Perfil de Sérgio Habib – Jac Motors

7 04 2011

Perfil de Sérgio Habib

O presidente e controlador do Grupo SHC, empresário Sérgio Habib, 50 anos, formado em engenharia eletrônica pela.Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, com pós-graduação em administração de empresas na Harvard Business School, tem vasta experiência no mercado automobilístico brasileiro. Com visão de grande empreendedor, percebeu, no início da década de 90, que a abertura do mercado automobilístico brasileiro era para valer e decidiu investir no setor. Foi assim que nasceu a IVXM, empresa importadora constituída em 1991 e que começou a trazer para o Brasil os primeiros veículos da marca francesa Citroën.

Entre 1991 e 2000 vendeu mais de 40.000 veículos, entre os quais dois modelos que se destacaram no mercado brasileiro: o sedã Xantia e o monovolume Xsara Picasso.
Devido ao sucesso de suas atividades comerciais como concessionário da marca, em 2001 recebeu da diretoria do Grupo PSA, da França, convite para presidir a filial brasileira da Citroën, ao mesmo tempo em que o grupo francês decidia iniciar a construção de uma fábrica própria no município de Porto Real, no Rio de Janeiro, para a produção local dos veículos Peugeot e Citroën.

Com seu dinamismo e liderança, durante os oito anos em que permaneceu na presidência da Citroën do Brasil,a marca francesa teve extraordinária expansão no mercado automobilístico brasileiro, consolidando e expandindo sua rede de concessionários de 30 para mais de 130 pontos de venda em todo o país, ganhando market share e a confiança dos consumidores. À frente do Grupo SHC, holding que engloba todas as atividades comerciais das concessionárias de veículos das marcas Citroën, Ford, Jaguar e Volkswagen,
Habib tem 55 concessionárias distribuídas por todo o território nacional, que empregam atualmente perto de 4.000 funcionários e comercializam mais de 45 mil veículos por ano. Em abril de 2010 deverá inaugurar a primeira concessionária da famosa marca inglesa de automóveis de luxo Aston Martin no Brasil, a ser instalada na região dos jardins, em São Paulo.

Desde que deixou a presidência da Citroën, em junho de 2008, o presidente do Grupo SHC decidiu prospectar o mercado chinês para viabilizar a importação de veículos daquele país. Depois de diversas viagens, visitando todas as montadoras chinesas, Sérgio Habib decidiu formar parceria com a JAC Motors Internacional, uma das quatro montadoras chinesas independentes, sem vínculo societário ou tecnológico com as principais indústrias automobilísticas norte-americanas, européias e asiáticas.
O anúncio da parceria foi formalizado em dezembro de 2009, quando executivos da chinesa JAC Motors vieram a São Paulo especialmente para participar do evento. Sempre atento às perspectivas do mercado, Habib vê chances de novos negócios com empresas chinesas.

GRUPO SHC ANUNCIA PARCERIA COM A JAC MOTORS DA CHINA

O presidente do Grupo SHC, Sérgio Habib, anunciou nesta terça-feira, dia 15, a assinatura de um contrato de parceira com a  montadora Jianghuai Automobile Co. Ltd. – JAC Motors, mediante o qual passará a representar a marca chinesa no Brasil durante dez anos. Dois dirigentes da JAC Motors Internacional, David Zhang e o gerente comercial, Michael Yang, vieram ao Brasil especialmente para participar do anúncio público da parceria.

Sérgio Habib informou que a escolha da JAC Motors se deu após seguidas viagens a China, onde visitou as principais montadoras independentes, sem vínculo tecnológico e societário com qualquer indústria automobilística norteamericana, européia ou asiática. Entre as quatro empresas analisadas a JAC Motors foi a que apresentou as melhores condições de ser representada pelo Grupo SHC no mercado automobilístico brasileiro.

Para o vice-presidente da JAC Motors, David Zhang, “o Brasil é um mercado estratégico para a expansão da empresa fora da China, pois integra o BRIC e ao lado de Índia, China e Rússia constitui o único grupo de países com mercados acima de 2 milhões de carros por ano e com forte potencial de crescimento no setor automobilístico mundial.”

O dirigente chinês informou, ainda, que recebeu a visita de diversos empresários brasileiros interessados em formar uma parceria com a JAC Motors, decidindo-se pelo Grupo SHC pela sua capitalização financeira, sua enorme experiência na implantação de marcas no mercado automobilístico brasileiro e sua forte presença como distribuidor de veículos em todo o território nacional, tanto assim que a parceria da JAC Motors com o Grupo SHC foi firmada pelo prazo de 10 anos.

