele quer participar”, diz Eline.

“Ele quer uma evolução mais imediata, ele é impulsivo, impaciente, então ele quer subir na carreira, mesmo que seja de pequenos passos, ele quer subir frequentemente, constantemente e rapidamente”, afirma Trindade.

Exatamente como a parceira de negócios Rose Russowski. Em dois anos e meio de empresa, duas promoções. E pensa que ela está satisfeita? Após um ano na mesma posição, Rose diz: “Já é tempo suficiente, já conhece bastante, já tô bem acostumada, está na hora de outra vir”.

Roberta Rossatti, 28, é outra legítima mulher da geração Y. Inquieta até quando está num bom emprego. “Eu tenho a mania de olhar para fora, de olhar para o mercado e saber o que as outras pessoas estão fazendo”, diz. É por isso que ela é fã de Ronaldo, o fenômeno. Com 17 anos, o jogador foi para a Europa. “O cara que larga tudo e vai atrás do sonho, enfim, foi para uma série de países, mas que teve um começo muito humilde”, completa.

Nem o pai dela, que é corintiano, admira tanto o Ronaldo. Na verdade, o aposentado Eliseu Rossatti é fã mesmo de um palmeirense. O goleiro Marcos já defendeu o Palmeiras em mais de 500 jogos, mais ou menos como Eliseu, um “baby boomer” que teve só três empregos a vida inteira. No último, ficou 20 anos.

“Estabilidade é a coisa mais importante que tem. Eu vesti uma camisa. Então, quando você veste uma camisa, você vai lutar por ela. Meu sistema era esse, que a gente levantou essa companhia”, diz Eliseu. Já a filha está no terceiro emprego em dois anos.

Eliseu diz que se sentiria mal indo para a concorrência. “Mal? Eu fui para a concorrência três vezes! Eu sempre vou para a concorrência. Agora eu tô me sentindo mal”, responde Roberta, a filha.

Se as diferenças são tão evidentes dentro de casa, imagine então nas empresas, onde estão em jogo carreiras, estratégias, dinheiro. “Quando as três se encontram no mercado de trabalho, dá um nó danado, porque um não sabe que o outro tem um modelo mental diferente, tem uma cabeça diferente, porque teve uma história e uma educação diferente”, explica Eline.

 

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/11/geracoes-apresentam-diferentes-perspectivas-e-metas-profissionais.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis





NOVA LEI – Cadeirinhas no carro

16 09 2010

Idade, peso ou altura? Especialistas dizem o que considerar na cadeirinha

Para o Inmetro, conforto da criança vale mais na escolha do equipamento.
No caso de usar ou não assento de elevação, altura é determinante.

Luciana de Oliveira
Do G1, em São Paulo

Crianças com menos de 1,45 m de altura devem
usar assento elevado (Foto: Reprodução/TV Globo)

assento de elevação cadeirinha

O que vale mais na hora de escolher a cadeirinha certa: a idade da criança, o peso ou a altura? A dúvida é uma das mais enviadas por internautas ao G1 desde o início da obrigatoriedade do equipamento em carros de passeio, no último dia 1º. Segundo especialistas, o conforto da criança é o que deve contar mais, sobretudo para decidir se já é o momento de mudar ou não de equipamento.

Somento no caso do uso do assento de elevação é que a altura se torna determinante: crianças que ainda não tenham 1,45 m não devem dispensar o dispositivo.

A regra do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre cadeirinhas utiliza faixas etárias para indicar o equipamento mais adequado:
- bebê conforto deve ser usado por crianças de até 1 ano;
- cadeirinha deve ser usada de 1 a 4 anos;
- assento de elevação é para crianças de 4 a 7 anos e meio;
- banco de trás, só com cinto de segurança, é indicado às que têm de 7 anos e meio a 10 anos, com 1,45 m de altura, no mínimo.

