Produção de veículos fecha semestre com alta de 19% e bate recorde

13 07 2010

Número de unidades fabricadas supera o de 2008, segundo Anfavea.
Exportações subiram 62,3% no semestre e acumulam US$ 5,73 bilhões.

Priscila Dal Poggetto Do G1, em São Paulo

A produção nacional de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) fechou o primeiro semestre do ano com crescimento de 19,1% em relação ao mesmo período de 2009, mostram números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgados nesta segunda-feira (12). O número de unidades fabricadas é recorde para o período: 1.753.201. A melhor marca anterior era do primeiro semestre de 2008, com 1,68 milhão de unidades. Entre janeiro e junho de 2009, foram produzidos 1,47 milhão de veículos.

Na comparação mensal, em junho foram fabricadas 306.350 unidades contra 322.547 em maio— queda de 5%. Apesar do resultado, o nível de produção de junho está acima do patamar de 300 mil unidades, o que é considerado positivo pela indústria. Em relação a junho de 2009, houve aumento de 7,7%.

“As montadoras tiveram de renovar os estoques e houve aumento nas exportações”, diz o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, sobre o aumento semestral da produção.

Na comparação mensal, o segmento de automóveis e comerciais leves registrou número 5,5% menor em junho, com 285.840 unidades fabricadas. O segmento de caminhões teve alta de 2,6%, para 16.166 unidades. Já o de ônibus teve crescimento de 0,5%, com 4.344 unidades produzidas.

No semestre, o segmento de automóveis e comerciais leves teve alta de 17% (1.639.998 unidades fabricadas), o de caminhões, de 66,8% (89.548), e o de ônibus, 42,3% (23.655).

Exportações sobem
Apesar da recuperação paulatina, as exportações seguem em crescimento, por causa da retomada de mercados externos tradicionalmente compradores de veículos brasileiros, como México, Argentina e Grupo Andino. Segundo a Anfavea, as vendas externas em valores subiram 62,3% no semestre, de US$ 3,53 bilhões de janeiro a junho de 2009 para US$ 5,73 bilhões neste ano.

Em unidades exportadas, o acumulado em seis meses é de 357.513, alta de 78,1% ao comparar com os 200.755 veículos vendidos entre janeiro e junho do ano passado.

Embora o crescimento seja alto, os números deste ano são vistos pela indústria com certa cautela. Isso porque o primeiro semestre de 2009 foi afetado pela crise, o que torna o patamar de comparação muito baixo. A preocupação da Anfavea é que o patamar de 2008, com US$ 6,895 bilhões na venda de 381,2 mil unidades, não foi atingido.

Para o presidente da entidade, o Brasil ainda precisa investir muito na competitividade no setor para aumentar os níveis de exportação. Segundo Belini, o nível que o país importa chegará a 18% das vendas, “o que representa que países como Argentina e México ainda vendem mais para o Brasil do que o Brasil para os mercados externos”.

No mês de junho, houve queda de 13,7% nas exportações, que somaram US$ 1,02 bilhão contra US$ 1,18 bilhão registrado em maio. O número de veículos exportados caiu 13,6% — de 73.793 unidades para 63.737.

Estoque
No mês passado, a indústria somou 88.445 unidades em estoque, o que representa dez dias de vendas. Nas concessionárias, o estoque estava em 26 dias, 230.394 unidades. Assim, no total, o setor possui 36 dias de vendas em estoque, com 318.839 veículos. Em maio, o volume representava 34 dias. De acordo com o presidente da Anfavea, o nível de estoque é regulador. “Essa quantidade possibilita atender o fluxo das lojas e as necessidades específicas de cada cliente.”

Empregos
A indústria automobilística nacional fechou o mês de junho com 130.968 pessoas empregadas diretamente. O nível é 0,9% superior ao do mês de maio, que terminou com 129.813 contratados. Em relação a junho de 2009, o nível de empregos no setor é 9,6% maior. Na época estavam empregadas pela indústria 119.511 pessoas.

Previsão de recorde
A aposta da Anfavea ainda é de recorde na produção anual, com base na previsão de crescimento do PIB brasileiro entre 7,3% e 7,5%.


http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/07/montadoras-fecham-semestre-com-crescimento-de-producao-de-19.html




Como abastecer seu carro com qualidade

16 04 2010

A qualidade dos combustíveis no país é uma preocupação para todos os brasileiros que possuem carro. A ANP (Agência Nacional de Petróleo), como todas as regulamentadoras, não fiscaliza de forma correta a qualidade dos combustíveis vendidos nos postos de gasolina. Tudo bem que não há uma maneira de fiscalizar os postos por 24hrs por dia, mas deveria-se ter mais fiscais e rotas definidas para serem feitas e assim garantir o mínimo de qualidade nos postos.

Por várias vezes eu soube que alguns postos eram lacrados e obrigados a não vender combustível, por causa da má qualidade e/ou da adulteração da bomba de combustível, e simplesmente deslacraram e continuaram a trabalhar normalmente, com o combustível ruim. E o mais grave nisso, é que a ANP não volta para verificar se o posto continua lacrado e correndo atrás para regularizar o seu problema.

posto_gasolina

Veja algumas dicas de como abastecer com mais segurança:

Evitar postos sem bandeira ou com combustível barato demais - Não podemos condenar todos os postos sem bandeira de terem combustível ruim, mas como para a maioria deles a afirmação é verdadeira, os que não fazem levam a fama. Os postos com bandeira levam a marca (Petrobras, Ypiranga, Shell, Esso, Forza, Texaco, etc) e por isso são cobrados pela qualidade do seu combustível.

