O que pensa e como age um RH brasileiro no Exterior?

31 01 2011

Para muitos profissionais conquistar um espaço no mercado nacional não é suficiente. É preciso ir além das fronteiras do país e galgar desafios no exterior. Mas, o que pensa um profissional que atua na área de Gestão de Pessoas, que deixou o Brasil e hoje se encontra nos Estados Unidos, por exemplo? Há realmente diferenças significativas em ser um RH aqui ou “lá fora?”. Para responder essas e outras dúvidas que podem pairar na mente de muitos que tentam uma carreira internacional, o RH.com.br conversou com Rubens Pessanha, que desde 2007 encontra-se no Estados Unidos e está concluindo um o curso de PhD em Human and Organizational Learning e atua com Global Market Intelligence no HR Certification Institute (HRCI) – uma empresa afiliada da SHRM e considerada maior associação de RH do mundo com 250 mil membros.
“Os profissionais de Recursos Humanos tendem a ter características similares não importa onde estejam, em que país atuem”, afirma Pessanha, ao ser questionado sobre as semelhanças existentes entre os profissionais brasileiros e norte-americanos que atuam em Gestão de Pessoas. Essa entrevista é um ótimo momento para aqueles que têm em mente deixar o Brasil e enfrentar mudanças significativas tanto na vida profissional quanto pessoal.
RH.com.br – O ano de 2010 deixou registrados fatos relevantes para o mercado. Em sua opinião, o que mais marcou a área de Recursos Humanos?
Rubens Pessanha - O ano de 2010 foi marcado pelo início da recuperação econômica e pela reforma da saúde nos Estados Unidos. Neste contexto, o profissional que atua em Recursos Humanos precisou comunicar melhor, inovar e focar ainda mais suas ações para fazer muito mais com muito menos. Outros fatos que considero importantes e que devem continuar no decorrer de 2011 são: o crescente papel das redes sociais; a preocupação com prevenção em saúde e o foco em diversidade; a ênfase no desenvolvimento de uma mentalidade global e do pensamento estratégico; a contínua preocupação com trabalho em equipe e a inovação; a retomada do foco em retenção de talentos e, principalmente, o engajamento dos profissionais; bem como a importância dos virtuais workplaces como, por exemplo, o teletrabalho.

RH - Esses fatos foram percebidos apenas nos Estados Unidos?
Rubens Pessanha - A realidade nos Estados Unidos é bem diferente da vivenciada no Brasil. Enquanto aqui o desemprego atinge quase 10%, no Brasil fala-se de apagão de talentos. Um cenário de apagão é ótimo para testar a real eficácia dos sistemas de Recursos Humanos. Creio que há muito para se aprender com as experiências do Brasil e dos Estados Unidos. No Brasil, trabalhar em um cenário de apagão parece ser algo novo, enquanto gerenciar crises tornou-se algo mais cotidiano. Por outro lado, nos Estados Unidos, o profissional de RH sempre foi acostumado a gerir pessoas em um cenário de baixo desemprego e precisa agora se adaptar a gerenciar crises.

RH - Esse contexto, evidenciado no ano passado tende a permanecer ou foi passageiro?
Rubens Pessanha - O contexto deve permanecer. Não creio em mudanças acentuadas demais no decorrer de 2011.

RH - O número de empresas e de profissionais brasileiros que procuram o mercado norte-americano para trocar ou assimilar novas ferramentas em RH é uma prática comum?
Rubens Pessanha - Infelizmente não. Por exemplo, observo que o brasileiro ainda não é uma figura presente aos maiores congressos internacionais, como o realizado pela SHRM (Society for Human Resource Management), a maior associação de RH do mundo. Mais ainda, são pouquíssimos os brasileiros certificados em RH pelo HR Certification Institute – maior órgão certificador de RH no mundo. O profissional de RH no Brasil precisa investir em idiomas. Ser fluente em inglês não é fácil. Não basta fazer apenas um curso. O americano julga competência pelo domínio do idioma e isso faz parte do que chamo de excelência operacional.

RH – Existem características similares dos profissionais de RH do Brasil em relação aos que atuam nos Estados Unidos?
Rubens Pessanha - Os profissionais de Recursos Humanos tendem a ter características similares não importa onde estejam, em que país atuem. A função da área de RH parece ter uma cultura própria que transcende as diferenças culturais.

RH - O mercado internacional está atento aos talentos que surgem no Brasil, inclusive para aqueles que se dedicam à Gestão de Pessoas?
Rubens Pessanha - Infelizmente, a verdade é que os Estados Unidos não olham tanto para o Brasil como gostaríamos. A Índia e a China são sim os focos principais. Apesar de existirem profissionais de RH brasileiros que estão fazendo carreiras de sucesso nos Estados Unidos, isso ainda é muito pontual.

RH –
Desde 2007, o senhor está nos Estados Unidos. A transição do Brasil para o Exterior foi tão difícil quanto o esperado?

Rubens Pessanha - Qualquer transição sempre é difícil e sempre gera muito aprendizado. Felizmente esta não foi minha primeira transição e estava preparado para enfrentar os desafios que iriam surgir. O principal é manter a cabeça aberta, trabalhar muito e ter uma atitude positiva. Quando vim para cá, só tinha um orçamento para ficar três meses. Já estou aqui há quase três anos. Acredito que experimentar mudança é a melhor forma de aprender sobre gestão de mudança.