A escolha da JAC

“Quatro foram os fatores – afirmou Habib – que nos levaram a escolher a JAC Motors como parceira para atuarmos juntos no  mercado brasileiro. O primeiro  foi perceber que a empresa está em constante crescimento, investindo em novos processos de produção, com foco no constante aprimoramento da qualidade. Em segundo, por dispor de um centro de design, em parceira como
estúdio Pininfarina, em Turim, na Itália; e um centro de desenvolvimento de design de interiores em Tóquio, no Japão. Em terceiro, porque os veículos da JAC têm um design externo e interno que são de inteiro agrado do consumidor brasileiro e, mais importante, um excelente portfólio de veículos em desenvolvimento. E finalmente, pelo fato da JAC, de acordo com as pesquisas da JDPower, ser a montadora chinesa com o maior índice de qualidade.”

O presidente da SHC informou que os primeiros veículos importados da JAC Motors chegarão ao Brasil em março, onde serão submetidos a exaustivos testes de resistência e durabilidade, para se adequarem às condições das ruas e estradas brasileiras, bem como a calibração dos motores para o padrão E-22 da gasolina brasileira.

No início a SHC importará quatro modelos: um sedã médio denominado J5, a minivan J6 e o modelo compacto J3, nas versões sedan e hatch, que chegarão ao mercado brasileiro oferecendo a mais avançada tecnologia em termos de design, conforto, desempenho e segurança. Freios ABS, ar-condicionado digital, air-bags frontais e laterais e CD player serão itens de série dos quatro modelos da JAC Motors.

A estimativa do Grupo SHC é iniciar a comercialização dos veículos JAC Motors no Brasil no final de 2010, com uma rede de pelo menos 50 concessionários exclusivos da marca, distribuídos pelas principais capitais e cidades brasileiras. O objetivo do grupo é comercializar 50.000 veículos em 2012, quando a rede de concessionários JAC Motors já terá se expandido para 100 pontos de venda em todo o país.

Por fim, Sérgio Habib informou que os veículos chineses entrarão no Brasil pelo porto de Vitória, no Espírito Santo, onde o Grupo SHC montará um moderno Centro de Distribuição.

GRUPO SHC

O Grupo SHC foi fundado em 1991 pelo empresário Sérgio Habib, emprega atualmente cerca de 4.000 funcionários e conta com 55 concessionárias de veículos das marcas Citroën, Ford, Volkswagen e Jaguar, presentes nas pincipais cidades do País. É o maior distribuídor de veiculos Citroën no mundo e o maior distribuidor Ford no Brasil.

JAC MOTORS

A Jianghuai Automobile Co. Ltd – JAC Motors – foi fundada em 1969 dedicando-se, inicialmente, a produção de caminhões. Hoje possui uma diversificada linha de veículos, que atendem aos diversos segmentos do mercado automobilístico chinês. Tem um centro de design em Turim, na Itália, em cooperação com o estúdio Pininfarina e outro em Tóquio, no Japão, que se dedica ao design interior dos carros. Em 2009 sua produção total está estimada em 450.000 veículos.

Fonte: http://www.jacmotorsbrasil.com.br/_files/downloads/pdfs/microsoft_word_release_perfil_sergio_habib.pdf





Montadoras dos EUA podem parar produção

23 03 2011

A indústria automotiva dos EUA deverá enfrentar interrupções inesperadas e esporádicas de produção por vários meses por causa da escassez de oferta de chips e outras peças (que já eram insuficientes antes do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão no dia 11 de março), afirmou o Wall Street Journal, citando analistas.

As ofertas apertadas de microchips e outros componentes eletrônicos, sensores, e peças de borracha e metal forjado já tinham levado as montadoras a reduzirem ou mesmo interromperem temporariamente as linhas de produção antes do terremoto.

“Você vai ver um número um pouco maior de fábricas paradas, mas não acho que isso vai ser disseminado”, disse Craig Fitzgerald, um analista da consultoria Plante & Moran LLP. Segundo ele, as interrupções serão esporádicas e intermitentes.

As paralisações das fábricas e a escassez de oferta não deverão afetar o volume de produção global, mas poderia prejudicar as margens de lucro das montadoras e fornecedores, disse Fitzgerald.

O colapso das vendas de automóveis em 2008 e 2009 devastou a indústria de peças, fazendo com que centenas de pequenas empresas fechassem e forçando cortes profundos da capacidade de produção e dos empregos em grandes fornecedores.

