Afinal, que profissional atrai o mercado e os headhunters?

29 04 2011

A maioria dos profissionais com quem converso me pergunta se existe uma “fórmula” de turbinar a carreira.

É melhor fazer um MBA ou um Mestrado? É melhor fazer uma pós-graduação ou investir no inglês? É melhor espanhol como segunda língua ou partir para o chinês? Devo mesmo fazer uma segunda graduação e aproveitar o boom de engenharia do Brasil?

Saiba: a fórmula do sucesso existe sim, mas ela é única para cada pessoa.O que chama a atenção dos headhunters e o que o mercado valoriza em um profissional é sua capacidade de gerar resultados para a organização.
E nos processos seletivos, o que se busca nos profissionais são as “provas” de que ele pode gerar estes resultados para a organização.

Pensando assim, a decisão entre estudar espanhol ou chinês – por exemplo – dependerá de qual idioma auxiliará você a gerar mais resultados.
O mesmo vale para um MBA; tirar a certificação e colocá-la no Currículo não fará sua empregabilidade aumentar sozinha. O que fará você mais valioso para o mercado é aprender com o curso de MBA e aprimorar sua capacidade de geração de resultados.Se isto acontecer, aí sim seu valor para o mercado será maior.

Por isto a fórmula de sucesso é única. Alguns profissionais se aprimoram com cursos de pós-graduação e MBA, outros com expatriação; uns aprendem melhor sozinhos, outros com um gestor próximo que os ensine passo a passo.

Por isto, o ideal é você estabelecer qual seu futuro profissional (mesmo que não seja uma definição perfeitamente traçada e definida), verificar o que falta para você chegar lá e desenhar um plano de desenvolvimento para aprender o que falta.

Parece simples, mas não é. Acredito que o maior “dificultador” é você conhecer a si mesmo. Por isto não existe a carreira do futuro nem o segredo de sucesso profissional. Se um profissional é excelente com números e gosta desde cedo a fazer transações no mercado financeiro, não adianta ele migrar para uma profissão técnica ligada ao mercado de Óleo e Gás só porque este mercado está aquecido hoje e tem boas perspectivas futuras. Ele provavelmente não irá se dar bem e não aproveitará o crescimento do mercado.
É simples: se não “for a sua praia” e você não gostar do que você faz, o mercado pode até estar aquecido, mas você não aproveitará este sucesso.

Assim, estudar chinês pode ser uma excelente aposta em um mercado que vai crescer muito; mas se você em sua área de atuação a geração de resultados não está ligada à utilização deste idioma, então estudar chinês pode ser mais um investimento cultural do que profissional.

Você ainda poderá se perguntar se tudo no mundo gira em torno do resultado. Eu lhe direi: SIM. Até porque quando digo resultados não me refiro exclusivamente a resultados profissionais.

Resultados podem ser aumento de vendas, retenção de profissionais, fama, credibilidade, lucratividade, presença geográfica, imagem ou até outros resultados que para alguns podem não significar nada, mas que para outros não tem preço.Quais resultados você quer atingir? 

BOA SORTE!!

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/blog/marcelo-cuellar/?p=1091





Comunicado da Diretoria de RH

28 04 2011

COMUNICADO

INDUMENTÁRIA 

Informamos que o funcionário deverá trabalhar vestido de acordo com o seu salário. Se o percebermos calçando um tênis Nike de R$ 350,00 e carregando uma bolsa Gucci de R$ 600,00, presumiremos que vai bem de finanças  e, portanto, não precisa de aumento. 
Se ele se vestir de forma pobre,  será um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro, para que possa comprar roupas melhores  e, portanto, não precisa de aumento. 
E se ele se vestir no meio termo, estará perfeito e, portanto, não precisa de aumento. 

AUSÊNCIA DEVIDO À ENFERMIDADE 

Não vamos mais aceitar atestado médico como prova de enfermidade. 
Se o funcionário tem condições de ir até o consultório médico, pode vir trabalhar. 

CIRURGIA 

As cirurgias são proibidas. 
Enquanto o funcionário trabalhar nesta empresa, precisará de todos os seus órgãos, portanto, não deve pensar em remover nada. 
Nós o contratamos inteiro. 
Remover algo constitui quebra de contrato. 

AUSÊNCIAS DEVIDO A MOTIVOS PESSOAIS 
Cada funcionário receberá 104 dias para assuntos pessoais a cada ano. 
Chamam-se sábado e domingo. 

FÉRIAS 
Todos os funcionários deverão entrar em férias 
nos mesmos dias de cada ano. 
Os dias de férias são: 01 de janeiro, 07 de setembro e 25 de dezembro. 

AUSÊNCIA DEVIDO AO FALECIMENTO DE ENTE QUERIDO 

Esta não é uma justificativa para perder um dia de trabalho. 
Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas de trabalho falecidos. 
Todo esforço deverá ser empenhado para que não-funcionários cuidem dos detalhes. 
Nos casos raros, onde o envolvimento do funcionário é necessário, o enterro deverá ser marcado para o final da tarde. 
Teremos prazer em permitir que o funcionário trabalhe durante o horário do almoço e, daí, sair uma hora mais cedo, desde que o seu trabalho esteja em dia.


AUSÊNCIA DEVIDO À SUA PRÓPRIA MORTE
 
Isto será aceito como desculpa. Entretanto,
exigimos pelo menos 15 dias de aviso prévio,
visto que cabe ao funcionário treinar o seu substituto.