O Inmetro, ao certificar os produtos, dividiu-os em grupos de acordo com o peso, altura e idade:
- grupo 0: crianças de até 10 kg, 0,72 m de altura, 9 meses
- grupo 0+: até 13kg, 0,80 m de altura, 12 meses
- grupo 1: de 9 kg a 18 kg, 1m de altura, 32 meses
- grupo 2: de 15 kg a 25 kg, 1,15 m de altura, 60 meses
- grupo 3: de 22kg a 36 kg, 1,30 m de altura, 90 meses

“Essa é uma classificação mundial. Mas os pais devem usar o bom senso”, explica Gustavo Kuster, gerente da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro. Ele pondera que a indicação do peso máximo não significa que, ao usar um equipamento, pesando mais do que indica o fabricante, a criança terá menos segurança. “Se ela ainda cabe naquele dispositivo, está confortável, com o cinto bem preso, pode continuar nele”.

Segundo Kuster, na hora de escolher a cadeirinha, os pais devem considerar que há produtos que abrangem mais de um grupo. “Existem cadeirinhas certificadas que comportam de 0 kg a 25 kg, por exemplo. Outras duram praticamente todo o tempo em que a criança vai precisar usar  dispositivo de retenção”. O especialista em segurança veicular Celso Arruda, da Unicamp, diz que o ideal para escolher a cadeirinha é levar a criança e o carro à loja, testando o produto em ambos para ver qual é o mais adequado.

bebê confortoNo bebê conforto, criança deve ficar voltada para
a traseira do carro (Foto: Reprodução/TV Globo)

Do bebê conforto para a cadeirinha
O mesmo critério deve ser considerado para decidir se é o momento de passar a criança para o equipamento indicado às maiores. A hora de trocar o bebê conforto pela cadeirinha preocupa especialmente os pais. Em mensagem enviada ao G1, Shirley Araújo conta que tem um filho de 4 meses que já está grande para o bebê conforto. Mas ela questiona se, ao colocá-lo na cadeirinha, ele não estará menos seguro, por passar a ser transportado de frente, e não de costas.

“A orientação de levar o bebê conforto voltado para a traseira do carro, diferente da cadeirinha, é devido à composição do corpo do recém-nascido”, explica Arruda, da Unicamp. “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo. Nessa posição, ele fica mais protegido. Com o tempo, o corpo adquire uma harmonia e não é mais necessário levá-lo de costas no carro. Se a criança está grande para o bebê conforto, já pode ir para a cadeirinha.”

Do assento para uso só do cinto
Já no momento de dispensar o assento de elevação, é fundamental considerar a altura: crianças com menos de 1,45 m, independente do peso, não devem usar apenas o cinto de segurança, mesmo que tenham mais do que os 7,5 anos previstos na resolução do Contran. Isso porque o assento serve para que a criança use com segurança o cinto de três pontos, que passa pelo peito. “Se ela ainda não tiver altura suficiente e quiser continuar usando inclusive a cadeirinha completa, sem dispensar o encosto, ainda que tenha mais de 4 anos ou mais de 36 kg, tudo bem. Desde que esteja confortável”, afirma Kuster, do Inmetro.

No caso de veículos antigos, que tenham apenas cintos de dois pontos (abdominal) no banco de trás, o Contran alterou a regra, permitindo que crianças a partir de 4 anos dispensem o uso do assento de elevação, já que o cinto não passa pelo peito.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/09/idade-peso-ou-altura-especialistas-dizem-o-que-considerar-na-cadeirinha.html





Entenda as causas do medo de dirigir e saiba como superá-lo

15 06 2010

Pânico ao volante pode virar doença se não for enfrentado.
Sensação de independência é um dos motivos que assustam.