À medida que as vendas de automóveis começaram a se recuperar, alguns fabricantes de autopeças têm encontrado dificuldades para obter o crédito bancário necessário para produzir novas peças e, no caso dos microchips que podem ser usados em outras indústrias, os fabricantes transferiram sua produção para outros clientes.

O terremoto no Japão só torna ainda mais difícil o acesso a algumas dessas peças, ressaltou Fitzgerald.

A Ford tem enfrentado dificuldades na sua base de fornecimento de peças forjadas e chips eletrônicos por meses, disse o porta-voz da empresa, Todd Nissen. A falta de peças de motores provocou duas suspensões temporárias das operações de produção da picape Ford F-150 desde dezembro.

A Chrysler também parou a produção na sua fábrica de minivans em Windsor, Ontário, por uma semana no início deste ano devido a uma escassez de peças eletrônicas. A montadora não prevê, contudo, paralisações adicionais.

A General Motors interrompeu a produção na sua fábrica de Shreveport, Louisiana, que produz caminhões pequenos, num esforço para garantir que haja peças suficientes para outras linhas de veículos.

“Você tem que esperar que ocorrerá um aumento, intermitente e imprevisto das paralisações da produção”, disse Lars Luedeman, diretor dos Serviços de Consultoria Automotiva da Grant Thornton LLP. As interrupções provavelmente começarão nas próximas semanas.

Segundo Luedeman, a indústria automotiva não é prioridade para os produtores de microchips e as demandas das empresas de produtos eletrônicos provavelmente serão atendidas em primeiro lugar, se houver uma escolha. As informações são da Dow Jones.

 

Fonte:http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/9780/Montadoras%20dos%20EUA%20podem%20parar%20produ%C3%A7%C3%A3o





Renault: como ultrapassar a Ford?

8 12 2010

Nem especialista em abrandar crises nem matador de custos. O novo estilo de Carlos Ghosn é mais soft agora, como ele mesmo admitiu em entrevista à revista HSM recentemente. Agora o executivo antecipa-se aos problemas em vez de consertá-los e corre atrás do crescimento, que é a palavra-chave em seus pronunciamentos depois de colocar Nissan e Renault a salvo.

O presidente da aliança franco-nipônica acredita que o grupo pode se tornar o terceiro maior fabricante de veículos do mundo este ano, quando o planeta vai montar cerca de 70 milhões de unidades. Em sua contabilidade, as duas marcas vão emplacar 7 milhões de veículos, somada a AutoVaz, da marca Lada. À frente estarão a Volkswagen, com sua cesta de marcas, e a Toyota, ainda em recuperação do tsunami de recalls.

Em suas entrevistas recentes no Brasil Ghosn não escondeu o desapontamento pela posição da Renault no ranking de vendas local, sempre atrás das quatro marcas tradicionais. Ele quer ser o terceiro também no Brasil, ainda que com a ajuda da Nissan.

De janeiro até o final de novembro a Renault vendeu 142.051 veículos no País, segundo dados da Fenabrave, ficando com 4,79% de participação no mercado. À frente ficaram Fiat (681 mil e 22,95%), Volkswagen (623 mil e 21%), GM (586 mil e 19,7%), Ford (300 mil e 10,1%).

A presença da Renault no segmento de comerciais leves é mínima – tem apenas 0,85% no segmento, com 5.142 unidades, graças ao Master, que emplacou 666 unidades em novembro. Na área de automóveis a marca obteve 5,79%, com a comercialização de 136.909 unidades – ainda longe da quarta colocada, a Ford (10,01%).

A Renault dormiu em berço esplendido durante anos no Brasil, com uma fábrica grande e ociosa no Paraná, de onde saíram produtos desatualizados. A situação foi amenizada com a introdução da plataforma do Logan, que deu origem também ao Sandero, best seller da marca em novembro na décima-segunda posição dos automóveis, com 6.942 unidades. O Logan vendeu 3.681 unidades (17º), o Clio 3.133 unidades (22º) e o Symbol 667 (49º).

Alain Tissier, que hoje exerce o papel de secretário executivo da Direção Geral no Mercosul e conhece muito bem a trajetória da empresa no Brasil, garante que há muito tempo a unidade de São José dos Pinhais, que atende Renault e Nissan, deixou de ser aquilo que se poderia chamar de um elefante branco. A capacidade é para montar 250 mil unidades em três turnos, mas há apenas dois funcionando para os cinco mil trabalhadores.

