Redes sociais: comunique e não complique

19 01 2011

por Renato Grinberg*

Com o boom de ferramentas como o Facebook, Orkut e Twitter entre os internautas brasileiros, a vida pessoal torna-se ainda mais exposta em toda a rede. Isso pode trazer benefícios, caso as informações sejam bem gerenciadas, mas também tem o potencial de gerar graves consequências, até mesmo no ambiente profissional. Alguns casos ganharam notoriedade pela falta de cuidados de profissionais ao emitir opiniões sobre as companhias em que trabalhavam. Um exemplo disso é o caso do diretor Comercial de uma empresa que foi demitido ao escrever no microblog ofensas aos torcedores de um time de futebol patrocinado pela organização.

Nesses casos, é preciso ter em mente que as informações disponibilizadas na internet estão em um espaço público, que pode ser acessado por qualquer pessoa, inclusive pelo seu chefe. De acordo com uma pesquisa da consultoria Manpower, que contou com a participação de quase mil empregadores, 55% das empresas brasileiras controlam o uso das mídias sociais. Dentre elas, 32% diz que o motivo é proteger informações confidenciais e 19% que é preciso proteger a reputação.

Tudo isso trouxe à tona o questionamento sobre a relação existente entre as esferas pública e privada da vida de um cidadão. Acredito que uma empresa não pode dispensar um funcionário apenas pelo fato de discordar de alguma de suas ações. Porém, desabafos em ambientes virtuais que digam respeito à companhia onde trabalha ou aos seus parceiros, denegrindo a imagem de ambos, podem gerar demissão por justa causa. Isso, inclusive, está de acordo com a lei brasileira, desde que o colaborador tenha infringido regras apresentadas anteriormente ou que a empresa comprove que determinada atitude tenha sido prejudicial.

Veja, a discussão aqui não deve ser sobre o que é certo ou errado quanto ao monitoramento realizado por parte das empresas. O fato é que mesmo sem a intenção da companhia de controlar o conteúdo, as informações geradas na internet são disseminadas e podem chegar aos ouvidos de um profissional que tenha o poder de decidir sobre sua permanência ou não no cargo que ocupa. Por isso, vale a pena pensar em maneiras de evitar situações prejudiciais, tanto para as empresas quanto para os profissionais.

Abaixo listo alguns cuidados básicos que podem ser tomados.

Para os profissionais

- Avalie o peso da sua opinião e possíveis consequências que podem ser geradas, principalmente se ocupa um cargo gerencial ou de confiança;
- Tenha em mente que o mundo inteiro pode ter acesso ao que escreve e que sua imagem está em jogo;
- Cuidado com a divulgação de questões internas da empresa, mesmo que pareçam simples ao seu julgamento. Muitas vezes, estamos tão imersos em uma realidade que não damos conta de como um pequeno detalhe pode revelar muitas coisas;
- Evite falar mal de concorrentes, pois essa é uma prática considerada antiética;
- Tenha uma conversa com seus superiores sobre o que pode ou não ser divulgado na internet. Nada melhor do que ter o aval da companhia para evitar possíveis problemas por falta de alinhamento.

Para os gestores de empresas ou líderes

- Reconheça que a presença das mídias sociais na rotina da maioria dos funcionários é uma realidade. Portanto, busque elaborar um código de conduta explicativo quanto às informações que podem ser ou não divulgadas;
- Oriente a equipe quanto aos cuidados que devem tomar, pois os colaboradores devem entender que carregam consigo a imagem corporativa;
- Esteja sempre aberto para dúvidas relacionadas a esse tema e não trate o assunto como algo que não pode ser discutido dentro da empresa.

 

*Renato Grinberg é diretor Geral do portal de empregos Trabalhando.com.br e especialista em carreiras e mercado de trabalho

Fonte: http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/especiais/conteudo_615208.shtml





Como mensurar a imagem da sua empresa nas redes sociais?

11 01 2011

por Luiz Alberto Ferla*


Blog, Orkut, Youtube, Facebook, Twitter, LinkedIn são palavras que compõem o universo das mídias sociais e já fazem parte da vida de todos nós. Essas ferramentas oferecem a seus usuários a possibilidade de se conectar com amigos, firmar contatos profissionais e, por que não, aproximar totais desconhecidos para compartilhar informações, trocar experiências e descobrir afinidades. No entanto, muitos empresários ainda têm dúvidas quando o assunto é a relevância dessas redes de relacionamento como meio de comunicação para os negócios e neste ponto as certezas cedem espaço para interrogações. Afinal, como medir a imagem de uma empresa nas redes sociais?