Priscila Dal Poggetto
Do G1, em São Paulo

Se você perguntar a um amigo, parente ou conhecido, certamente perceberá que poucas fobias são tão comuns nos dias de hoje quanto o medo de dirigir. Não é raro encontrar um motorista habilitado que usa a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) apenas como documento de identidade ou CPF. Dirigir? Nem pensar. E os sintomas mais comuns desse pânico são pernas bambas, suor excessivo e mãos trêmulas – reações semelhantes a de qualquer situação de extremo estresse ou medo intenso.

Vanessa parou de dirigir há oito anos, mas agora pensa em  encarar a autoescola novamenteVanessa parou de dirigir há oito anos, mas agora pensa em encarar a autoescola novamente. (Foto: Raul Zito/G1)

De acordo com a psicóloga Regiane Garcia Rodrigues, a ciência define a aversão ao volante de duas formas. Uma delas é a insegurança causada diante da sensação de independência ao conduzir um automóvel. A outra é a consequência de um trauma, especialmente decorrente de algum acidente de trânsito gravado na memória.

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“A gente faz uma análise simbólica. O medo de dirigir é, na verdade, o medo da própria vida”, considera Regiane. Segundo a especialista, tanto homens quanto mulheres podem manifestar medos à direção. No entanto, são as mulheres que mais sofrem desse tipo de pavor. “Se for analisar pelo universo feminino, além da insegurança, ela não é tão interessada por carros quanto os homens, apesar de hoje isso ter mudado bastante”, observa.

O casamento também pode influenciar o medo de dirigir por parte do público feminino.

O casamento, de acordo com a psicóloga, também pode influenciar o medo de dirigir por parte do público feminino. “Há muitas mulheres casadas que o marido quer comprar o carro, mas elas não aceitam por não conseguir dirigir. No fundo, ela não dirige porque o marido a leva para os lugares, vai buscar e, assim, está sempre por perto. Nesse caso, a mulher tem receio de que o marido se distancie dela”, ressalta Regiane.

A instrutora de autoescola Cintia Guilhen, que oferece aulas particulares para pessoas com o pânico, conta que já teve aluna que pediu o divórcio depois que superou o medo e começou a dirigir. “Essa pessoa fez dez aulas. Passado um mês, ela parou na minha frente com um carrão para contar que não tinha mais pânico, e que foi para o Paraná dirigindo. Até se separou do marido”, relembra.

Traumas
Sobre o medo causado por traumas, a psicóloga afirma que são casos mais raros. A estudante de Direito Vanessa Vilches Gomes da Fonseca tem 29 anos e há oito parou de dirigir depois de quase sofrer um acidente. “Estava numa lotação que perdeu o freio. Isso aconteceu logo depois que eu tirei a carta e fiquei com muito medo de velocidade depois de um tempo”, conta Vanessa.

Ela chegou a comprar um carro, mesmo assim, não conseguiu dirigir. “Acabei vendendo. Eu começo a passar mal, suo muito. Tenho medo de passar ao lado dos carros ou de machucar alguém”, afirma. Vanessa, que conseguiu tirar tranquilamente a CNH, agora pensa em voltar às aulas na autoescola. “Vou aproveitar as férias na faculdade.”

Quando o medo vira doença
Pânico é como a microempresária Elisabete Mantuan, de 54 anos, define o que sente ao entrar em um carro. Desde a adolescência ela se sente insegura, mesmo como passageira. “Já tenho pavor de andar com alguém dirigindo, sinto muita insegurança. Qualquer encostadinha, fico apavorada, suada”, conta.

O problema do medo é quando ele te paralisa, aí ele se torna patológico”
Regiane Garcia, psicóloga

A microempresária nunca sofreu acidente de carro. Mesmo assim, sofre a cada manobra que o marido faz. “Sou casada há 30 anos e toda vez que saímos fico apavorada. Parece que eu estou ali, dirigindo.”

Na tentativa de enfrentar o medo, ela tentou tirar a carteira de motorista. “Quando tentei, nas aulas, eu tirava a mão do volante e colocava na cabeça. Aí desisti, pelo meu próprio bem e dos outros”, desabafa. Depois da tentativa frustrada, Elisabete desistiu. “Fiquei acomodada. Minha filha até tentou me animar. Agora, que estou mais velha, sinto falta de poder dirigir por depender muito dos outros, mas não tenho coragem”, diz a microempresária.