A projeção de vendas de veículos para este ano (170 mil da Renault e 18 mil da Nissan) já sinaliza a abertura do terceiro turno se o mercado continuar aquecido. A empresa tem planos de crescer, em resposta ao desejo de Ghosn, e deve aplicar outro R$ 1 bilhão pelos próximos dois ou três anos.

Para derrubar a Ford da quarta colocação no ranking de vendas o aporte parece ainda acanhado, já que a norte-americana tem planos mais agressivos para subir do patamar atual dos 10% do mercado. Jean-Michel Jalinier, presidente da Renault do Brasil, pretende avançar 20% nas vendas de 2011, saltando para 180 mil unidades. Vai ajudar no crescimento o argentino Fluence, que acaba de ser lançado e custará R$ 59,9 mil na versão mais simples.

Vem aí também o Duster, concebido com suporte da operação romena da Dacia. O projeto brasileiro está sendo finalizado e entrará nas linhas de montagem de São José dos Pinhais no na segunda metade de 2011. Com um design conservador, deve disputar espaço com o EcoSport, que passará por uma expressiva revitalização pela engenharia de Camaçari.

Nesse cenário, em que briga para subir no ranking local, a Renault anuncia que o mercado brasileiro já representa o terceiro mais importante para a marca, atrás da França e da Alemanha. Ficaram para trás a Coreia e Itália.

Denis Barbier, presidente da Renault para as Américas, com sala na matriz em Paris, garantiu a Automotive Business, durante o Salão do Automóvel, que a ordem é avançar na América Latina. Ele alertou para os elevados custos diante da fragilidade da infraestrutura logística, dos impostos e da falta de pessoal qualificado para atender a expansão na área de engenharia – tudo isso agravado pelo câmbio desfavorável na hora de exportar.

“O Brasil tem custos logísticos bem superiores aos da Colômbia, por exemplo. Em um carro essa diferença pode superar R$ 500”, explicou. Ele elogiou, na ocasião, a surpreendente reação do mercado local após a crise financeira internacional e garantiu que “o País está muito acima dos demais na região”.

 

Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br/artigosecolunistas.aspx?id_artigo=357





Ford New Fiesta ganha página no Facebook

4 08 2010
Espaço na rede social terá fotos e vídeos do carro
Por Vitor Matsubara | 04/08/2010

O lançamento da nova geração do Fiesta no Brasil não é mais segredo para ninguém. O carro, que será chamado por aqui de New Fiesta para evitar confusões com seu veterano xará, ganhou até uma página no site de relacionamentos Facebook.

Assisti o video aqui.

O espaço foi criado para fornecer informações à imprensa especializada e aos fãs da Ford. Há espaço para imagens, vídeos e notícias relacionadas à novidade, embora o álbum de fotos tenha somente uma imagem publicada.

Em um primeiro momento, a montadora vai lançar o modelo apenas na carroceria sedã, mas o hatchback também virá para o Brasil. O New Fiesta será importado do México e terá o motor 1.6 Sigma flex, fabricado em Taubaté (SP) e que já é utilizado no Focus. O modelo terá três versões de acabamento e seus preços vão partir de 49.900 reais.

Para acessar a página do New Fiesta no Facebook, basta clicar aqui.





Qualidade em questão: porque o setor automotivo realiza tantos recalls?

14 04 2010

O setor automotivo conta com métodos eficientes para avaliar a qualidade e a segurança de um automóvel antes que ele chegue ao mercado – como as estatísticas de Weibull.

Apesar disso as montadoras continuam fazendo recalls: a Toyota convocou 7,2 milhões de veículos nos EUA, China e Europa, a PSA chamou automóveis da Europa e a Honda realiza recall que envolve o Brasil.

Outro exemplo é o caso do Ford Explorer. Depois de diversos acidentes a montadora convocou milhões de veículos por problemas nos pneus, que tornavam o carro instável.

Afinal, por que defeitos sérios ainda chegam até o consumidor? Como resolver esta situação? Quais são as dificuldades que as montadoras devem superar para se livrar do fantasma do recall?

Giovanna Riato

Abaixo estão algumas matérias sobre o assunto:

Análise de qualidade em jogo no setor automotivo

Toyota estima que recall vai custar US$ 1,1 bi

Honda promove recall do Fit no Brasil

Toyoda admite: Toyota está em crise

Peugeot 307 tem recall para iluminação





Ford anuncia investimento total de R$ 4,5 bilhões no país até 2015

9 04 2010

Valor é R$ 500 milhões superior ao anunciado no ano passado.
Com Lula, presidente da empresa disse que quer ‘globalizar’ EcoSport.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

O presidente Lula e o presidente Mundial da Ford, Alan Mulally, nesta quinta-feira (8) (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente mundial da Ford, Alan Mulally, anunciou nesta quinta-feira (8) que a montadora vai ampliar os investimentos no Brasil em R$ 500 milhões. No total, serão investidos pela empresa no país R$ 4,5 bilhões até 2015. No ano passado, a montadora já havia anunciado R$ 4 bilhões em investimentos no país para o mesmo período.