O USO DO WC

Os funcionários estão passando tempo demais no toalete.
No futuro,seguiremos o sistema de ordem alfabética.
Por exemplo, todos os funcionários cujos nomes começam com a letra ‘A’ irão entre 8:00 e 8:20, aqueles com a letra ‘B’ entre 8:20 e 8:40, etc.
Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua vez, no dia seguinte.
Em caso de emergência, os funcionários poderão trocar o seu horário com um colega.
Os supervisores dos funcionários deverão aprovar essa troca, por escrito, mas há um limite estritamente máximo de 3 minutos no vaso.
Acabando esses 3 minutos, um alarme irá tocar, o rolo de papel higiênico será recolhido, a porta do box abrirá e uma foto será tirada.
Se for repetente, a foto será fixada no quadro de avisos da empresa sob o título ‘Infrator Crônico’.
 

A HORA DO ALMOÇO 

Os magros têm 30 minutos para o almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis.
As pessoas de tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o seu corpo mediano.
Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo que precisam para tomar um ‘Slim Fast’ e um remédio de regime.

Muito obrigado pela sua fidelidade à nossa empresa.

Toda dúvida, comentário, preocupação, reclamação, frustração, irritação, agravo, insinuação, alegação, acusação, observação, consternação e ‘input’ deverá ser dirigida para o RH com a carteira de trabalho em mãos. 

Atenciosamente 
Diretoria de Recursos Humanos





Você ganha o que merece?

28 04 2011

Aprenda a fazer uma análise de seus rendimentos e veja como descobrir se a remuneração está coerente com seu desempenho

Daniela de Lacerda 10/06/2010

Crédito: Fido Nesti
 - Crédito: Fido Nesti
Avaliar salário é um assunto bastante complicado. Muitos fatores são levados em conta antes de chegar a um valor final. Se você se dispõe a deixar a emoção de lado e fazer uma análise racional de seus rendimentos, pode ter algumas surpresas. Talvez descubra que não ganha tão pouco assim. Ou perceba que está mesmo sendo explorado. Nesse caso, vai conseguir bons argumentos para negociar uma promoção, e não murmurar um simples “eu mereço”, quando o chefe perguntar por que você quer ganhar mais. Está disposto a encarar a resposta? O primeiro passo é saber o que faz parte da sua remuneração. Normalmente, as empresas pagam a soma de três elementos: remuneração fixa, benefícios e remuneração variável de curto e longo prazo. Além disso, as companhias vêm apostando nas promoções horizontais. Isso significa que aumentaram as possibilidades de remuneração dentro da mesma faixa salarial. “A diferença entre o menor e o maior valor num mesmo nível não passava de 50%. Hoje, chega ao dobro”, afirma Felipe Rebelli, líder para a América Latina da área de talento e recompensas da Towers Watson.

Destrinche seu contracheque Para avaliar sua remuneração fixa, a saída mais prática é consultar pesquisas salariais. Os principais jornais do país publicam semanalmente tabelas de cargos e salários. Mas elas podem causar confusão, já que as empresas nem sempre utilizam os mesmos nomes para cada função. Por exemplo: o diretor de uma companhia pode ter as mesmas atribuições e responsabilidades que o vice-presidente de outra. Por isso, o ideal é conhecer os dados que a sua empresa usa como base.

Além de saber quais as faixas salariais que sua companhia usa como referência, entenda qual a política de remuneração variável, como prêmios, bônus, gratificação e comissão. Dados da Mercer, consultoria de recursos humanos, mostram que funcionários do nível técnico-administrativo faturam um salário a mais por ano como incentivo de curto prazo. No nível gerencial, o valor sobe para dois ou três salários. A diretoria costuma levar cinco, enquanto os presidentes, entre seis e oito salários. “Algumas empresas têm políticas mais agressivas de remuneração variável”, diz Marcelo Ferrari, diretor de desenvolvimento de negócios da Mercer.

Em relação aos incentivos de longo prazo, os programas de ações (stock options) são os principais e costumam ser destinados apenas aos cargos mais altos. Um estudo da Towers Watson sobre recompensa e performance revelou que 57% das empresas oferecem planos de ações somente a empregados do nível executivo. Na América Latina, esse percentual sobe para 77%. Quando a conversa chega aos benefícios, mais uma vez a dica é comparar o que o mercado oferece para saber se o que você ganha está dentro da média. Tenha em mente que a tendência é de as empresas assumirem uma postura cada vez menos paternalista. Isso significa que você está sendo chamado a dividir os custos do benefício.

Lei das compensações
Agora você já sabe quanto ganha e pesquisou a média paga pelo mercado. Mas ainda tem outras coisas para avaliar. Uma delas é a filosofi a da empresa em que trabalha. “Algumas companhias valorizam a remuneração fixa e não apostam na variável. Outras fazem o contrário”, diz Felipe Rebelli, da Towers Watson. Assim, um salário-base não muito atraente pode ser compensando por um bônus tentador — e vice-versa. O peso que cada organização dá a esses fatores varia de acordo com a estratégia, com o cenário econômico, com o setor em que atua e com cada cargo.

Não há como negar que dinheiro é importante. Mas, ao analisar se você ganha o que merece, não pese apenas o saldo financeiro, mas as condições de trabalho e a perspectiva de crescimento. Entra em cena o conceito de recompensa total. “O investimento da empresa na formação do profissional, por exemplo, é cada vez mais valorizado”, diz o professor Lindolfo de Albuquerque, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). O estudo da Towers Watson sobre performance e resultados mostra que 60% das empresas recompensam os melhores funcionários com oportunidades de treinamento e desenvolvimento. Pode não significar um aumento hoje, mas muitos dígitos a mais no salário daqui a alguns anos.