A psicóloga Regiane Garcia alerta que quando o medo paralisa a pessoa a ponto de não conseguir enfrentá-lo, é preciso tratá-lo. “O problema do medo é quando ele te paralisa, aí ele se torna patológico”, afirma Regiane. “Tive pacientes que mesmo com medo metiam a cara e iam dirigir, neste caso o medo não é patológico”, explica.

Regiane ressalta que o medo de dirigir pode esconder outras inseguranças. Por causa disso, a dificuldade para superar o problema é ainda maior.

Autoescola
Autoescola especializada está entre as opções
(Foto: Reprodução/TV Globo)

O que fazer
O primeiro passo para superar o pânico é acreditar em você mesmo. O conselho dado pelas especialistas pode parecer óbvio mas, na prática, a tarefa é difícil. Por esse motivo, terapia e aulas especiais são saídas para quem sofre ao pensar em dirigir.

“Hoje existem autoescolas que têm instrutor especializado em ajudar quem tem medo de dirigir. Vale a pena a pessoa fazer, mesmo aquelas que já tenham a habilitação”, recomenda Regiane. “A terapia pode ser uma saída se esse medo vier junto de outros medos. Pode até ser uma terapia breve, focada neste problema, mas vai abordar outros medos que podem paralisar a vida da pessoa”, explica.

Cintia Guilhen afirma que nada melhor do que uma boa conversa com o aluno. Em cada aula, de 50 minutos de duração, ela procura entender qual é o problema da pessoa e trabalha com foco nele. “Procuro motivar bastante, fazer a pessoa acreditar que ela pode”, diz. “A confiança em si mesmo você conquista no dia a dia”, afirma a instrutora.

Já para aqueles que na hora do exame prático sofrem com o frio na barriga, as especialistas recomendam respirar profundamente por três vezes — o exercício ajuda a diminuir a ansiedade em qualquer tipo de prova. E se a presença do avaliador intimidar imagine que no lugar dele está sentado um amigo. “Falo para os meus alunos, ‘pensa que sou eu lá. Imagine uma peruca loira na cabeça dele’.”

Superação
Muita insistência foi o que levou a professora Gloria Rita de Andrade, de 52 anos, a conquistar o volante. Ela tirou a carta de motorista, mas ficou muitos anos sem dirigir. Assim veio o medo. “Meu marido não deixava eu dirigir o carro dele, dizia que preferia pagar um táxi a pagar as batidas”, relembra Gloria. Apesar da postura do marido, foi a falta de incentivo que a fez superar a dificuldade. “Quando ele falou isso pensei: vou comprar um carro e ninguém vai poder falar nada”, comenta Gloria.

Pensei, quer saber de uma coisa, vou pegar o carro neste fim de semana sozinha”
Gloria de Andrade

Em 2006, após mais de vinte anos sem dirigir, ela adquiriu o tão sonhado veículo. “Comprei, e aí? O que eu ia fazer? Então entrei numa autoescola especializada em pessoa com medo de dirigir”, diz a professora. Dez aulas não foram suficientes e Gloria foi para uma autoescola comum. Também não resolveu.

Então, decidiu voltar para a autoescola especializada. Parou no meio do curso, ao se desentender com o instrutor. “Ele me levou para uma estrada em Itapecerica (São Paulo). Na hora, fiquei assustada com a ladeira. Ele que não devia estar em um dia bom, brigou comigo. Disse que eu tinha medo de tudo”, relembra rindo.

Mais uma vez sem incentivo, ela decidiu perder o medo sozinha. “Pensei, quer saber de uma coisa, vou pegar o carro neste fim de semana sozinha”, conta Gloria, que foi com o automóvel até a escola onde dá aula, para treinar. “Só pedi para o meu filho tirar o carro da garagem e deixar em um lugar fácil para sair.”