“Nosso foco é apoiar o mercado brasileiro e os produtos que saem do Brasil para outros clientes da Ford fora do país”

O anúncio foi feito após uma reunião nesta tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que os recursos gerem cerca de mil novos postos de trabalho e aumentem a produção anual de 250 mil para 300 mil veículos.

Mulally disse ainda que os engenheiros da montadora no Brasil serão responsáveis pelo desenvolvimento da nova geração do modelo Ford EcoSport, que será vendido no país e exportado para o resto do mundo. “Nosso foco é apoiar o mercado brasileiro e os produtos que saem do Brasil para outros clientes da Ford fora do país”, disse o presidente da empresa.

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Equipe Rh Automotive





Qualidade em questão: porque o setor automotivo realiza tantos recalls?

12 03 2010

O setor automotivo conta com métodos eficientes para avaliar a qualidade e a segurança de um automóvel antes que ele chegue ao mercado – como as estatísticas de Weibull.

Apesar disso as montadoras continuam fazendo recalls: a Toyota convocou 7,2 milhões de veículos nos EUA, China e Europa, a PSA chamou automóveis da Europa e a Honda realiza recall que envolve o Brasil.

Outro exemplo é o caso do Ford Explorer. Depois de diversos acidentes a montadora convocou milhões de veículos por problemas nos pneus, que tornavam o carro instável.

Afinal, por que defeitos sérios ainda chegam até o consumidor? Como resolver esta situação? Quais são as dificuldades que as montadoras devem superar para se livrar do fantasma do recall?

Abaixo estão algumas matérias sobre o assunto:

Análise de qualidade em jogo no setor automotivo

Toyota estima que recall vai custar US$ 1,1 bi

Honda promove recall do Fit no Brasil

Toyoda admite: Toyota está em crise

Peugeot 307 tem recall para iluminação

Postado por Giovanna Riato





Rapidinhas do setor automotivo

24 11 2009

As automotivas mais admiradas no Brasil

A edição de novembro/dezembro da revista Carta Capital é dedicada aos resultados da pesquisa sobre as empresas mais admiradas no Brasil em 2009. A publicação de 260 páginas, que nasceu inspirada na relação da Fortune, vai fundo em inúmeros setores, incluindo o automotivo.

Na lista do macrossetor que inclui fabricantes e importadores de veículos, junto com autopeças, a Toyota ficou no topo, com 28% dos votos de 1.238 executivos que participaram da pesquisa. Vale observar a presença da Bosch em quinto e da Hyundai em décimo lugar.

Vêm a seguir:

Honda 17,82%
Volkswagen 17,82%
Fiat 11,23%
Bosch 5,65%
Volvo 4,42%
BMW 3,70%
GM 3,30%
Ford 2,60%
Hyundai 1,62%
Mitsubishi 1,19%
Audi 1,03%

Considerado isoladamente, o ranking de montadoras e importadoras traz a Toyota em primeiro, com 19%, seguida da Volkswagen (14%), Honda (13%), Fiat (9,8%) e Hyundai (7,9%).

As mais votadas em caminhões foram a Volvo (29,26%), Mercedes-Benz (22,04%), Scania (20m68%), Volkswagen (15,94%), Iveco (6,92%) e Ford (5,16%).

A Bosch ficou disparada na frente em autopeças, com 23,45%, vindo depois Magneti Marelli (7,07%), Eaton (7,05%), TRW Freios Varga (7,02%), VDO Continental (6,56%), Mahle Metal Leve (6,55%), Dana (5,03%), Fra-le (4,68%), Sabó (3,74%) e MWM International (3,52%).

Ford lucra, com bons resultados no Brasil

A Ford Motor anunciou lucro de US$ 997 milhões (29 cents por ação) no terceiro trimestre, atribuído a novos produtos, reduções de custo estruturais e bons resultados da Ford Credit. Houve um avanço de US$ 1,2 bilhão em relação ao mesmo período do ano passado.

A performance da montadora, única das três grandes norte-americanas que escapou de uma concordata este ano e dispensou recursos do governo, foi a primeira positiva desde o início de 2008 e causou surpresa.