SEIS PASSOS PARA ANALISAR SUA REMUNERAÇÃO

1 QUANTO VALE SUA PERFORMANCE
Seja crítico. Estar a muito tempo sem receber aumento pode ser sinal de que seu desempenho não anda lá essas coisas. Por outro lado, nem sempre o problema é com você, mas, sim, com a empresa, que pode estar passando por dificuldades.

2 SEU SEXO
As mulheres ainda ganham salários 27,7% inferiores aos dos homens, segundo pesquisa do IBGE divulgada em março de 2010. Os dados mostram que a média salarial delas representa 72,3% da média dos homens.

3 O TAMANHO DA EMPRESA
O presidente de uma empresa com faturamento anual superior a 1 bilhão de dólares recebe 150% a mais do que o presidente de uma companhia com faturamento anual inferior a 100 milhões de dólares. Pouco influi entre outros cargos.

4 EM QUE REGIÃO VOCÊ VIVE
Segundo a Mercer, empresas do eixo Rio de Janeiro–São Paulo– Brasília pagam salários 10% a 30% maiores do que no resto do país para o nível técnico-administrativo. Esse fator não é tão relevante para cargos mais altos.

5 CURRÍCULO RECHEADO DE CURSOS
Embora não seja mais um diferencial, não dá para desconsiderar a importância da formação acadêmica. Graduar-se numa faculdade de primeira linha e fazer uma boa pós-graduação não garantem mais nem emprego, nem salário polpudo.

6 COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS
Hoje as organizações prezam muito qualidades como ética, facilidade de comunicação, transparência, comprometimento e espírito de equipe. Segundo a Mercer, 85% das demissões individuais estão ligadas a problemas de comportamento.

RAIO X DOS RENDIMENTOS
Há três fontes básicas de renda: remuneração fixa, remuneração variável e benefícios. Veja o que cada uma assegura

REMUNERAÇÃO FIXA
• Salário mensal
• 13o salário
• Férias – Todo ano, o funcionário recebe um mês de salário sem trabalhar + um adicional equivalente a 33% do pagamento
• INSS – Todo mês, a empresa paga ao INSS uma contribuição de 20% do valor do salário do empregado, além de descontar uma contribuição de 8% a 11% direto do holerite
• FGTS – Mensalmente, a empresa paga um valor equivalente a 8% do salário do funcionário para o FGTS Também recolhe o Seguro de Acidente de Trabalho (de 1% a 3%) e a contribuição variável para terceiros (Sesi, Senai etc.)

REMUNERAÇÃO VARIÁVEL
Pode ser de curto ou de longo prazo. Estas são as principais opções: Curto prazo
• Prêmio e bônus – Valor fixo ou percentual sobre o salário a partir de metas cumpridas
• Participação nos lucros ou resultados da empresa
• Gratificação – Valor pago sem vínculo com nenhuma meta
• Comissão – Percentual sobre vendas feitas pelo funcionário Longo prazo
• Programa de ações (stock options) – O funcionário recebe a opção de comprar ações da empresa a um preço prefixado, lucrando com a valorização dessas ações

BENEFÍCIOS
Esses são os mais comuns no Brasil. Um estudo, realizado pela Towers Watson com base em 216 organizações, mostra o percentual de empresas que oferecem cada item:
• Plano de saúde – 100%
• Auxílio-alimentação – 99%
• Seguro de vida – 94%
• Complementação de auxílio-doença – 80%
• Plano odontológico – 75%
• Auxílio-farmácia – 73%
• Previdência privada – 70%
• Empréstimos – 70%
• Check-up – 62%
• Programas especiais para aposentados – 12%
• Benefícios flexíveis – 2%

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/organize-suas-financas/materia/voce-ganha-merece-568771.shtml




Reunião presencial ou virtual? Qual é melhor?

27 04 2011

por Lucas Toyama

Reunião é uma prática inerente ao ambiente corporativo. O que mudou nos últimos anos foi a forma como ela transcorre, pois o aprimoramento tecnológico permitiu reduzir as distâncias e tornar o encontro virtual. Soma-se a isso o fato de que as equipes são cada vez mais enxutas e os prazos cada vez mais apertados, enquanto questões externas, como o trânsito das grandes cidades, continuam impondo dificuldades a um deslocamento mais ágil. Tudo isso contribuiu para as reuniões por telefone, computador ou videoconferência tornarem-se prática costumeira. Mas será que esse modelo é sempre o recomendado?

Para Alexandre Prates, especialista em liderança, desenvolvimento humano e performance organizacional e diretor do Instituto de Coaching Aplicado (ICA), o olho no olho jamais será substituído. “Presencialmente, as pessoas conseguem discutir assuntos com mais tranquilidade, expor seus pontos de vista de forma mais assertiva”, diz. Ele acredita que as reuniões presenciais são uma boa alternativa para situações nas quais o encontro entre os participantes se dá pela primeira vez e, por isso, há necessidade de uma maior empatia entre os integrantes para se atingir os objetivos, ou mesmo para negociações mais pesadas.

Mas é preciso cuidado para que a vantagem da reunião presencial não se torne um tiro no pé. “Justamente por possibilitar uma comunicação mais aprimorada, as pessoas, muitas vezes, se perdem ao longo do encontro. Aumentam as chances de perder o foco e a objetividade”, afirma.