“Foi quando eu descobri que era melhor dirigir sozinha, porque se eu errasse ninguém iria ver”, concluiu. No começo, Gloria ainda tinha dificuldades, mas aos poucos se acalmou, domou os pensamentos e, finalmente, passou a dirigir sem medo. “Agora tive de vender o carro, mas não faz mal, depois compro outro. O pior já passou.”

http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/05/entenda-causas-do-medo-de-dirigir-e-saiba-como-supera-lo.html





Você está preparado para ter um chefe mais jovem do que você?

1 06 2010

por Julio Sergio Cardozo
Colaborador do Monster

Hoje pela manhã recebi o telefonema de um grande amigo que assumiu a presidência de importante grupo de varejo do país. Uma notícia que até então poderia ser comum se não fosse o fato dele atingir o topo com apenas 36 anos. Seu maior desafio, aliás, tem sido comandar uma equipe de executivos que já beiram os 45 ou mais.

“Logo que entrei enfrentei minha primeira prova de fogo. Um deles quis testar minha competência na hora de tomar uma decisão delicada”, confessou-me. Sua experiência, entretanto, não é e nem será a única. Cada vez mais cedo os profissionais vêm conquistando postos de comando, ao mesmo tempo em que parte da geração Y começa a experimentar o gostinho do poder. Dados da consultoria Hay Group apontam que no Brasil cerca de 20% de jovens com menos de 30 anos já ocupam cargos de chefia.

Fenômeno que vai impactar de forma irreversível a relação entre chefes e subordinados. Aí faço as seguintes perguntas: Será que um chefe jovem está preparado para liderar equipes mais velhas? Ou até que ponto um profissional com invejável bagagem no currículo aceita ser comandado por quem ainda não viu o filme todo?

Não há dúvidas que poucos terão a coragem de assumir o quanto se sentem desconfortáveis. Ouso dizer que embora muitos afirmem não ver problemas, eles serão velados, provocando atritos irreparáveis. Pode até rolar uma discreta sabotagem.

Lembro-me de outro amigo executivo – na época com quase 50 anos – que pediu demissão quando soube que o novo diretor da sua área tinha 17 anos a menos que ele. Mesmo sem ter para onde ir, preferiu largar um emprego bacana por temer futuros problemas.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Lens & Minarelli há alguns anos, envolvendo 250 executivos, mostrou que mais da metade já teve um chefe mais jovem. Desse total, 63,9% revelou ter enfrentado algum tipo de dificuldade de relacionamento.

Nada contra jovens talentos estarem assumindo posições de chefia, muito pelo contrário. Mas é preciso reconhecer que uma grande maioria não possui maturidade suficiente para lidar com situações de extremo grau de estresse, contam com uma carga emocional adversa e ansiedade à flor da pele que os impede ter discernimento do que é bom senso (nas clínicas de planejamento da vida há relatos de CEO jovens que se refugiam no banheiro para chorar de desespero!).

Entre as diversas credenciais necessárias para um verdadeiro líder está exatamente o bom senso adquirido por meio da experiência. O chefe jovem tem pouca milhagem e, portanto, alguns mostram uma visão equivocada do que é preciso decidir rápido. Já ouvi alguns talentos da geração Y dizer: “Os mais velhos são muito lentos para decidir, ficam remoendo o assunto e perdem o “timing” por conta disso”. Infelizmente, acabam confundindo rapidez com ponderação e não raro erram feio em suas decisões.

Claro que toda regra tem sua exceção. Quando encontramos chefes jovens dotados de grandes habilidades para tomar decisões, precisamos tirar o chapéu. A estrada é longa e o desafio para aqueles que estão experimentando o poder tão cedo consiste em ter coragem e humildade necessárias para entender que quanto mais se aprende menos se sabe.