“O resultado mostra claramente que a Ford está fazendo enorme progresso, apesar da queda prolongada da economia global,” disse o presidente e CEO, Alan Mulally, ressaltando a importância da nova linha de produtos.

O setor automotivo relatou lucro operacional antes dos impostos de US$ 446 milhões, comparado com a perda antes dos impostos de US$ 2,9 bilhões há um ano. A melhora reflete os preços favoráveis, as reduções de custos estruturais, custos menores de matérias-primas e maior participação de mercado aumentada, ofuscadas parcialmente pelo câmbio desfavorável e menores volumes de produção.

A receita automotiva mundial no terceiro trimestre foi de US$ 27,9 bilhões, US$ 100 milhões acima do valor de um ano atrás. As vendas totais de veículos no atacado somaram 1.232.000 unidades, contra 1.175.000 unidades um ano atrás.

Na América do Norte o lucro operacional antes dos impostos alcançou US$ 357 milhões, comparado com a perda de US$ 2,6 bilhões um ano atrás. A receita foi de US$ 13,7 bilhões (US$ 10,8 bilhões um ano atrás).

A Ford América do Sul, onde o Brasil representa 60% dos negócios, registrou lucro operacional antes dos impostos de US$ 247 milhões — quase metade do obtido no mesmo período de 2008, quando houve um lucro recorde de US$ 480 milhões. A queda foi explicada pelo câmbio desfavorável, primariamente no Brasil e na Argentina. A receita do terceiro trimestre foi de US$ 2,1 bilhões, abaixo dos US$ 2,7 bilhões de um ano atrás.

Visão favorável para indústria nos próximos meses

A produção industrial (PIM) registrou alta de 0,8% em setembro frente a agosto, já descontando os efeitos sazonais, o que corresponde a uma retração de 7,8% em relação ao mesmo mês de 2008, como foi há pouco pelo IBGE. Os resultados ficaram abaixo das expectativas do mercado e das estimativas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, que contemplavam alta de 1,7%1 e 1,6% na margem, respectivamente.

Com isso, a produção industrial acumulou no ano uma queda de 11,6%. Analisando os dados desagregadamente, o Bradesco destaca o arrefecimento da produção de bens duráveis e não duráveis e a aceleração dos bens de capital. A surpresa negativa veio dos bens intermediários, cuja queda se concentrou em alguns setores específicos (papel e celulose e refino de petróleo e álcool).

O avanço da indústria menor do que esperado em setembro não altera visão favorável para os próximos meses, segundo o Bradesco. Para os meses adiante, o banco acredita que, a despeito da pequena desaceleração do crescimento na margem, a tendência expansionista será mantida — tendo como pilar o bom desempenho do mercado de trabalho e a preservação da renda dos consumidores brasileiros. O banco ressalta também que, somado a isso, é preciso considerar a elevação do nível da utilização da capacidade instalada em outubro, conforme Sondagem da indústria da FGV divulgada na semana passada. Diante desses elementos, o Bradesco mantém leitura positiva para a atividade doméstica, que começa a sinalizar um bom momento para os investimentos, e destaca que estes resultados são compatíveis com cenário de crescimento do PIB de 0,1% neste ano e de 5,4% em 2010.

Poli-USP inaugura novo curso automotivo

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo inaugura em 2010 o novo Curso de Especialização em Engenharia Automotiva, voltado para engenheiros graduados e profissionais que desejam estender a sua formação e ampliar conhecimentos sobre novas tecnologias, produtos, serviços e gestão industrial.

As inscrições estarão abertas até 29 de janeiro. As aulas terão início em 26 de fevereiro e serão realizadas às sextas feiras das 18h30 às 22h30 e aos sábados das 8h às 13h.

Com carga horária mínima de 372 horas/aula (em onze disciplinas) e duração de trinta meses, o curso promete uma visão global do mercado e garante competências para administrar as inúmeras atividades da cadeia produtiva do setor.

A coordenação do curso é dos professores Paulo Carlos Kaminski e Marcelo Massarani, do Centro de Engenharia Automotiva do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP.

Informações pelo tel. 11 3817-5488 ou em www.automotiva-poliusp.org.br/esp.htm.

Poli-USP inaugura novo curso automotivo

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo inaugura em 2010 o novo Curso de Especialização em Engenharia Automotiva, voltado para engenheiros graduados e profissionais que desejam estender a sua formação e ampliar conhecimentos sobre novas tecnologias, produtos, serviços e gestão industrial.