Não foi criada ainda uma fórmula mágica ou selo de garantia que comprove a eficácia de uma iniciativa ou outra nas mídias sociais. Para obter respostas e saber se a sua empresa está atingindo o retorno desejado na rede, antes de observar os números que validam e qualificam o retorno das páginas de relacionamento, é necessário fazer as perguntas certas. A primeira delas e a mais fundamental: qual é o seu objetivo?

Como em qualquer plano de negócio que se preze, é necessário ter clareza das metas que se pretende atingir com as atividades na Internet. O passo seguinte é entender que uma coisa é gerar o chamado buzz (barulho), outra bem diferente é ele ser revertido em favor dos seus negócios. Trocando em miúdos, quantidade não é sinônimo de qualidade. E é aí que o bom senso deve prevalecer. A dificuldade em mensurar o impacto nas redes sociais é tentar entender e quantificar o intangível: o sentimento das pessoas que estão do outro lado da tela.

Medir corretamente o “sucesso” nas mídias sociais pode se transformar em uma grande arma para o crescimento da empresa, tanto no mundo virtual quanto no real. A missão não é simples, mas o uso de algumas ferramentas gratuitas de medição, aliadas ao entendimento dos seus objetivos e metas de negócios podem ajudar a cumprir a tarefa.

Credibilidade
No caso de blogs corporativos, vale registrar o endereço em motores de busca especiais de mídia social para ver o resultado em um ranking para termos específicos. O Technorati, por exemplo, serve como ferramenta para monitorar a pontuação da página. Basicamente, ela mede o número de diferentes blogs que fizeram link para a página em um período de seis meses, a quantidade de fãs e a classificação do seu blog. Tenha em mente que é necessário combinar estes números com alguma pesquisa qualitativa, respondendo a perguntas como: Quais blogs estão ligados ao meu? Eles são os blogs que meu público-alvo lê e respeita?

Além do Technorati, ferramentas de busca verticais como Google Blog Search eFeedster, entre outras, acompanham a movimentação na web em tempo real a partir da indexação de conteúdos gerados pelos consumidores. Estes motores de busca muitas vezes permitem que você assine um feed dos seus resultados de pesquisa e colete os resultados diários, o que facilita a análise e avaliação do que está ou não funcionando na sua estratégia.

Dar para receber
Não valorize tanto os números, mas sim o perfil do público com o qual está se relacionando nas redes. Dados comportamentais são um verdadeiro tesouro para quem fornece produtos e/ou serviços. Ferramentas como o Delicious monitoram o número de links que levam ao seu blog, tags e notas. Através desses medidores é possível ver quantas pessoas marcaram o conteúdo, quando o fizeram, e os comentários que foram publicados. A partir dos resultados nos buscadores, é possível descobrir uma boa amostragem do que está sendo comentado sobre a sua empresa fora do seu próprio ambiente online.

Microblog como ferramenta competitiva
Para saber o que está sendo comentado no Twitter sobre a sua marca, produtos e outros temas corporativos de interesse vale conectar os termos de pesquisa no mecanismo de busca do Twitter e monitorar os resultados. Só assim você saberá o que está sendo mencionado sobre a empresa e se são comentários pertinentes ou não.

É tudo uma questão de sentimento
De nada vale a presença online da empresa, se o público-alvo não participa ativamente deste relacionamento. Um dos velhos padrões de medição do sucesso de um site eram os pageviews, mas isso é inadequado quando tratamos de mídias sociais. Nelas a palavra de ordem é avaliar como os usuários estão interagindo com as páginas da empresa. Veja quantas pessoas deixam rapidamente a página x, permanecem por um bom tempo navegando, registram seus comentários, indicam e fazem marcações para a página, blogam sobre a empresa e/ou retuitando seus assuntos, geram links para a empresa.

*Luiz Alberto Ferla, administrador e engenheiro pós-graduado em planejamento estratégico, é CEO Talk Interactive – de relacionamento digital

Fonte: http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/especiais/conteudo_546083.shtml





DE QUAIS REDES SOCIAIS VOCÊ PARTICIPA?

30 11 2010

Está cada vez mais nitido a necessidade dos profissionais estarem participando de alguma rede social.

Há pesquisas e matérias de grandes revistas e jornais de circulação no Brasil, comprovando que o número de empresas que vem utilizando as redes sociais em geral como fonte de busca de seus profissionais tem crescido rapidamente.

Um fator interessante lendo uma destas matérias, foi reparar que a maioria dos profissionais que estão inseridos em redes sociais tem entre 16 e 30 anos.

A partir desta faixa etária são poucos que utilizam redes sociais.