Prates defende, todavia, que reuniões não presenciais são bastante proveitosas para discussões de alinhamento, não tão estratégicas. “Por ser mais frio, esse tipo de contato tende a ser mais rápido e produtivo”, afirma. Além disso, evita o deslocamento dos participantes. “Você perde um pouco no contato pessoal, mas ganha infinitamente no tempo gasto para a realização da reunião”, diz.

Reuniões desnecessárias

Independente do formato, muitas vezes uma reunião não funciona simplesmente porque ela não precisa existir. “Frequentemente os encontros são convocados sem necessariamente ter uma meta estabelecida ou se saiba exatamente que resultados devem ser alcançados”, afirma Rachel Martinho, diretora de Marketing e Desenvolvimento da consultoria Training X. “Quando isso ocorre, independente do tipo de reunião (presencial ou à distância), percebe-se um nível elevado de improdutividade e um alto grau de insatisfação por parte dos integrantes, que ficam com a sensação de perda de tempo”, complementa.

Considerando-se que a reunião é relevante, alguns pontos devem ser ponderados em ambos os modelos. As presenciais podem se transformar em problema na medida em que exigem a presença de vários participantes, tirando-os do ambiente de trabalho. Em contrapartida, a possibilidade da troca de experiências “in loco” e a percepção da sensibilidade necessária ao tratamento de alguns temas favorecem os resultados.

Tania Bueno, gerente de Recursos Humanos do Grupo Laselva, acredita que reuniões presenciais contam ainda com um importante aliado: a comunicação não verbal. “A comunicação é impactada por outras variáveis além da fala, como postura corporal e expressão facial”, diz. “São sinais tão ou mais importantes do que o conteúdo, pois facilitam o relacionamento e permitem que rapidamente se perceba a reação do interlocutor. Isso permite um melhor controle”, completa.

Como fazer bonito

As fontes ouvidas nesta reportagem dão algumas dicas para aqueles que vão participar de uma reunião, seja ela presencial ou não. Confira.

Presencial

- mais do que nunca, seja pontual;

- tenha claro e estruturado tudo o que vai falar;

- aprenda a ouvir;

- valorize a linguagem corporal;

- participe ou convoque reuniões efetivamente necessárias;

- tenha postura. Olhe nos olhos e anote suas dúvidas, para saná-las em momento oportuno.

Não presencial

- cuidado para não perder a naturalidade;

- cuide bem dos equipamentos e saiba manuseá-los;

- teste as ferramentas com antecedência;

- seja ainda mais objetivo e conciso;

- foque no que for estritamente necessário e indispensável, de forma a manter a atenção do interlocutor;

- atente para o tom de voz. Fale pausado, sempre garantindo que o outro lado ouça;

- procure ter certeza que entendeu o que o outro disse;

- numa videoconferência, não se mova muito e olhe para a câmara.

Fonte: http://www.canalrh.com.br/Mundos/saibacomo_artigo.asp?ace_news=F1FB40B4-5379-425E-9097-E651AFC55CC7&o={0AC307D2-2995-4D25-B427-8FB0CE96F338}&sp=/.JTFx5D5.RKWNF6Pp7J./MT13KO:yO.VFP





Renault vai transmitir ao vivo na internet a explosão de um carro da concorrência

27 04 2011

Na próxima quinta-feira, dia 28, a Renault vai explodir um carro concorrente para promover seu Fluence. Com direito a transmissão ao vivo no YouTube e nos principais portais brasileiros.

Funciona assim: Você cria um tweet – utilizando a tag #QueSeExploda – dizendo porque o seu carro merece ser explodido. O autor da melhor resposta vai até Interlagos botar fogo de verdade em algum modelo de outra marca ainda não revelado (pela foto é um Peugeot véio, certo?) É um Daewoo Espero (valeu @victorwm).

Eu espero que a Renault também dê um Fluence para o vencedor do concurso, mas isso não é mencionado no release, assim como o que acontece com quem disser que deseja explodir um outro Renault.

O investimento em mídia é tão grande, que a marca diz que irá abranger mais de 90% da audiência da internet brasileira. E tem uma parte bem interessante para os chatos que reclamarão que a fabricante vai fazer fumaça por aí:

“A Renault, em parceria com a Neutralize Carbono, irá neutralizar toda a emissão de carbono gerada pela combustão da referida explosão, por meio de certificados de redução de emissão expedidos pela UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change), órgão da ONU para mudanças climáticas.”

Criada pela ID\TBWA e produzida pela Santa Transmedia, a ação materializa o filme do carro:

Fonte: http://www.brainstorm9.com.br/advertising/renault-vai-transmitir-ao-vivo-na-internet-a-explosao-de-um-carro-da-concorrencia/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+brainstorm9+%28Brainstorm+%239%29





A empregabilidade após os 45 anos

26 04 2011

Por Luciana Tegon*

Ao chegar aos 45 anos, muitos profissionais tendem a acreditar que não há mais tempo para questionar sua empregabilidade. Para muitos, o fato de estar empregado é o bastante para estar satisfeitos com sua vida profissional. Enganam-se. O Brasil vive uma era de ouro e há muitas oportunidades de crescimento. Com o país nesta cadência, estamos assistindo a um rearranjo profissional de jovens, adultos e idosos, ou seja, as oportunidades surgem para todos.