As inscrições estarão abertas até 29 de janeiro. As aulas terão início em 26 de fevereiro e serão realizadas às sextas feiras das 18h30 às 22h30 e aos sábados das 8h às 13h.

Com carga horária mínima de 372 horas/aula (em onze disciplinas) e duração de trinta meses, o curso promete uma visão global do mercado e garante competências para administrar as inúmeras atividades da cadeia produtiva do setor.

A coordenação do curso é dos professores Paulo Carlos Kaminski e Marcelo Massarani, do Centro de Engenharia Automotiva do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP.

Informações pelo tel. 11 3817-5488 ou em www.automotiva-poliusp.org.br/esp.htm.

MWM International prevê retomada do mercado

A MWM International Motores reuniu uma centena de fornecedores em workshop para apresentar suas expectativas em relação ao mercado e obter o comprometimento das empresas para atender uma demanda crescente nos próximos meses.

A produção da fabricante de motores diesel no segundo semestre deste ano deve ultrapassar 64 mil propulsores, 35% a mais do que o resultado obtido no primeiro semestre, quando a companhia fez 47.900 unidades. A empresa projeta fechar 2009 com produção de 112 mil motores e registra expressivo crescimento nos pedidos de propulsores para caminhões, ônibus e picapes.

Para o diretor de vendas e marketing da MWM, Michael Ketterer, fatores como o crescimento da produção industrial, a retomada do mercado de trabalho, a expansão da renda, maior oferta de crédito, os incentivos do governo e investimentos em infraestrutura impulsionaram o aumento da demanda no segundo semestre.

“Neste semestre registramos crescimento de 91% no volume de produção de motores para picapes e 26% no segmento de caminhões e ônibus, no comparativo com o primeiro semestre de 2009”, afirma Ketterer.

Retirados de: www.automotivebusiness.com.br – Acesso em 24/11/09 as 15h20

Equipe Rh Automotive





Ford aumenta vendas e ganha participação no mercado

18 11 2009

Da France Presse

WASHINGTON, EUA, 3 Nov 2009 (AFP)

A montadora americana Ford anunciou nesta terça-feira uma alta de 3,1% em um ano em suas vendas de unidades novas nos Estados Unidos em outubro, uma recuperação depois da queda de setembro.

A Ford estimou, em um comunicado, que sua participação no mercado superou os 15% em outubro, um avanço em um ano e o mais elevado nos nove primeiros meses de 2009.

“A demanda dos consumidores pelos novos modelos sustentou os ganhos de cota do mercado da Ford”, comentou seu vice-presidente, Ken Czubay.

“Oitenta por cento de nossas vendas em outubro provém de nossos novos modelos 2010″, acrescentou.

Na véspera, a agência de classificação financeira Moody’s elevou em um grau a nota da montadora Ford, que passou a B3, assinalando os avanços de rentabilidade conquistados depois da publicação de resultados considerados muito melhores que o esperado.

“Este aumento reflete os importantes progressos que a Ford continua fazendo para reforçar sua oferta de produtos, mantendo liquidez substancial em seus balanços”, diz a Moody’s em comunicado.

A Ford também anunciou na segunda-feira um lucro líquido de 997 milhões de dólares e um resultado operacional de 1,1 bilhão no terceiro trimestre, seu primeiro superávit desde o começo de 2008.

No terceiro trimestre do ano passado, o grupo havia registrado perda de 161 milhões de dólares, segundo comunicado da empresa.

Os resultados anunciados hoje são muito superiores às expectativas do mercado, que antecipava uma perda líquida de 12 centavos por ação. A Ford registrou, na realidade, um lucro de 26 centavos por ação.

A Ford informou que seus carros das marcas Ford, Lincoln, Mercury e Volvo venderam 136.920 unidades no mês passado.

É “um pequeno milagre” para a única montadora americana que se salvou da quebra este ano, considerou o analista Douglas McIntyre no site 247WallSt.com. “Ninguém acreditava que a Ford pudesse ganhar dinheiro na América do Norte, exceto a própria Ford”, afirmou.

Foi justamente na América do Norte, que a Ford registrou um resultado operacional sem os impostos de 357 milhões de dólares – o primeiro resultado positivo desde o primeiro trimestre de 2005.

Os bons resultados devem-se a uma melhora das vendas, em particular nos Estados Unidos, assim como a uma importante redução dos custos. Esta redução foi de um bilhão de dólares para totalizar 4,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano. A cifra é superior aos objetivos do grupo (4 bilhões de dólares).

O volume de negócios foi, no terceiro trimestre, de 30,9 bilhões de dólares.