A imaturidade leva à arrogância, autoritarismo, descontrole, insegurança, impaciência e competitividade exarcebada. Aspectos que precisam ser olhados com cuidado por quem está no início da vida profissional. Se você faz parte da geração Y precisa se preparar para ocupar cargo de chefia e comandar os mais velhos.

Já para quem acumula uma bela trajetória profissional, saiba lidar com esse novo cenário que desponta. Há pontos positivos de uma liderança jovem que somados à sabedoria de executivos tarimbados resultarão em um modelo de gestão equilibrado. Todos sairão ganhando.

Retirado de: http://www.monster.com.br/artigos/Voc%C3%AA-est%C3%A1-preparado-para-ter-um-chefe-mais-jovem-do-que-voc%C3%AA?/

CEO , Julio Cardozo
www.cardozo-group.com.





O Cachorrinho.

27 05 2010

Pessoal, me enviaram esse texto, que achei muito interessante, sobre gestão de pessoas e conflitos.

Abaixo do testo, inseri uma nota, que gostaria que trazer a reflexão de todos.

Segue o texto:

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes à venda.
“Entre 30 e 50 dólares”, respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
“Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?”
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou?
“O que é que há com ele?”
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.
O menino se animou e disse:
“Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!”
O dono da loja respondeu:
“Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente”.
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com seu dedo apontado, disse:
“Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total”.
O dono da loja contestou:
“Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
Aí, o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calça esquerda para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
“Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso”.

Dan Clark

Será que nós como gestores, realmente nos preocupamos com os membros integrantes de nosso time? Com suas dificuldades, conflitos, dilemas?

Muitas vezes é necessário que o ser humano, passe por uma dificuldade para que entenda o seu próximo. Essa é a cultura que vivemos hoje. Entretanto, se olhassemos ao nosso próximo, e principalmente dentro das organizações, para o profissional que compõe nosso time, com cuidado e zelo, muitos dessas dificuldades, conflitos e dilemas, seriam mais facilmente administradas.

Como você lida com as situações que surgem no dia a dia?
Como sua empresa lida com as mesmas situações?
Qual o melhor caminho para uma excelente gestão?

Jefferson Ricardo





Namoro entre funcionários não pode ser proibido, dizem advogados

15 04 2010

Este é um tema, que sempre causa muita mas muita polêmica. Até aonde a empresa pode interferir em nossos relacionamentos pessoais?
Como que é tratado esta situação em sua empresa?
O que você pensa a respeito?

Segue matéria retirada do G1.

Entretanto, beijo, abraço ou relação sexual no expediente dão justa causa. Funcionário que for dispensado por namorar colega pode pedir dano moral.

Gabriela Gasparin e Marta Cavallini Do G1, em São Paulo

O namoro entre funcionários não pode ser proibido pelas empresas, de acordo com advogados trabalhistas. Entretanto, beijos, abraços, demonstrações de carinhos mais explícitas ou relação sexual são proibidas durante o expediente – se um casal for flagrado pode ser demitido por justa causa.

Como os relacionamentos não podem ser impedidos formalmente (determinaçao registrada em manuais de procedimento, murais internos ou em contratos de trabalho), algumas empresas fazem a determinação de forma implícita – conversa informal entre chefe e subordinado.

Advogados ouvidos pelo G1 afirmam que proibir os relacionamentos amorosos pode ser caracterizado como discriminatório, além de ser inconstitucional, já que fere o direito à intimidade.

“A proibição extrapola o poder disciplinar do emprego. O que o empregador pode impedir são atos como beijos e carícias no ambiente de trabalho”, diz Eli Alves da Silva, presidente da Comissão de Direito Trabalhista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“O funcionário que for dispensado por namorar um colega de trabalho pode entrar com uma ação na Justiça e pedir indenização por dano moral”, explica a advogada trabalhista Juliana Borges.