A partir dessa idade, diversas são as possibilidades. Mas se pessoas com mais de 45 anos têm dificuldade de se colocar, o que fazer?

Existem muitos caminhos a trilhar, como buscar uma recolocação em empresas, atuar como consultor autônomo, empreender em um novo negócio ou investir em uma nova carreira. Parar de produzir é a única opção não convidativa.

Primeiramente, vamos considerar aqueles que optaram por continuar desenvolvendo suas carreiras e buscam recolocação nas empresas. O marco zero é preparar bem a sua “embalagem”. Hoje, a maioria das empresas recebe currículos pelo site. Nada de preguiça nessa hora! Preencher com calma todos os campos do formulário já é um grande passo na sua apresentação.

Com seu currículo devidamente cadastrado nas empresas de interesse, o próximo passo é buscar e candidatar-se a vagas que estejam dentro do seu perfil. Trabalhe e busque seu objetivo todos os dias, para não desanimar.

Daí, você lê este artigo e me pergunta: e as empresas, como nos veem em um processo de recrutamento? Aos olhos delas, as políticas de contratação podem ser cruéis. Definem um perfil que rejeitam profissionais acima de 50 anos, por melhor que seja o currículo. Quando sou chamada para buscar no mercado um determinado profissional, refino ao máximo com o RH as qualificações, experiências e fatores de perfil que o profissional deve ter. Considero a cultura da empresa, as políticas de contratação, o dress code e demais características que esse profissional deve ter para ser contratado. Minha missão é colocar a pessoa certa no lugar certo. Funcionário satisfeito é produtivo e autorrealizado.

Profissionais com mais idade e bagagem são mais maduros, articulados e inegavelmente dão mais trabalho para gerenciar. Seniores têm o gênio “forte”, aguentam menos “sapos”, contestam mais, e para algumas lideranças, é um trabalho que não querem ter. Entretanto, sou grande defensora desses profissionais. Sempre sugiro e demonstro que as oportunidades de trabalho devem ser estendidas a profissionais seniores, pois tenho certeza de que a experiência e a maturidade fazem muita falta, principalmente, nos níveis de comando.

Muito bem, seu currículo está bem feito e agora foi chamado para uma entrevista. A esta altura você já sabe como se portar. Porém, nunca é demais dizer para não mentir, não falar mal do ex-empregador e jamais falar gírias ou tentar criar intimidade com o recrutador. O ambiente é formal e não comporta esse tipo de liberdade.

Sempre aconselho o candidato que, ao final da entrevista, pergunte ao recrutador o que se espera do profissional que ocupará aquela posição. Após ouvir, conte como poderia empregar suas qualificações e experiências na empresa. Você estreita seu laço com o headhunter, torna a entrevista diferenciada e tem mais chances de evoluir no processo seletivo. Em contrapartida, você avalia se aquela vaga lhe interessa, pois se não interessar, aconselho a declinar para não desistir mais pra a frente.

Outra opção para o profissional sênior que queira se manter no mercado de trabalho é a atividade autônoma. Uma vez consultor autônomo, você passa a se preocupar com aspectos operacionais para abrir uma empresa e geri-la dentro dos parâmetros legais, contábeis. Enfim, tudo passa a ser controlado e decidido por você, que está a mercê de suas próprias ações, como divulgar seu trabalho, fazer networking, agendar reuniões, responder a e-mails, fazer propostas, etc. Se eu fosse sugerir um roteiro para um profissional que está se lançando em “voo solo”, seria:

•Abra uma empresa e enquadre-a no regime Simples, que tem percentual reduzido de tributação. Discuta com seu contador e explique o que fará;

•Faça um web site simples e objetivo apresentando seu serviço ou produto;

•Capriche nas redes sociais, mas não exagere. Seu perfil deve ter uma foto sua, sorrindo de preferência e atributos bem escritos;

•Contar com boas referências em empresas que prestou serviços faz toda a diferença para futuros trabalhos. Cheque com suas referências se você pode mencioná-las no seu site;

•Defina uma estratégia de curto, médio e longo prazo para o seu negócio. Navegar em um barco sem rota é sempre mais difícil;

•Defina um orçamento para o seu negócio, um business plan. Surpresas e sobressaltos são inevitáveis, mas planejar, quando autônomos, traz mais tranquilidade;

•Identifique potenciais clientes, busque contatos na sua rede de relacionamentos, faça uma apresentação de seus trabalhos ou um e-mail convite para conhecer seu site;

•Revise seu guarda-roupa. Elas estão adequadas ao dress code da sua nova carreira? Se você era um alto executivo e usava terno, pode adotar um visual menos formal, que te apresentará melhor em oportunidades em que seja exigida sua presença;

•Leia e se atualize em marketing pessoal, automotivação, empreendedorismo e tudo sobre aqueles que gerem seu próprio negócio. Conhecimento é fundamental e transmite segurança.

Outra alternativa para os profissionais maduros é iniciar uma nova carreira. Para isso, é necessário que você avalie seu histórico profissional, identifique a área que gostaria de atuar, as profissões que o mercado está absorvendo e até uma avaliação psicológica identificando seus anseios versus suas habilidades.

Se você está empregado, mas pretende iniciar outra carreira, prepare-se gradativamente. Leia, estude, conheça, faça cursos sobre sua nova profissão. Busque oportunidades de fazer esta transição de forma tranquila, já que seu sustento não está comprometido. Agora, se está desempregado, a situação é outra. A primeira regra é gastar o mínimo possível. Assim, cuidado com a empolgação ao montar um negócio. Esteja preparado para os primeiros doze meses do seu novo negócio.