É interessante pontuar que estar presente na rede não é apenas ter um perfil, mas estar contribuindo para a mesma. Existem diversos mecânismos de busca que permitem o recrutador analisar a influência do profissional dentro de sua rede, suas atuações, seus posts e contribuições.

O Linkedin é uma das ferramentas que mais proporcionam esse tipo de interação, principalmente por ser específica à profissionais.

Há uma tendência que em no máximo 5 anos não existam praticamente entrevistas pessoais e sim tudo pela internet (pelo menos nas grandes capitais). Tendo este ponto em vista, o recrutamento e seleção dos profissionais também começara pela internet, tornando tudo virtual.

Já existem ferramentas de recrutamento que fazem um perfeito link com a internet e armazenam informações dos profissionais, tanto aquelas informações que nos prejudicam quanto as que elevam nosso potencial.

E você, como está nas redes sociais?
De quais redes você participa?

Poste aqui quais redes você faz parte, derrepente se tiver algum recrutador no grupo poderá te conhecer melhor!

As redes que participo:

Linkedin: www.linkedin.com/jeffricardo
Possuo grupos no Linkedin também, basta procurar pelas tags Rh …
Facebook: www.facebook.com/RhAutomotiveNews
Twitter: @rhautomotive
Blog: http://rhautomotive.wordpress.com
Site: www.rhautomotive.com.br

Grande abraço a todos.

Jefferson Ricardo





Empresas brasileiras são as que mais utilizam redes sociais para contratar

22 10 2010

De acordo com levantamento, 21% das empresas nacionais afirmaram que utilizam essa ferramenta no processo seletivo

 

As empresas brasileiras são as que mais utilizam sites e redes sociais para recrutar profissionais, na comparação com 12 países. É o que aponta um estudo realizado pela Robert Half, que teve a participação de 2.819 executivos de média e alta gerência.
Foram analisados os processo seletivos das seguintes localidades: Áustria, Bélgica, Brasil, República Tcheca, Dubai, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Holanda.
De acordo com o levantamento, 21% das empresas nacionais afirmaram que utilizam essas ferramentas para contratar. Em seguida, aparecem a Espanha, com 18%, a Itália e a Holanda, ambas com 13%.
Em contrapartida, as empresas da República Tcheca e da Bélgica são as que menos utilizam a internet para recrutar, com apenas 1% e 5%, respectivamente.
Anúncios em jornais
Apesar da utilização da tecnologia nos processos de seleção, as empresas continuam fazendo uso de anúncios de vagas em jornais e revistas. Na média geral, a porcentagem é de 41%, enquanto no Brasil, a parcela é de apenas 29%.
Já em Luxemburgo, 63% dos empregadores disseram que anunciam as oportunidades de trabalho nesses veículos de comunicação. Na Suíça e em Dubai, a porcentagem é de 54%, em cada um.
Indicação
O levantamento indica ainda que 60% das empresas brasileiras utilizam a indicação de outros profissionais para contratar, sendo este o meio mais usado. Neste quesito, as empresas brasileiras apresentam maior porcentagem na comparação com outros países.
São destaques também a República Tcheca, com 56%, e a Áustria , com 43%. Já em Luxemburgo, apenas 11% das empresas disseram que utilizam esse artifício para contratar um profissional.
Segundo o consultor e presidente da Lens & Minarelli, José Augusto Minarelli, as contratações ocorrem por meio da rede de relacionamentos, o que evidencia o enorme poder das indicações de conhecidos.
“Ao longo de quase 30 anos de experiência em processos de outplacement de executivos, o que pude perceber é que os melhores profissionais, aqueles que tinham ótima empregabilidade e conseguiam se reposicionar rapidamente, eram justamente aqueles com boas redes de relacionamento, construídas ao longo de anos”, diz.
Ferramentas

Confira abaixo algumas ferramentas mais utilizadas no processo de seleção pelas empresas nas 12 localidades:

Países Redes sociais Anúncios em jornais e revistas Indicação
Áustria 6% 48% 43%
Bélgica 5% 43% 21%
Brasil 21% 29% 60%
República Tcheca 1% 47% 56%
Dubai 6% 54% 27%
França 12% 28% 20%
Alemanha 12% 45% 41%
Irlanda 6% 42% 41%
Itália 13% 27% 37%
Luxemburgo 6% 63% 11%
Espanha 18% 29% 40%
Suíça 9% 54% 40%
Holanda 13% 42% 17%
Fonte: Robert Half
Por Karla Santana Mamona, site InfoMoney.com.br
http://jobbrazil.blogspot.com/







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