Abasteça preferencialmente no mesmo posto – Já ouviu falar no ditado “Em time que está ganhando não se meche”, então se o abastecimento é de qualidade e o combustível não apresentou problemas mantenha o abastecimento nesse posto. Preferencialmente escolha um posto que esteja no seu caminho diário e com preço compatível com o esperado.

Não abastecer quando o posto estiver sendo reabastecido pelo caminhão tanque – Essa dica é simples, se o posto está sendo reabastecido a quantidade de partículas (sujeira) que vai estar sendo misturada ao combustível é bem maior por causa da agitação causada pelo reabastecimento. Sem contar a perda de pressão pelo reservatório aberto.

Encher o tanque antes que este baixe da metade – Além de poupar a sua bomba de combustível de superaquecimento e possíveis falhas, você evita a formação de ar e que a gasolina se evapore do tanque.

Encher o tanque pela manhã cedo – A temperatura ambiente e do solo é mais baixa, e como todas os postos têm os seus depósitos enterrados, a densidade da gasolina vai ser menor. Com isso o abastecimento será o real, onde 1 litro equivale realmente a 1 litro de gasolina.

Álcool ou Gasolina – Para os carros Flex é importante que o preço do álcool Hidratado esteja menor que 70% do valor da gasolina. Ou seja, você deve pegar o valor da gasolina e multiplicar por 0,70, caso o valor do álcool seja menor que o valor calculado, pode colocá-lo que ele apresenta mais vantagem que a gasolina.

Além das dicas de abastecimento, dadas acima, é super interessante que você verifique se o seu carro está economizando combustível. Para isso dê uma lida na postagem Como gastar menos na hora de abastecer.

combustivel-no-brasil

Alias, o preço do combustível no Brasil deveria ser bem menor para o consumidor final, pois o governo federal e o estadual abocanham uma grande parcela do valor final com os impostos. Além disso, o governo não pretende diminuir o preço dos combustíveis depois que o pré-sal estiver em produção e atingirmos a auto-suficiência em termos de petróleo e gás. Entenda como funciona a composição do valor final da gasolina no Brasil:

A Gasolina é composta de 80% de Gasolina A (pura) e 20% de álcool:

800ml de Gasolina A (vendida pela Petrobras) = R$0,80
200ml de Álcool Anidro = R$0,24

O que gera um total de R$1,04 por Litro de gasolina, isso é o preço sem impostos e lucros. Ai vamos ver o valor dos impostos.

CIDE – PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual)  = R$ 0,64
TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08

Com isso já temos a composição do preço com os impostos, que é de R$2,12. Vamos acrescentar o lucro das empresas (até porque ninguém trabalha de graça.

LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro)= R$ 0,08
FRETE (Média por Litro)  = R$ 0,02
LUCRO DO POSTO (Média por Litro) = R$ 0,25

O que traz um valor na bomba de R$2,47, aproximadamente. Esse valor é mais ou menos o que é praticado no Rio de Janeiro, que está entre 2,49 e 2,69 para a gasolina comum.

O grande problema é o seguinte: Suponhamos que você consuma 200 litros de gasolina por mês. O seu gasto seria de R$494,00, para esse vaor de gasolina, e o lucro ficaria dividido da seguinte forma:

O posto de gasolina ganharia R$ 50,00, o dono do caminhão ficaria com 4,00, a Petrobras que investiu e ralou para tirar o combustível ficaria com R$16,00 e o governo que nada fez na história toda fica com, a maior parte do bolo, R$216,00.

Assim como no IPVA, que hoje não é utilizado para a sua devida função, o governo utiliza esse dinheiro de forma errada e não destina nada a melhoria das estradas, ruas ou educação no trânsito. Acho que chegou a hora do povo acordar e começar a reivindicar por menores impostos em algumas áreas ou o investimento correto desses impostos.

http://www.thebest.blog.br/category/automotivo/





Qualidade em questão: porque o setor automotivo realiza tantos recalls?

14 04 2010

O setor automotivo conta com métodos eficientes para avaliar a qualidade e a segurança de um automóvel antes que ele chegue ao mercado – como as estatísticas de Weibull.

Apesar disso as montadoras continuam fazendo recalls: a Toyota convocou 7,2 milhões de veículos nos EUA, China e Europa, a PSA chamou automóveis da Europa e a Honda realiza recall que envolve o Brasil.

Outro exemplo é o caso do Ford Explorer. Depois de diversos acidentes a montadora convocou milhões de veículos por problemas nos pneus, que tornavam o carro instável.

Afinal, por que defeitos sérios ainda chegam até o consumidor? Como resolver esta situação? Quais são as dificuldades que as montadoras devem superar para se livrar do fantasma do recall?

Giovanna Riato

Abaixo estão algumas matérias sobre o assunto:

Análise de qualidade em jogo no setor automotivo

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Honda promove recall do Fit no Brasil

Toyoda admite: Toyota está em crise

Peugeot 307 tem recall para iluminação





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12 03 2010

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Postado por Giovanna Riato








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