Uma coisa é fato, em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, como o Brasil, as oportunidades de trabalho aumentam a cada ano. Esteja atento às novas profissões, às áreas que estão com demanda de profissionais e encontre seu caminho. Cursos técnicos de curta duração facilitam um emprego em outras áreas. Se você já passou dos 45 e inicia uma nova carreira, aposte em um curso técnico para empregar-se rapidamente. Uma vez empregado, você pode ampliar seus conhecimentos e galgar posições mais altas.

Como eu sou eternamente otimista, sempre acredito no potencial humano. Se não está feliz, antes arriscar e iniciar uma nova carreira do que insistir em levantar todos os dias para trabalhar em alguma coisa que você não gosta. Coloque na balança os aspectos positivos e negativos e tome sua decisão. Fazer algo sem motivação é meio caminho para o insucesso. Pense, pense e pense!

*Luciana Tegon é ombudsman da Elancers e sócia da Consultants Group by Tegon

Fonte: http://www.abrhnacional.org.br/component/content/article/103-artigo-4.html





Pesquisa indica que o brasileiro tem pouca iniciativa

26 04 2011

por Daniela Lessa

O brasileiro valoriza as relações sociais, mas carece de iniciativa e empreendedorismo. Por consequência, o protagonismo não é uma de suas características mais marcantes. As conclusões são da Pesquisa sobre os Valores dos Brasileiros, realizada pela Marcondes Consultoria, que apesar de uma abordagem ampla, oferece uma série de informações para entender o comportamento no ambiente corporativo. A preferência do brasileiro recai sobre ambientes de trabalho agradáveis, com nível de pressão relativamente baixo e onde seja possível interagir para conseguir os objetivos. “Brasileiros são seres relacionais”, afirma o CEO da Marcondes, Caio Brisolla.

A metodologia da pesquisa, inédita no Brasil, mas já aplicada em 13 países, consiste em apresentar aos participantes três listas com aproximadamente 70 palavras referentes a uma série de valores. No total, participaram 2.544 pessoas, que foram instruídas a escolher, entre cada grupo de 70 itens, dez que fossem representativos de valores pessoais, de valores predominantes no Brasil de hoje e de valores desejados para o futuro.

O valor pessoal mais citado nacionalmente foi a amizade: 50,9% dos participantes o consideraram essencial. Quanto à predominância na sociedade, entretanto, prevaleceu a corrupção (54,1%). Em relação ao futuro, o aspecto mais desejado pela sociedade é a paz (40,8%), seguida da justiça (28,4%), também citada como um dos principais valores pessoais por 26,6% dos entrevistados. A justiça também ganha preponderância no ambiente profissional. “Além de valorizar um ambiente profissional harmonioso, o brasileiro gosta de reconhecimento e rejeita perseguições”, afirma Brisolla.

Valores com poucas citações também merecem uma avaliação mais acurada sob a ótica corporativa. “A inexpressividade de aspectos como abertura, diversidade e interdependência, por exemplo, sugere que há dificuldades nas habilidades de negociação e de atuação coletiva”. Ele também destaca que o alto número de citações para paciência e esperança (que são aspectos positivos) sugere certa passividade por parte dos brasileiros. Daí a conclusão de que o brasileiro, de modo geral, carece de protagonismo e empreendedorismo.

“Os brasileiros são muito amigáveis e valorizam seu ambiente íntimo, mas é difícil levá-los a uma mobilização social, assim como é mais difícil fazer com que um indivíduo assuma a responsabilidade de uma ação coletiva para si, como ocorre com maior facilidade em países como Austrália, Estados Unidos e Canadá”, compara Brisolla. Segundo ele, isso é notório na discrepância entre valores pessoais altamente positivos e valores percebidos na sociedade, profundamente negativos. Isso denota que o brasileiro, embora preze características elevadas em sua vida mais privada, indigna-se pouco com os problemas da sociedade e manifesta-se menos ainda para evitá-los. 

Política de RH

Dentro da empresa, isso se reflete em uma eventual aceitação passiva de valores empresariais dissonantes do pessoal. “É o caso do executivo que vai para o escritório e deixa a alma no estacionamento”, comenta o consultor. Segundo ele, essa situação é pouco recomendável e deve ser considerada com profundidade pelo gestor de recursos humanos na busca pelo alinhamento entre a empresa e seus colaboradores. “Não dá para um vegetariano trabalhar em uma empresa de processamento de carnes, mas dá para um rapaz que não gosta de gravata suportar usá-la em um banco”, pondera.

Brisolla lembra que a chamada geração Y, que já está assumindo postos de liderança em várias empresas, tem um DNA de protagonismo um pouco mais evoluído, mas ainda não está no nível de outros países. “Eles são mais questionadores e estão mais antenados com a questão ambiental, mas, em geral, usam o espaço profissional apenas para conquistar suas metas pessoais”.