As cifras foram impulsionadas, em parte, devido às reduções de postos de trabalho mas, também, graças a uma popular medida do governo de estímulo às vendas, o programa chamado de “dinheiro por sucata”.

Já a General Motors anunciou que sua cota no mercado “aumentou pelo terceiro mês consecutivo, chegando a 21% do total de veículos leves”.

A GM vendeu 177.603 veículos no mês passado, um avanço de 4,1% em 12 meses, mas que ficou abaixo da previsão divulgada no site especilizado Edmunds.com (+5,7%).

Chrysler vendeu 65.803 unidades em outubro, o que significa um avanço de 6% em relação a setembro, mas é também uma queda de 30% em 12 meses.

“O Grupo Chrysler aposta na retomada das vendas em novembro e dezembro, meses tradicionalmente bons para a venta de ‘SUV’, e nossa marca Jeep oferece os melhores”.

A nova Chrysler emergiu da concordata este ano com a participação da italiana Fiat e o apoio dos governos de Estados Unidos e Canadá.

O grupo anunciou que oferecerá financiamentos com 0% de juros em novembro, além de outros incentivos.

Em setembro, as vendas da GM caíram 20% e as da Chrysler, 42%.

Equipe Rh Automotive





Ford muda e dá a volta por cima

18 11 2009

Montadora foi a única a obter lucro no terceiro trimestre de 2009.
Processo de reestruturação nos EUA foi semelhante ao do Brasil.

Da Agência Estado

Foto: Paul Sancya/AP Foto: Paul Sancya/AP

Ford não precisou de ajuda do governo dos EUA

Uma receita já adotada pelo Brasil no início da década, de cortar custos e desenvolver produtos que caem nas graças dos consumidores, ajudou a Ford Motors a provar que é possível ganhar dinheiro num mercado em crise. A montadora foi a única entre as grandes companhias do ramo a obter lucro no terceiro trimestre de 2009. Ao anunciar ganhos de quase US$ 1 bilhão nas operações globais no período, a Ford também dá um sinal ao mundo de que a tempestade que se abateu sobre o mercado americano pode estar diminuindo de intensidade.

No fim da década de 90, a Ford do Brasil quase fechou suas portas, mas conseguiu uma reviravolta ao adotar um plano de redução drástica de custos. Nos anos seguintes, inaugurou a mais moderna fábrica do grupo, em Camaçari (BA), e criou um veículo que até hoje tira o sono dos concorrentes, o EcoSport. O modelo inaugurou um novo segmento no mercado brasileiro, o de utilitários esportivos de pequeno porte. A empresa também renovou outros produtos e é lucrativa há mais de cinco anos.


A fábrica de Camaçari e o EcoSport foram ‘o divisor de águas’ entre a Ford que quase faliu e a Ford que está melhor que a matriz há vários anos, diz o consultor José Roberto Ferro, do Lean Institute. Segundo ele, conceitos adotados no Brasil foram levados para a matriz, ainda que não em sua plenitude, como o processo integrado de produção, com fornecedores dentro da linha de montagem.’A Ford dos Estados Unidos passou por um processo de reestruturação semelhante ao do Brasil’, confirma o diretor da Ford Brasil, Rogelio Golfarb. Além de mudanças no processo de manufatura, no relacionamento com a rede de distribuição e do lançamento de produtos atraentes, a matriz contou com a astúcia de executivos que se anteciparam à pior crise que o setor automotivo americano assistiu em mais de 30 anos.

Pouco antes de o setor financeiro desabar, provocando efeito dominó no resto da economia, a Ford captou US$ 23,6 bilhões, na época visto como ato de desespero. Mas o dinheiro evitou que a companhia recorresse à ajuda governamental, como fizeram as concorrentes General Motors e Chrysler, que ainda tiveram de passar por processo de concordata.

Para Bernd Gottschalk, ex-presidente da Organização Internacional dos Construtores de Automóveis (Oica) e hoje na empresa alemã de investimentos Macquarie, ao recusar ajuda do governo, o presidente da Ford, Allan Mulally, passou a ser visto como uma liderança forte. E os americanos adoram líderes. A percepção desfavorável em relação à GM e à Chrysler certamente reverteu-se em vendas para a Ford, que teve ajuda do programa do governo para a troca de carros velhos por novos. ‘Foi um pequeno milagre o que a Ford conseguiu, diz Gottschalk.

Retirado de http://g1.globo.com/Noticias/0,,LTM0-5597-1008,00.html

Equipe Rh Automotive








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