RH -
Que recursos o senhor utilizou para se adaptar a realidades tão diferentes, inclusive culturais?

Rubens Pessanha - Digamos que posso resumir em paciência e humildade. Outro recurso que usei foi o trabalho voluntário.

RH - Para os que desejam investir em uma carreira internacional, o que o senhor diria?
Rubens Pessanha - Diria que é imprescindível o investimento em idiomas, certificações internacionais e networking. Não tenha medo de experimentar e errar. É melhor se arrepender de ter tentado do que se arrepender de não ter tentado algo que deseja para sua vida. Contudo, seja realista e se lembre que uma carreira internacional requer sacrifícios.

 

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Carreira/Entrevista/6972/o-que-pensa-e-como-age-um-rh-brasileiro-no-exterior.html





SEST/SENAT participa do Programa Estadual de Qualificação Profissional

30 03 2010

As unidades do SEST/SENAT instaladas no Estado de São Paulo passam a integrar o Programa Estadual de Qualificação Profissional 2010, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho.

A solenidade de lançamento do programa aconteceu dia 17/03, no Palácio dos Bandeirantes e contou com a presença do governador José Serra, do secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho Guilherme Afif Domingos e do presidente do Conselho Regional São Paulo do SEST/SENAT e da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), Sr. Flávio Benatti.

O programa oferece cursos gratuitos de qualificação profissional em todo o Estado, com o objetivo de preparar e capacitar o trabalhador para as novas exigências do mercado de trabalho e exercício da cidadania. O SEST/SENAT atenderá 5.460 alunos em 21 cidades, oferecendo os cursos de Logística Básica e Operação de Carga com Habilitação em Operador de Empilhadeira.

O curso tem duração de três meses. No SEST/SENAT Taubaté, serão disponibilizadas 270 vagas ao longo do ano.

As aulas terão início a partir da segunda quinzena de abril. Os interessados devem fazer cadastro pela internet, no site do Emprega São Paulo, sistema de intermediação de mão-de-obra do governo de São Paulo, ou em um Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), munido de RG, CPF e carteira de trabalho. Se for classificado, receberá em casa uma carta de encaminhamento para o SEST/SENAT Taubaté para realização da matrícula no curso escolhido.

O aluno receberá gratuitamente lanche, vale-transporte, material didático, certificado de conclusão do curso e bolsa-auxílio de R$ 210,00 mensais por até três meses.

Este programa do governo paulista é desenvolvido para os trabalhadores desempregados, pequenos e micro produtores e trabalhadores autônomos.

O SEST e o SENAT são entidades civis, integrantes do “Sistema S”, ligadas à CNT (Confederação Nacional do Transporte) e sem fins lucrativos. Desde a sua criação, em setembro de 1993, atua na qualificação e reciclagem profissional e na melhoria da qualidade de vida de trabalhadores do setor de transporte, oferecendo atendimentos em saúde, atividades de lazer, esporte, recreação e cultura.





Workshop prático de Lean – “Aprender fazendo” – Ministrado pelo Engº João Câncio

25 09 2009

Este é um Workshop que será ministrado por nosso amigo João Câncio.

Através do site www.nexo.org.br você pode conferir tudo que acontecerá neste workshop assim como sua programação.

O evento acontecerá em Guarulhos.
O compromisso com o resultado e a mudança de atitude serão os destaques desses workshops.

Participe e/ou encaminhe para outra pessoa que tenha interesse nesse tema.
As inscrições podem ser feitas através do seguinte e-mail: atendimento@nexo.org.br

Até lá,

João Câncio
(11) 9908 1821
Coordenador do NEXO
Excelência Operacional

Equipe Rh Automotive





Piracicaba terá seminário de alta tecnologia

17 09 2009

Piracicaba terá novamente este ano o seminário internacional de alta tecnologia, que será realizado no Campus Taquaral dia 22 de outubro. A iniciativa da Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba, em décima-quarta edição, deve reunir especialistas, pesquisadores e usuários de tecnologias de manufatura.
Informações pelo tel. 19 3124-1792 ou em www.unimep.br/scpm.





Poli anuncia especialização em engenharia automotiva

9 09 2009

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli) está inaugurando em setembro o novo Curso de Especialização em Engenharia Automotiva, dirigido para engenheiros graduados e profissionais que desejam estender a sua formação e ampliar seus conhecimentos sobre as novas tecnologias, produtos, serviços e gestão industrial do setor automotivo. As inscrições estarão abertas até 18 de setembro. As aulas terão início dia 2 de outubro e serão realizadas às sextas feiras das 18h30 às 22h30 e aos sábados das 8h às 13h. Com uma carga horária mínima de 372 horas/aula (em onze disciplinas) e duração de 30 meses, o curso pretende oferecer uma visão global do mercado e garantir competências para administração das atividades da cadeia produtiva do setor. O processo seletivo será feito com base no currículo do candidato, podendo eventualmente também ser requerida uma entrevista. A coordenação do curso é dos professores Paulo Carlos Kaminski e Marcelo Massarani, do Centro de Engenharia Automotiva do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli-USP. O corpo docente, em sua maioria doutores em engenharia, é formado por professores da USP e especialistas com atuação profissional no setor automotivo e na educação em engenharia. Maiores informações pelo telefone 11 3817-5488 ou em www.automotiva-poliusp.org.br.

http://www.automotivebusiness.com.br/noticia_det.asp?id_noticia=4485
Acesso 09/09/09 – 16h41

Equipe Rh Automotive








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