Fonte: http://www.canalrh.com.br/Mundos/pesquisas_artigo.asp?ace_news={623958F5-BD99-489A-9C3F-CFD98C590555}&o={CD314413-4FD8-453B-A8CA-2C99E7435C86}&sp=-?.N0xW1B?JKD5.RQpOVF1BT:09VWy7NC.1





Consultores indicam principais erros e acertos no ambiente profissional

25 04 2011

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1656896-15605,00.html





Como dimensionar uma equipe de trabalho

25 04 2011

por Estevão Taiar

Basta abrir qualquer livro de microeconomia para descobrir o conceito de produtividade marginal do trabalho: a partir de certo ponto, a adição de insumos à produção aumenta a quantidade geral produzida, mas diminui o rendimento. A teoria é simples: nem sempre trabalhar com grandes quantidades de materiais, instrumentos ou pessoas é garantia de eficácia e rapidez. Na prática, entretanto, a maneira correta de mensurar e usar todos esses recursos é bastante complicada.

Não é à toa que esse é um dos grandes problemas que as mais variadas empresas enfrentam na hora de escolher funcionários para executar um projeto. Qual deve ser o número certo de profissionais? A equipe deveria ser maior ou menor? Qual deve ser o perfil de cada um?

Para Leylah Macluf, gerente de consultoria empresarial da Deloitte, não há uma maneira simples de definir o tamanho ideal de uma equipe em um primeiro momento. “A quantidade de pessoas que a gente vai deslocar para trabalhar em um projeto depende de algumas informações, tais como o tempo que um projeto semelhante demorou em outra empresa e as características do cliente – se ele é do setor público, da indústria etc”, diz.

Ela afirma que a partir de um segundo momento, quando o cliente já aprovou o projeto apresentado pela consultoria, fica mais fácil montar a equipe: “A gente entra na fase de planejamento, monta um cronograma, e isso torna o processo um pouco menos complicado”.

Equipes enxutas

Elcio Ferreira, sócio-diretor da Visie, empresa de desenvolvimento de softwares e serviços para web, é partidário de equipes enxutas e acha que administrar muitas pessoas ao mesmo tempo, além de não ser tarefa fácil, não é eficiente. “Tem um ditado antigo na área que diz que “duas mulheres não geram um bebê em quatro meses e meio”, diz.

Segundo ele, a capacidade de dimensionar uma equipe de maneira correta advém do conhecimento prévio da área e da experiência de se organizar equipes para projetos em outras ocasiões. “No caso específico da criação de softwares, a equipe ideal tem entre oito e dez pessoas e, mesmo em condições muito especiais, não deve passar de doze”, afirma. Um conselho do gestor é dividir o projeto em dois quando ele demandar o envolvimento de mais pessoas. Dessa forma, ao invés de uma equipe “inchada”, a empresa contará com dois núcleos de trabalho bem dimensionados.

Mais do que gerar custos extras, uma equipe numerosa pode dificultar a execução das tarefas. Leylah conta um caso em que o excesso de colaboradores acabou criando confusão: “Montamos uma equipe de três pessoas. O cliente resolveu expandir o projeto e pediu que envolvêssemos mais colaboradores, pois queria uma maior capacitação de seus profissionais em algumas áreas da empresa. Acabamos aumentando para dez e, ao final, era tanta gente que o andamento das atividades ficou comprometido”. Ela pondera, porém, que hoje em dia, com a crise de recursos humanos no mercado, dificilmente as empresas trabalham com uma equipe superdimensionada.

Fonte: http://www.canalrh.com.br/Mundos/saibacomo_artigo.asp?ace_news={623958F5-BD99-489A-9C3F-CFD98C590555}&o={91440127-1C1A-4B18-85BB-94CFB3A1ED8D}&sp=-?.N0xW1B?JKD5.RQpOVF1BT:09VWy7NC.1





Veja dicas de segurança para antes e durante a viagem

20 04 2011
lentidão imigrantes (Foto: André Lessa/AE)
Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo
(Foto: André Lessa/AE)

O feriado prolongado vai começar sob a sombra dos números registrados nas estradas federais no último carnaval, quando 213 pessoas morreram, um aumento de 47,9% em relação ao mesmo feriado de 2010, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na época, a coordenação da PRF atribuiu o alto número à falta de educação dos motoristas.

Para especialistas, além da condução responsável, outros dois elementos podem evitar acidentes: “A manutenção do carro, a pessoa que vai conduzir o veículo e a direção preventiva são os três fatores essenciais para uma viagem segura”, afirma César Urnhani, que dá aulas de pilotagem pela BMW. O G1 ouviu este e outros cinco especialistas e reúne abaixo dicas para antes e durante o percurso.

ANTES DE PEGAR A ESTRADA

- Situação do local de destino

Urnhani ressalta a importância de verificar a previsão do tempo no local de destino e as condições da estrada. “Isso já faz o motorista se lembrar da manutenção do carro. Se ele for enfrentar chuva ou neblina, ele sabe que vai ter que checar o limpador de pára-brisa, as lâmpadas e os pneus”, afirma.

Manutenção preventiva deve ser feita antes das
viagens (Foto: Reprodução/TV Globo)

- O que checar no veículo
Marcelo Alves, professor de engenharia mecânica da Poli, aponta a calibragem dos pneus, o nível de óleo do motor e do fluído de freios, a água do radiador, o funcionamento das lâmpadas e o estado e calibragem dos pneus como os principais itens que o motorista deve checar, ainda que o faça no posto de gasolina pouco antes de pegar a estrada.

Edson Esteves, professor do curso de Engenharia Mecânica Automobilística da Fundação Educacional Inaciana (FEI), lembra que carros com direção hidráulica têm óleo de direção e os automóveis automáticos precisam de óleo de transmissão, que também devem ser verificados antes das viagens.