Sobre a prática de algumas empresas transferirem o funcionário de departamento porque ele namora um colega daquele setor, a advogada afirma que o empregador não pode adotar esse procedimento com a alegação de que eles têm um relacionamento amoroso.

Já no caso daqueles que passam dos limites dentro da empresa, o advogado trabalhista Marcos César Amador Alves diz que a justificativa para mandar embora por justa causa é a chamada incontinência de conduta, prevista na legislação trabalhista, que significa tomar atitudes exageradas e que não condizem com o ambiente de trabalho, como é o caso de beijos, abraços ou até relação sexual.

‘Inevitável’

Além de não poder ser proibido, o relacionamento amoroso entre colegas do trabalho é inevitável, diz o professor do Instituto de Psicologia da USP, Ailton Amélio da Silva, especialista no assunto.

De acordo com ele, o motivo é que no trabalho as pessoas têm um grau de compatibilidade maior, já que gostam de coisas parecidas e têm níveis educacional e social equivalentes. Além disso, os colegas de trabalho ficam muito tempo juntos, saem para almoçar e acabam se conhecendo melhor. “As pessoas ficam todo dia repetindo as chances [de dar certo], uma hora a coisa rola”, diz.

O professor revela ainda que, geralmente, os relacionamentos entre colegas da empresa são mais criteriosos e têm maiores chances de evoluir. “Ninguém vai ficar com alguém do trabalho só por atração, já que terá de olhar na cara do outro no dia seguinte”, diz.

De acordo com pesquisas realizadas por ele, cerca de 40% dos namoros ocorrem entre pessoas que já se conhecem, o que inclui os romances iniciados na empresa.

Foi o que aconteceu com a administradora Karina Barbeta Ramos, de 27 anos, e o técnico de produção Adriano Kmita, de 28 anos. Os dois se conheceram há três anos, em uma obra da construtora para a qual trabalham até hoje, e começaram a namorar. Hoje são noivos e pretendem se casar no ano que vem.

“Éramos amigos e almoçávamos juntos. Um dia ele me chamou para ir ao cinema e acabou rolando”, revela Karina.

Kmita também tem sua versão da história. Ele conta que, depois de seis meses trabalhando com Karina, começou a olhar a colega “de um outro jeito”.

“É muito bom [namorar alguém do trabalho], não tenho o que reclamar. Todo mundo admira nosso relacionamento na empresa e nos perguntam como a gente não enjoa um do outro”, conta Kmita. Isso porque os dois tomam café juntos, almoçam juntos e, de vez em quando, ainda vão para a casa um do outro no final do dia. “É uma questão de costume”, diz Karina.

Etiqueta

O casal, porém, tomou todos os cuidados para que o namoro não interferisse ou prejudicasse o trabalho. Assim que perceberam que o relacionamento estava evoluindo, ambos avisaram os chefes. Como os dois trabalham em departamentos diferentes – ela no setor de suprimentos e ele no de obras -, não tiveram problemas. “Foi quando oficializamos tudo”, conta Kmita.

O casal afirma que não namora dentro da construtora e toma cuidado para evitar qualquer tipo de situação constrangedora. “Dentro da empresa somos colegas de trabalho e mantemos uma relação bem formal. Até nas festas da empresa a gente mantém a postura profissional”, revela Karina.

Bom senso

A postura do casal é a recomendada por especialistas de recursos humanos. Para Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, o namoro deve ficar para fora do local de trabalho. “Em hipótese nenhuma deve-se demonstrar qualquer forma de carinho. Na dúvida de como agir, vale o bom senso”, afirma.

Se mesmo assim o profissional ficar angustiado sobre o que fazer, Grinberg dá a dica para o funcionário levar a dúvida ao departamento de recursos humanos de uma forma hipotética, sem dizer que o caso está acontecendo com ele mesmo, já que cada empresa tem um procedimento.

Para Alessandra Tomelin, gerente de RH da empresa Vagas Tecnologia, cabe ao funcionário compreender a cultura da empresa e se posicionar de acordo com ela. “Quando o profissional entra na empresa ele tem que compreender quais são as regras”, diz.

Ela acredita, porém, que não há como evitar os relacionamentos. “Não faz sentido a empresa interferir tanto na vida do funcionário a ponto de ditar regra na vida pessoal dele”, diz.

Relação entre chefe e subordinado

De acordo com os especialistas, a grande polêmica ocorre quando a relação surge entre chefe e subordinado ou funcionários da mesma equipe, o que pode resultar em vantagens ou desvantagens para o casal.

A rede de supermercados Walmart, por exemplo, costuma transferir os funcionários de setor quando isso ocorre. ”Dependendo das funções, o relacionamento pode atrapalhar. Outros colegas podem se sentir menos atendidos pela chefia e achar que o outro tem tratamento diferenciado por ser namorado. Nesses casos, a empresa pode tomar a decisão de sugerir, para o bem comum, a transferência da pessoa”, disse o diretor de capital humano da empresa, Giovane Costa.

Costa afirmou, porém, que a empresa dá abertura para os funcionários, que se sentem confortáveis em falar sobre o assunto. “São 85 mil funcionários na empresa e, por isso, há muitos casos de relacionamentos. Sabemos que é normal”. Costa acredita que, com a evolução das mulheres no mercado de trabalho, casos de namoro entre funcionários têm se tornado cada vez mais comuns.





A mente apaga registros duplicados

18 11 2009

Por Airton Luiz Mendonça – (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio…. você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir – as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -…. enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a…

ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras… V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES

di fE rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE…

V I V A !!!!!!!!


Equipe Rh Automotive





Quando chega a hora de recomeçar

5 11 2009

“Quando uma porta se fecha, outra se abre; acontece que olhamos tanto tempo para a porta fechada que deixamos de ver aquela que se abriu.” Helen Keller

Não julgue sua situação atual como menos favorecida, aproveite o momento para repensar sobre sua carreira e objetivos que nesse momento quer seguir.

Por anos atuamos em cargos e exercemos funções que apenas nos recompensam financeiramente ou por algum motivo nos fez assumir tal compromisso. Mas no fundo, não nos realizam totalmente dando um prazer pleno em acordar todos os dias e ir ao trabalho.

Vivemos em um momento onde excelentes profissionais encontram-se no mercado de trabalho em busca de recolocação e outros vivem insatisfeitos em sua profissão.

Muitas pessoas não se dão o tempo necessário de analisar sua própria trajetória profissional através do próprio Curriculum Vitae por estarem tão focadas no trabalho e na correria ao qual vivemos.

É necessário em um determinado momento da carreira, analisar cada passagem profissional, repensar sobre as funções que exerceu, empresas por onde passou, segmentos de atuação, origem da empresa: se é americana, alemã, japonesa, brasileira, enfim. Quem sabe, esse momento não é um momento de fechar uma porta e abrir outra, fazer um novo recomeço?

Nunca é tarde para apostar em mudar a rota de sua carreira, aposte no seu potencial não usado, e o já adquirido até o momento e quem sabe você será a pessoa mais bem sucedida que sempre procurou se tornar diferente dos paradigmas impostos pela sua crença.

Sua auto realização profissional poderá ser encontrada não apenas em uma empresa multinacional reconhecida no mercado, ou uma outra qualquer mais também pode estar em entrar em uma sala de aula e dar um show a quem esta entrando no mercado de trabalho, poderá ser tornar um empreendedor de algo que sempre pensou em fazer mas o trabalho nunca lhe deu esse tempo, ou então se tornar um consultor pois seu relacionamento com o mercado de trabalho é vasto e poderá prestar serviços a outras empresas.

Nunca é tarde para recomeçar, aposte no seu potencial!

Fonte: http://www.rhcentral.com.br/artigos/artigo.asp?interesse=11&cod_tema=2555

Equipe Rh Automotive








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