- Calibragem
Levar o manual do veículo é tão importante quanto a bagagem, dizem os especialistas: ele informa, por exemplo, a calibragem correta dos pneus, de acordo com o peso do carro e a quantidade de passageiros. O engenheiro Nilton Monteiro, diretor-executivo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), diz que, se o proprietário não tiver o manual, “a recomendação genérica é de 30 libras em cada um dos pneus”. Ainda em caso de ausência das orientações oficiais, ele recomenda acrescentar mais duas libras nos pneus traseiros, se o carro estiver muito cheio.

- O carro também ‘fala’
Segundo Esteves, da FEI, o veículo se ‘comunica’ com o motorista: “Se a pessoa está acostumada com o veículo e ele começar a fazer barulhos estranhos cuja origem ela não consegue identificar, o mecânico é a única solução”. Monteiro, da AEA, dá um exemplo: caso o motorista escute um assobio agudo ao frear, é sinal de que as pastilhas não estão boas.

- Carro alugado
Segundo Marcelo Alves, da Poli, é preciso cuidado também com carros alugados. “O motorista precisa checar os itens obrigatórios, verificar as luzes estão funcionando e dar uma olhada embaixo do carro para ver se há algum vazamento. Também nunca se deve alugar um carro com pneus carecas”, ensina.

Cadeirinha 2 (Foto: Letícia Macedo/ G1)
Cadeirinhas para transporte de crianças
(Foto: Letícia Macedo/ G1)

- Cadeirinha
Desde setembro passado, é obrigatório transportar crianças até 7 anos e meio em cadeirinha ou dispositivo equivalente à idade/altura (bebê-conforto, assento de elevação) em veículos de passeio.

Carros que tenham somente cinto de segurança abdominal (de dois pontos) no banco de trás poderão transportar crianças de até 10 anos na frente, com a cadeirinha ou equipamento mais adequado à idade/altura, ou no banco de trás, sem assento de elevação, no caso das que tenham a partir de 4 anos. Veja mais dicas sobre o dispositivo ideal. A lei não se aplica para transporte coletivo e táxis.


NA ESTRADA

- Cinto de segurança
“Não seja simpático com os passageiros: só dê a partida quando todos estiverem com os cintos de segurança”, afirma Felício Félix, do Cesvi Brasil. Segundo ele, a responsabilidade sobre a segurança das pessoas que estão dentro do carro é de quem o dirige.

- Ultrapassagem
É comum nas estradas de mão dupla o motorista ficar muito próximo de um caminhão que está na sua frente e jogar o carro para a outra pista na tentativa de fazer uma ultrapassagem. “Isso está totalmente errado e prova que as pessoas não sabem como fazer uma ultrapassagem desse tipo”, afirma Urnhani, da BMW. Segundo o piloto, o ideal é se distanciar do veículo que está à frente.

Desta forma, o motorista amplia seu campo de visão, principalmente da pista contrária. “Ele também poderá acelerar na sua faixa por mais tempo, para ficar o mínimo possível na contramão e conseguir fazer a ultrapassagem”, explica. Urnhani lembra ainda que “não precisa acelerar com tudo e dar farol alto quando alguém estiver na sua frente na faixa da esquerda”.

Quando o motorista for utilizar essa faixa para fazer uma ultrapassagem, basta estar com o farol baixo ligado e fazer leves movimentos com o carro. De acordo com o piloto, o motorista que está à frente vai perceber os sinais pelo retrovisor.

Segundo o Código Nacional de Trânsito, é infração impossibilitar a ultrapassagem de alguém. “Às vezes o motorista faz isso achando que está certo porque não está acima da velocidade permitida de uma estrada”, lembra Urnhani. Dar seta para a direita o quanto antes é uma maneira de “acalmar” o motorista que vem atrás, ensina. “Isso já vai deixá-lo ciente de que vai ter sua passagem liberada”.

chuva e neblina (Foto: G1/Globo News)Chuva e neblina exigem atenção
(Foto: G1/Globo News)

- Chuva e neblina
Segundo o tenente Moacir Mathias do Nascimento, porta-voz do policiamento rodoviário da Polícia Militar de São Paulo, “o motorista precisa diminuir a velocidade e manter o farol baixo ligado em situações de chuva, neblina e vento forte”.

Urnhani lembra que chuvas fortes podem formar grandes poças na estrada, gerando risco de aquaplanagem, quando o carro perde o contato com o solo. Segundo ele, nesse tipo de situação, o motorista precisa ficar atento ao carro da frente e verificar o rastro que o pneu deixa na água. “Caso essa marca feche muito rápido, é sinal de que a poça é profunda e ajuda o motorista a se preparar a avaliar se ele consegue ou não passar por ali.”

- Acostamento
O tenente Nascimento alerta que “o uso do acostamento é exclusivo para emergências, que podem ser do carro, do motorista ou de algum ocupante”. Também é permitido parar no acostamento para ajudar alguém. Mas parar nessa faixa sem necessidade, além de gerar multa, pode resultar em acidente.

Se houver necessidade de usar o acostamento, o policial aconselha o motorista a colocar o triângulo de sinalização a 20 metros do carro, no mínimo: “Isso faz com que o veículo que esteja na estrada consiga escapar com antecedência.” Urnhani ressalta que, uma vez no acostamento, o motorista e os ocupantes devem procurar algum lugar seguro para ficar. “Eles podem se proteger atrás de um guard-rail ou de alguma mureta de concreto”, indica.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/2011/04/veja-dicas-de-seguranca-para-antes-e-durante-viagem.html








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 103 other followers